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Resenha: Anthony Phillips - The Geese And The Ghost (1977)

Por: Tiago Meneses

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Para apreciadores do lado mais sutil e clássico do progressivo sinfônico
5
13/02/2019

É simplesmente maravilhoso esse primeiro passo em carreira solo deste que é um dos fundadores e “fugitivo” do Genesis. Anthony Phillips se junta ao velho companheiro Mike Rutherford e toma emprestada a voz do recém-adicionado ao grupo, Phil Collins. O resultado é mágico. Isso não é música mainstream progressiva, mas o melhor do que o progressivo, orquestral, barroco, folk entre tantos outros gêneros que aqui se cruzam pode oferecer. 

O disco começa com uma faixa de apenas um minuto, “Wind-Tales”, mas que cumpre bem a sua proposta de colocar o ouvinte dentro de todo um universo musical que está por vir. “Which Way The Wind Blows” possui características usadas pelo guitarrista em seu melhor. Sempre achei que se fosse haver um convidado nos vocais seria Peter Gabriel, mas surpreendentemente e com o já dito, é Phil Collins que está presente, inclusive cantando muito bem como poucas vezes fez em toda a sua carreira, através de bastante sentimento e variações. Vale destacar também as linhas de Anthony na guitarra, um verdadeiro artesão barroco da boa música e que faz maravilhas com seu instrumento. Resumindo, uma faixa belíssima. 

“Henry - Portraits From Tudor Times” é uma música bastante surpreendente dentro do que é o restante do disco. Compor uma faixa pomposa e brilhante para um álbum que costuma soar bastante pastoral foi uma tacada de mestre. Apesar dos momentos fortes e vibrantes, a qualidade principal da música está nas guitarras extremamente delicadas. Claro que possuem seções mais fortes e com semelhanças a música de Steve Hackett. A seção final soa incrivelmente semelhante à música encontrada em Trespass. Considero este épico certamente o destaque do álbum, uma música multiparte de diferentes estilos, humores e atmosferas, todos muito bem interligados entre si e com uma enorme destreza. 

“God if I Saw Her Now”  vai trazer novamente Phil Collins ao microfone em uma balada, doce, suave e belíssima, mas agora tendo a companhia de  Viv McAuliffe. Devo admitir que eu a considero um tanto romântica e suave demais para o meu gosto, mas ainda assim uma boa música, principalmente a guitarra de Anthony e a flauta de John Hackett que são simplesmente brilhantes. 

“Chinese Mushroom Cloud” é a música mais curta do disco com menos de cinquenta minutos de duração, mesmo assim nota-se uma melodia muito bem elaborada e contagiante, fazendo novamente que uma lembrança em Trespass seja inevitável, porém, de linha menos agressiva e misteriosa. Possui uma excelente orquestração e arranjo, impressionante como uma música tão pequena consegue trazer tanta coisa no seu conteúdo. 

“The Geese And The Ghost”, faixa título do disco é um épico e a música mais longa do álbum.  Tenho a ligeira impressão de já ter lido em algum lugar que é uma música também inspirada em The Snow Goose, de Paul Gallico, mas não posso confirmar com certeza. Na primeira parte da música Anthony tem uma abordagem pastoral bastante comum no estilo musical encontrado no Genesis, mas ao contrário da banda citada em que também existe uma ênfase na letra, aqui é puramente musical. Inclusive o trabalho de órgão merece uma atenção especial. A segunda parte da música é mais vibrante e poderosa, novamente extremamente reminiscente de Trespass, com arranjos e orquestrações perfeitas, mudanças de direção bem elaborada. A parte final da música é simplesmente deslumbrante. 

“Collections” do que diz respeito ao ponto de vista estrutural, trata-se da faixa que considero a mais fraca do álbum. Porém, passa longe de ser considerada ruim, possui uma linda melodia e a performance do piano e magnifica. Talvez a atração maior esteja no fato de ouvirmos Anthony cantando, trabalho esse desempenhado de maneira decente. 

“Sleepfall - The Geese Fly West” é a faixa que finalize o disco. Outra música cuidadosamente orquestrada em que o guitarrista mostra novamente sua fraqueza por belas e doces melodias. Novamente talvez seja um pouco suave demais, mesmo assim consegue manter meu interesse do começo ao fim. 

 A carreira solo de Anthony Phillips tem sido longa e cheia de grandes e excepcionais momentos, onde certamente, um dos maiores deles tenha sido a sua estreia. Um disco feito pra agradar em cheio os apreciadores do lado mais sutil e clássico do progressivo sinfônico. Um álbum que qualquer amante de uma música feita com classe deve ter em sua coleção. 

Para apreciadores do lado mais sutil e clássico do progressivo sinfônico
5
13/02/2019

É simplesmente maravilhoso esse primeiro passo em carreira solo deste que é um dos fundadores e “fugitivo” do Genesis. Anthony Phillips se junta ao velho companheiro Mike Rutherford e toma emprestada a voz do recém-adicionado ao grupo, Phil Collins. O resultado é mágico. Isso não é música mainstream progressiva, mas o melhor do que o progressivo, orquestral, barroco, folk entre tantos outros gêneros que aqui se cruzam pode oferecer. 

O disco começa com uma faixa de apenas um minuto, “Wind-Tales”, mas que cumpre bem a sua proposta de colocar o ouvinte dentro de todo um universo musical que está por vir. “Which Way The Wind Blows” possui características usadas pelo guitarrista em seu melhor. Sempre achei que se fosse haver um convidado nos vocais seria Peter Gabriel, mas surpreendentemente e com o já dito, é Phil Collins que está presente, inclusive cantando muito bem como poucas vezes fez em toda a sua carreira, através de bastante sentimento e variações. Vale destacar também as linhas de Anthony na guitarra, um verdadeiro artesão barroco da boa música e que faz maravilhas com seu instrumento. Resumindo, uma faixa belíssima. 

“Henry - Portraits From Tudor Times” é uma música bastante surpreendente dentro do que é o restante do disco. Compor uma faixa pomposa e brilhante para um álbum que costuma soar bastante pastoral foi uma tacada de mestre. Apesar dos momentos fortes e vibrantes, a qualidade principal da música está nas guitarras extremamente delicadas. Claro que possuem seções mais fortes e com semelhanças a música de Steve Hackett. A seção final soa incrivelmente semelhante à música encontrada em Trespass. Considero este épico certamente o destaque do álbum, uma música multiparte de diferentes estilos, humores e atmosferas, todos muito bem interligados entre si e com uma enorme destreza. 

“God if I Saw Her Now”  vai trazer novamente Phil Collins ao microfone em uma balada, doce, suave e belíssima, mas agora tendo a companhia de  Viv McAuliffe. Devo admitir que eu a considero um tanto romântica e suave demais para o meu gosto, mas ainda assim uma boa música, principalmente a guitarra de Anthony e a flauta de John Hackett que são simplesmente brilhantes. 

“Chinese Mushroom Cloud” é a música mais curta do disco com menos de cinquenta minutos de duração, mesmo assim nota-se uma melodia muito bem elaborada e contagiante, fazendo novamente que uma lembrança em Trespass seja inevitável, porém, de linha menos agressiva e misteriosa. Possui uma excelente orquestração e arranjo, impressionante como uma música tão pequena consegue trazer tanta coisa no seu conteúdo. 

“The Geese And The Ghost”, faixa título do disco é um épico e a música mais longa do álbum.  Tenho a ligeira impressão de já ter lido em algum lugar que é uma música também inspirada em The Snow Goose, de Paul Gallico, mas não posso confirmar com certeza. Na primeira parte da música Anthony tem uma abordagem pastoral bastante comum no estilo musical encontrado no Genesis, mas ao contrário da banda citada em que também existe uma ênfase na letra, aqui é puramente musical. Inclusive o trabalho de órgão merece uma atenção especial. A segunda parte da música é mais vibrante e poderosa, novamente extremamente reminiscente de Trespass, com arranjos e orquestrações perfeitas, mudanças de direção bem elaborada. A parte final da música é simplesmente deslumbrante. 

“Collections” do que diz respeito ao ponto de vista estrutural, trata-se da faixa que considero a mais fraca do álbum. Porém, passa longe de ser considerada ruim, possui uma linda melodia e a performance do piano e magnifica. Talvez a atração maior esteja no fato de ouvirmos Anthony cantando, trabalho esse desempenhado de maneira decente. 

“Sleepfall - The Geese Fly West” é a faixa que finalize o disco. Outra música cuidadosamente orquestrada em que o guitarrista mostra novamente sua fraqueza por belas e doces melodias. Novamente talvez seja um pouco suave demais, mesmo assim consegue manter meu interesse do começo ao fim. 

 A carreira solo de Anthony Phillips tem sido longa e cheia de grandes e excepcionais momentos, onde certamente, um dos maiores deles tenha sido a sua estreia. Um disco feito pra agradar em cheio os apreciadores do lado mais sutil e clássico do progressivo sinfônico. Um álbum que qualquer amante de uma música feita com classe deve ter em sua coleção. 

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