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Resenha: Arc Angels - Arc Angels (1992)

Por: Diógenes Ferreira

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Uma boa lembrança com ótimas referências
4
02/02/2019

No ano de 1992, faziam 2 anos da morte do mestre Stevie Ray Vaughan, um sujeito que tomou de assalto o cenário Rock/Blues com sua imponente agilidade nas seis cordas, seu carisma e seu visual exótico. O cara teve uma carreira meteórica e avassaladora, fez sucesso e deixou um respeitoso legado. A banda de músicos que o acompanhava, era chamada de Double Trouble e foi dela que dois de seus integrantes, Chris Layton e Tommy Shannon, após o falecimento precoce de Stevie, uniram-se à um outro guitarrista prodígio chamado Doyle Bramhall e seu fiel escudeiro Charlie Sexton, ambos habilidosos tanto nas seis cordas como nos vocais. E assim formou-se o Arc Angels, uma banda com uma sonoridade que atinge em cheio qualquer saudoso fã de Stevie Ray Vaughan e Jeff Healey (outra lenda do Rock/Blues, que mesmo cego também impressionava com seu talento na guitarra). 

As canções contidas no álbum “Arc Angels” de 1992, lançado pela também saudosa Geffen Records (ou David Geffen Company, como queiram), são de uma luz que ilumina a trilha do Blues feito com pegada Rock/Pop sem perder a essência do estilo, mas aliada a um apelo comercial, com muito bom gosto e o diferencial de alternância de vocais entre Doyle e Charlie. O álbum abre com “Living in A Dream”, passeia com leveza pela marcante “Sent By Angels”, apresenta um refrão com guitarra contagiante em “Sweet Nadine”, massacra na baladaça “See What Tomorrow Brings” que traz aquela típica melancolia do blues e que chega a lembrar o estilo de outro mestre Eric Clapton. “Always Believed in You” traz um riff esperto, enquanto que “Spanish Moon” envolve com seu andamento sinuoso. E não para por aí, pois ainda tem mais uma com refrão empolgante como “Carry Me On” e o encerramento viajante e pungente com “Too Many Ways to Fall”. 

O Arc Angels era um grupo muito bom que teria um grande futuro, não fosse o pecado de Doyle se envolver com drogas e a banda se desintegrar antes mesmo de pensar em gravar um segundo álbum. Ao longo do tempo, Doyle Bramhall se recuperou e talentoso como sempre foi, chegou a acompanhar nomes de peso como Eric Clapton e Roger Waters. Os demais integrantes também seguem como músicos de apoio de outros artistas. Em 2009, houve ainda uma reunião que resultou num CD/DVD ao vivo, mas nada que fosse capaz de trazer um retorno definitivo do grupo, infelizmente... contudo, deixaram pelo menos uma boa lembrança.

Uma boa lembrança com ótimas referências
4
02/02/2019

No ano de 1992, faziam 2 anos da morte do mestre Stevie Ray Vaughan, um sujeito que tomou de assalto o cenário Rock/Blues com sua imponente agilidade nas seis cordas, seu carisma e seu visual exótico. O cara teve uma carreira meteórica e avassaladora, fez sucesso e deixou um respeitoso legado. A banda de músicos que o acompanhava, era chamada de Double Trouble e foi dela que dois de seus integrantes, Chris Layton e Tommy Shannon, após o falecimento precoce de Stevie, uniram-se à um outro guitarrista prodígio chamado Doyle Bramhall e seu fiel escudeiro Charlie Sexton, ambos habilidosos tanto nas seis cordas como nos vocais. E assim formou-se o Arc Angels, uma banda com uma sonoridade que atinge em cheio qualquer saudoso fã de Stevie Ray Vaughan e Jeff Healey (outra lenda do Rock/Blues, que mesmo cego também impressionava com seu talento na guitarra). 

As canções contidas no álbum “Arc Angels” de 1992, lançado pela também saudosa Geffen Records (ou David Geffen Company, como queiram), são de uma luz que ilumina a trilha do Blues feito com pegada Rock/Pop sem perder a essência do estilo, mas aliada a um apelo comercial, com muito bom gosto e o diferencial de alternância de vocais entre Doyle e Charlie. O álbum abre com “Living in A Dream”, passeia com leveza pela marcante “Sent By Angels”, apresenta um refrão com guitarra contagiante em “Sweet Nadine”, massacra na baladaça “See What Tomorrow Brings” que traz aquela típica melancolia do blues e que chega a lembrar o estilo de outro mestre Eric Clapton. “Always Believed in You” traz um riff esperto, enquanto que “Spanish Moon” envolve com seu andamento sinuoso. E não para por aí, pois ainda tem mais uma com refrão empolgante como “Carry Me On” e o encerramento viajante e pungente com “Too Many Ways to Fall”. 

O Arc Angels era um grupo muito bom que teria um grande futuro, não fosse o pecado de Doyle se envolver com drogas e a banda se desintegrar antes mesmo de pensar em gravar um segundo álbum. Ao longo do tempo, Doyle Bramhall se recuperou e talentoso como sempre foi, chegou a acompanhar nomes de peso como Eric Clapton e Roger Waters. Os demais integrantes também seguem como músicos de apoio de outros artistas. Em 2009, houve ainda uma reunião que resultou num CD/DVD ao vivo, mas nada que fosse capaz de trazer um retorno definitivo do grupo, infelizmente... contudo, deixaram pelo menos uma boa lembrança.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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