Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Paul McCartney - Chaos And Creation In The Backyard (2005)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 99

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Lindo e tocante
4.5
07/02/2019

“Chaos and Creation in the Backyard” é a consolidação definitiva da retomada de uma fase criativa de Paul McCartney iniciada com “Flaming Pie”, em 1997. Um álbum introspectivo, bem produzido e recheado de bons momentos.

Após o experimentalismo de “Driving Rain”, que conta com muitos acertos e também vários erros, Paul  seguiu uma linha mais tradicional aqui, com canções simples e melodias fáceis e agradáveis, assim como na época dos Beatles. Ao seu lado, uma participação de enorme destaque: o produtor Nigel Godrich, famoso pelos trabalhos com U2, Beck e principalmente Radiohead. A produção é maravilhosa, em que o destaque é simplesmente Paul, sem firulas e exageros. Além disso, Macca também se sobressai tocando todos os instrumentos, assim como fez em McCartney e McCartney II.

A abertura ganhou um vídeo bem legal, que inclusive foi exibido no Fantástico. "Fine Line" é diferente, porém extremamente agradável. "How Kind of You" é uma balada densa e suave, com linda melodia. É desconhecida por muitos, mas é uma das minhas favoritas. "Jenny Wren" é uma tentativa de Paul em usar a fórmula de “Blackbird” dos Beatles. Funcionou! É claro que não supera o clássico, mas não decepciona. "At the Mercy" e "A Certain Softness" são as que menos gosto. A primeira ainda se destaca pelo belo timbre mais grave de Paul, mas ainda sim ambas não conseguem tanto êxito.
“Friends To Go” e “English Tea” merecem um parágrafo separado. A primeira é uma homenagem de Paul ao seu grande amigo George Harrison, falecido em 2001. Um lindo rock suave no estilo “Young Boy”, de “Flamming Pie”. Caberia facilmente em qualquer álbum dos Beatles. O mesmo acontece com a segunda, pois “English Tea” é perfeita ao som do piano de Paul. Simplesmente perfeita!
Seguindo rumo ao final do disco, a primeira faixa lançada nos palcos foi “Follow Me”, também uma balada acústica de bom gosto. No mesmo estilo temos também "Too Much Rain". Neste momento, é possível notar que realmente há uma melancolia e uma nostalgia ao redor das canções, muito devido à perda do seu grande amigo de longa data. Para encerrar, "Riding to Vanity Fair” soa como um protesto reflexivo. O interessante dela é que consegue nos capturar e despertar o interesse sobre o que Paul está querendo dizer. "Promise to You Girl" é um rock vintage de extrema qualidade ao som do piano. Enfim, chegamos nas baladas "This Never Happened Before" e “Anyway”, mas não tenho nada a dizer sobre elas com exceção de: ouça!

O disco foi enormemente promovido, com lançamento de várias faixas bônus. A mais legal é “Comfort Of Love”, mas, o conteúdo de primeira linha realmente ficou para o disco. Paul também gravou um documentário imperdível chamado: “Chaos And Creation At Abbey Road”, em que Paul retorna aos estúdios da sua antiga banda para um show intimista com alguns fãs privilegiados. Se você não conhece, vale muito a pena. Outro registro bem legal lançado no período é o DVD “The Space Within US”, lançado em 2006. Produção fantástica e ótimo setlist, além da participação de alguns astronautas da “International Space Station (ISS)”.

Não perca mais este belo trabalho da carreira de Paul McCartney.

Tracklist:

Fine Line	
How Kind Of You	
Jenny Wren	
At The Mercy	
Friends To Go	
English Tea	
Too Much Rain	
A Certain Softness	
Riding To Vanity Fair	
Follow Me	
Promise To You Girl	
This Never Happened Before	
Anyway

Lindo e tocante
4.5
07/02/2019

“Chaos and Creation in the Backyard” é a consolidação definitiva da retomada de uma fase criativa de Paul McCartney iniciada com “Flaming Pie”, em 1997. Um álbum introspectivo, bem produzido e recheado de bons momentos.

Após o experimentalismo de “Driving Rain”, que conta com muitos acertos e também vários erros, Paul  seguiu uma linha mais tradicional aqui, com canções simples e melodias fáceis e agradáveis, assim como na época dos Beatles. Ao seu lado, uma participação de enorme destaque: o produtor Nigel Godrich, famoso pelos trabalhos com U2, Beck e principalmente Radiohead. A produção é maravilhosa, em que o destaque é simplesmente Paul, sem firulas e exageros. Além disso, Macca também se sobressai tocando todos os instrumentos, assim como fez em McCartney e McCartney II.

A abertura ganhou um vídeo bem legal, que inclusive foi exibido no Fantástico. "Fine Line" é diferente, porém extremamente agradável. "How Kind of You" é uma balada densa e suave, com linda melodia. É desconhecida por muitos, mas é uma das minhas favoritas. "Jenny Wren" é uma tentativa de Paul em usar a fórmula de “Blackbird” dos Beatles. Funcionou! É claro que não supera o clássico, mas não decepciona. "At the Mercy" e "A Certain Softness" são as que menos gosto. A primeira ainda se destaca pelo belo timbre mais grave de Paul, mas ainda sim ambas não conseguem tanto êxito.
“Friends To Go” e “English Tea” merecem um parágrafo separado. A primeira é uma homenagem de Paul ao seu grande amigo George Harrison, falecido em 2001. Um lindo rock suave no estilo “Young Boy”, de “Flamming Pie”. Caberia facilmente em qualquer álbum dos Beatles. O mesmo acontece com a segunda, pois “English Tea” é perfeita ao som do piano de Paul. Simplesmente perfeita!
Seguindo rumo ao final do disco, a primeira faixa lançada nos palcos foi “Follow Me”, também uma balada acústica de bom gosto. No mesmo estilo temos também "Too Much Rain". Neste momento, é possível notar que realmente há uma melancolia e uma nostalgia ao redor das canções, muito devido à perda do seu grande amigo de longa data. Para encerrar, "Riding to Vanity Fair” soa como um protesto reflexivo. O interessante dela é que consegue nos capturar e despertar o interesse sobre o que Paul está querendo dizer. "Promise to You Girl" é um rock vintage de extrema qualidade ao som do piano. Enfim, chegamos nas baladas "This Never Happened Before" e “Anyway”, mas não tenho nada a dizer sobre elas com exceção de: ouça!

O disco foi enormemente promovido, com lançamento de várias faixas bônus. A mais legal é “Comfort Of Love”, mas, o conteúdo de primeira linha realmente ficou para o disco. Paul também gravou um documentário imperdível chamado: “Chaos And Creation At Abbey Road”, em que Paul retorna aos estúdios da sua antiga banda para um show intimista com alguns fãs privilegiados. Se você não conhece, vale muito a pena. Outro registro bem legal lançado no período é o DVD “The Space Within US”, lançado em 2006. Produção fantástica e ótimo setlist, além da participação de alguns astronautas da “International Space Station (ISS)”.

Não perca mais este belo trabalho da carreira de Paul McCartney.

Tracklist:

Fine Line	
How Kind Of You	
Jenny Wren	
At The Mercy	
Friends To Go	
English Tea	
Too Much Rain	
A Certain Softness	
Riding To Vanity Fair	
Follow Me	
Promise To You Girl	
This Never Happened Before	
Anyway

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Paul McCartney

Album Cover

Paul McCartney - Off The Ground (1992)

Voando pelo mundo
3.5
Por: André Luiz Paiz
19/09/2018
Album Cover

Paul McCartney - Flowers In The Dirt (1989)

Preparando para a terceira decolagem
4.5
Por: André Luiz Paiz
19/08/2018
Album Cover

Paul McCartney - Flaming Pie (1997)

Inspirado pela antologia dos Beatles, Paul fez bonito!
4.5
Por: André Luiz Paiz
24/10/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Duran Duran - Paper Gods (2015)

Os deuses de papel do pop inglês
4
Por: Roberto Rillo Bíscaro
16/09/2017
Album Cover

Led Zeppelin - Presence (1976)

Rock Pesado!
5
Por: Fábio Arthur
06/10/2018
Album Cover

Myles Kennedy - Year Of The Tyger (2018)

Excelente debut autobiográfico
4.5
Por: Mário Pescada
09/07/2018