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Resenha: Viper - All My Life (2008)

Por: Diógenes Ferreira

Acessos: 78

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Album Cover
Um disco que deu pra matar saudades do velho Viper
4.5
16/02/2019

Em 2007 o Viper voltava a gravar um álbum após um longo hiato de 10 anos, depois do famigerado “Tem Pra Todo Mundo” de 1997, um verdadeiro equívoco na carreira da banda, que naquele momento quis apostar num disco cantado em português com apelo comercial praticando um pop radiofônico insosso com composições no mínimo pobres de musicalidade e alma. Não que eu particularmente desconsidere Pop ou algo comercial ruim, pois há vários exemplos de bandas e artistas de qualidade e que sabem o que estão fazendo, mas de fato o Viper não sabia e estava mais perdido que cego em tiroteio naquela época. Mas enfim, felizmente o tempo passou e a banda se reencontrou com o passado glorioso.

“All My Life” pode ser considerado um álbum que bebe na fonte de seus 4 primeiros álbuns e de suas influências de maneira bem dinâmica. A faixa-título abre o disco com uma pegada Heavy/Power nos moldes do Helloween, seguida da empolgante “Come On, Come On” que anima qualquer defunto já no riff inicial. É daquelas composições que o Pit Passarell sabe fazer muito bem de forma simples, direta, energética, com melodias e refrão que grudam na cabeça. E a mesma tática segue com “Miles Away”, que apresenta a mesma característica. Esse tipo de composição se tornou marca registrada nos álbuns Evolution e Coma Rage, onde a banda flutuava entre o Heavy e o Punk mas de uma maneira bem homogênea e ainda sendo Viper. 

O álbum segue com “Not That Easy” e “Love Is All”, essa segunda com os vocais de ninguém menos que o lendário André Matos, revivendo os tempos em que fez parte da banda nos dois primeiros discos clássicos do Viper, antes de ingressar no icônico Angra. Curioso que alguns anos depois, o André até voltaria a assumir os vocais do Viper novamente num retorno de comemoração de 25 anos da banda, mas naquela altura, ele gravou apenas essa música, já que os vocais do disco ficaram a cargo de Ricardo Bocci, que não deixa nada a desejar, com um excelente trabalho vocal durante todo o álbum e até certo ponto, bem similar ao timbre de André. 

Outras faixas legais são “Cross The Line” e “Do It All Again”, que mantém o nível acelerado do álbum, preparando para desacelerar com a balada “Violet” que aqui sim, talvez tivesse obtido o resultado comercial que a banda tentou buscar no já citado “Tem Pra Todo Mundo”, inclusive com solo do Ives Passarell nessa faixa, que de fato foi colher os louros do Rock/Pop saindo do Viper no final da década de 90 e adentrando o Capital Inicial no começo da década de 2000, no qual permanece até hoje e de forma muito bem sucedida. Depois da balada, vem a levada cavalgada de “Dreamer” que nos traz um pouco de volta à época do debut Soldiers of Sunrise, quando a banda era altamente influenciada por Iron Maiden, com direito a solo de ‘twin guitars’ e tudo mais. “Soldier Boy” vem como uma faixa instrumental, seguida de “Rising Sun” e “Miracle” que encerram o ótimo álbum. 

O disco que contou com o já citado Ricardo Bocci nos vocais, também teve outra novidade com Val Santos nas guitarras, que chegou a ser roadie da banda, acompanhando os tradicionais Pit Passarell, Felipe Machado e Renato Graccia. Com “All My Life” a banda havia reencontrado boa parte de sua essência e que resultou num excelente álbum, porém, não o suficiente para recolocar a banda novamente em evidência como fora em outrora, nos primórdios do grupo, mas ainda assim, foi um disco que deu pra matar saudades do velho Viper.

Um disco que deu pra matar saudades do velho Viper
4.5
16/02/2019

Em 2007 o Viper voltava a gravar um álbum após um longo hiato de 10 anos, depois do famigerado “Tem Pra Todo Mundo” de 1997, um verdadeiro equívoco na carreira da banda, que naquele momento quis apostar num disco cantado em português com apelo comercial praticando um pop radiofônico insosso com composições no mínimo pobres de musicalidade e alma. Não que eu particularmente desconsidere Pop ou algo comercial ruim, pois há vários exemplos de bandas e artistas de qualidade e que sabem o que estão fazendo, mas de fato o Viper não sabia e estava mais perdido que cego em tiroteio naquela época. Mas enfim, felizmente o tempo passou e a banda se reencontrou com o passado glorioso.

“All My Life” pode ser considerado um álbum que bebe na fonte de seus 4 primeiros álbuns e de suas influências de maneira bem dinâmica. A faixa-título abre o disco com uma pegada Heavy/Power nos moldes do Helloween, seguida da empolgante “Come On, Come On” que anima qualquer defunto já no riff inicial. É daquelas composições que o Pit Passarell sabe fazer muito bem de forma simples, direta, energética, com melodias e refrão que grudam na cabeça. E a mesma tática segue com “Miles Away”, que apresenta a mesma característica. Esse tipo de composição se tornou marca registrada nos álbuns Evolution e Coma Rage, onde a banda flutuava entre o Heavy e o Punk mas de uma maneira bem homogênea e ainda sendo Viper. 

O álbum segue com “Not That Easy” e “Love Is All”, essa segunda com os vocais de ninguém menos que o lendário André Matos, revivendo os tempos em que fez parte da banda nos dois primeiros discos clássicos do Viper, antes de ingressar no icônico Angra. Curioso que alguns anos depois, o André até voltaria a assumir os vocais do Viper novamente num retorno de comemoração de 25 anos da banda, mas naquela altura, ele gravou apenas essa música, já que os vocais do disco ficaram a cargo de Ricardo Bocci, que não deixa nada a desejar, com um excelente trabalho vocal durante todo o álbum e até certo ponto, bem similar ao timbre de André. 

Outras faixas legais são “Cross The Line” e “Do It All Again”, que mantém o nível acelerado do álbum, preparando para desacelerar com a balada “Violet” que aqui sim, talvez tivesse obtido o resultado comercial que a banda tentou buscar no já citado “Tem Pra Todo Mundo”, inclusive com solo do Ives Passarell nessa faixa, que de fato foi colher os louros do Rock/Pop saindo do Viper no final da década de 90 e adentrando o Capital Inicial no começo da década de 2000, no qual permanece até hoje e de forma muito bem sucedida. Depois da balada, vem a levada cavalgada de “Dreamer” que nos traz um pouco de volta à época do debut Soldiers of Sunrise, quando a banda era altamente influenciada por Iron Maiden, com direito a solo de ‘twin guitars’ e tudo mais. “Soldier Boy” vem como uma faixa instrumental, seguida de “Rising Sun” e “Miracle” que encerram o ótimo álbum. 

O disco que contou com o já citado Ricardo Bocci nos vocais, também teve outra novidade com Val Santos nas guitarras, que chegou a ser roadie da banda, acompanhando os tradicionais Pit Passarell, Felipe Machado e Renato Graccia. Com “All My Life” a banda havia reencontrado boa parte de sua essência e que resultou num excelente álbum, porém, não o suficiente para recolocar a banda novamente em evidência como fora em outrora, nos primórdios do grupo, mas ainda assim, foi um disco que deu pra matar saudades do velho Viper.

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