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Resenha: King Diamond - The Puppet Master (2003)

Por: André Luiz Paiz

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Mudanças que deram certo
5
07/02/2019

Após uma certa frustração com o retorno de Abigail que, apesar de um bom álbum, não atendeu as expectativas, King Diamond trouxe algo diferente em “The Puppet Master”. Mais melódico e com uma abordagem ainda mais teatral, acertou em cheio.

Lançado um ano após o seu antecessor, “The Puppet Master” é considerado por muitos um dos melhores trabalhos de King Diamond. Primeiro, por contar com grandes composições. Segundo, por trazer uma temática que envolve magia e insanidade junto a uma história de amor. E terceiro, pelas mudanças de sonoridade em relação aos trabalhos anteriores. A participação efetiva de um vocal feminino (Livia Zita, namorada de King) e uma abordagem teatral ao redor das canções que, facilmente permitiria a adaptação deste álbum em um musical de horror.

A história se passa no século dezoito. Nosso personagem participa de um show de bonecos em uma exibição de natal em Budapeste. Chama a atenção o fato de que os bonecos possuem quase a estatura humana e aparência bem próxima à realidade. Durante o evento, conhece Victoria e se apaixona perdidamente. Ambos têm uma linda relação de amor e cumplicidade. Porém, sua amada comparece sozinha a mais um show e simplesmente desaparece. 
Um ano depois, determinado a descobrir o que aconteceu com sua amada, o protagonista vai novamente ao local dos eventos e acaba notando e reconhecendo a esposa do mestre, com uma faca na mão. Decidido a ir escondido atrás dela, ele a presencia assassinando um mendigo com uma facada no peito. Pouco depois, acaba também sendo golpeado, ficando desacordado. Ao abrir os olhos, descobre que está sendo mantido preso pelo mestre, que faz uso de magia para transformar pessoas em bonecos, de uma maneira bem cruel e sanguinária. Em seguida, observa que este foi o destino de Victoria e que também será o seu…
Sem aplicar mais spoilers, o desfecho é interessante e obviamente as coisas não acontecem como deveriam. Não deixe de conferir.

“The Puppet Master” surgiu no momento exato, em que King Diamond precisava ousar e mudar um pouco as coisas. É pesado, melódico e acessível. Todas as faixas funcionam perfeitamente em conjunto e também em audições individuais. A interpretação de King é destaque total, além dos riffs de Andy LaRocque. Todas as faixas são destaque e nada se desperdiça, mas, preciso enaltecer a qualidade de: “The Puppet Master”, “Emerencia”, “Blue Eyes”, “The Ritual”, a macabra “No More Me”, que relata o momento da “cirurgia” de transição para o boneco, “So Sad”, que é uma das faixas mais tristes e melancólicas que King já compôs, e as pesadas “Blood To Walk” e “Living Dead”.

Na minha lista dos melhores álbuns do mestre King Diamond, “The Puppet Master” leva o bronze, com prata para “Them” e ouro para “Abigail”.

Mudanças que deram certo
5
07/02/2019

Após uma certa frustração com o retorno de Abigail que, apesar de um bom álbum, não atendeu as expectativas, King Diamond trouxe algo diferente em “The Puppet Master”. Mais melódico e com uma abordagem ainda mais teatral, acertou em cheio.

Lançado um ano após o seu antecessor, “The Puppet Master” é considerado por muitos um dos melhores trabalhos de King Diamond. Primeiro, por contar com grandes composições. Segundo, por trazer uma temática que envolve magia e insanidade junto a uma história de amor. E terceiro, pelas mudanças de sonoridade em relação aos trabalhos anteriores. A participação efetiva de um vocal feminino (Livia Zita, namorada de King) e uma abordagem teatral ao redor das canções que, facilmente permitiria a adaptação deste álbum em um musical de horror.

A história se passa no século dezoito. Nosso personagem participa de um show de bonecos em uma exibição de natal em Budapeste. Chama a atenção o fato de que os bonecos possuem quase a estatura humana e aparência bem próxima à realidade. Durante o evento, conhece Victoria e se apaixona perdidamente. Ambos têm uma linda relação de amor e cumplicidade. Porém, sua amada comparece sozinha a mais um show e simplesmente desaparece. 
Um ano depois, determinado a descobrir o que aconteceu com sua amada, o protagonista vai novamente ao local dos eventos e acaba notando e reconhecendo a esposa do mestre, com uma faca na mão. Decidido a ir escondido atrás dela, ele a presencia assassinando um mendigo com uma facada no peito. Pouco depois, acaba também sendo golpeado, ficando desacordado. Ao abrir os olhos, descobre que está sendo mantido preso pelo mestre, que faz uso de magia para transformar pessoas em bonecos, de uma maneira bem cruel e sanguinária. Em seguida, observa que este foi o destino de Victoria e que também será o seu…
Sem aplicar mais spoilers, o desfecho é interessante e obviamente as coisas não acontecem como deveriam. Não deixe de conferir.

“The Puppet Master” surgiu no momento exato, em que King Diamond precisava ousar e mudar um pouco as coisas. É pesado, melódico e acessível. Todas as faixas funcionam perfeitamente em conjunto e também em audições individuais. A interpretação de King é destaque total, além dos riffs de Andy LaRocque. Todas as faixas são destaque e nada se desperdiça, mas, preciso enaltecer a qualidade de: “The Puppet Master”, “Emerencia”, “Blue Eyes”, “The Ritual”, a macabra “No More Me”, que relata o momento da “cirurgia” de transição para o boneco, “So Sad”, que é uma das faixas mais tristes e melancólicas que King já compôs, e as pesadas “Blood To Walk” e “Living Dead”.

Na minha lista dos melhores álbuns do mestre King Diamond, “The Puppet Master” leva o bronze, com prata para “Them” e ouro para “Abigail”.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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