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Resenha: Rush - Permanent Waves (1980)

Por: Tiago Meneses

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O Rush em um testemunho de sua tenacidade
4
31/01/2019

Sem dúvida nessa época a banda estava em uma fase de lançamentos de discos de musicalidade mais criativa. Neste ponto de sua carreira o Rush foi lentamente se afastando da progressividade de trabalhos anteriores como 2112 e Hemispheres. Isso não quer dizer que o material aqui não seja progressivo, na verdade, este é um ótimo álbum para aqueles que querem ouvir dois lados diferentes do Rush: O lado épico mais longo e o lado mais curto e mais acessível. Então, juntando tudo isso, há uma boa mistura de músicas mais curtas e acessíveis e outras mais complexas. Rush talvez tenha ficado um pouco mais amigo das rádios neste momento, mas eles ainda tinham a integridade do artista e os cérebros para criar ótimas músicas de rock progressivo. Permanent Waves é um ótimo álbum, outro marco clássico no catálogo do Rush. Eles inclusive ainda iriam mais longe que isso. 

O disco começa através de “The Spirit of Radio”, uma faixa curta, porém, brilhante. Um puro deleite ao amante daquele rock puro e extremamente bem feito. Começa numa linha de guitarra solitária até chegarmos em um hard rock com a entrada dos demais instrumentos. Então isso é desaparecido em favor do verso principal da música, uma seção melódica e maravilhosa com guitarra limpa e muito bem feita, a bateria não é complicada, mas bastante efetiva. O refrão tem retorno da figura inicial da guitarra. Uma música curta, mas com muitas variação e sincopada. Então quando o verso principal está chegando ao ponto de exaustão, o riff de hard rock aparece novamente, seguido pelo momento da música que considero fraco, algumas ideias em ritmo de reggae. A faixa termina após um breve solo de guitarra de Lifeson. No geral um ótimo começo de disco. 

“Frewill” é mais uma faixa curta e ainda menos complicada que a sua precedente. O riff possui um tempo estranho (certamente o Dream Theater se influenciou nisso). Possui um refrão excepcional e cativante. Já é um dos casos em que a banda não soa progressiva, trata-se de uma música simples e de estrutura padrão. Isso quer dizer que é ruim? Negativo, isso é bastante musical. Quando uma banda como o Rush tem músicas simples em mãos, eles compensam com um ótimo refrão a falta de inovação no departamento estrutural. Como ponto fraco só a estridência excessiva de Lee em alguns momentos, mas nada que de fato comprometa. 

“Jacob's Ladder” esta é mais longa que as anteriores e ilustrar certo ponto: enquanto as peças curtas estavam melhorando, as longas estavam ficando mais fracas. Confesso que a primeira impressão é de uma faixa chata, começa devagar, em ritmo lento, sem vida, a música até este ponto está lentamente se afogando no esquecimento. Então que uma parte mais calma e silenciosa salva isso do nível completo de insônia total. Óbvio que não é uma música horrível, tem bons momentos, mas pelos padrões do grupo está muito abaixo do que já foi feito em músicas mais longas de discos anteriores. 

"Entre Nous" é em se tratando da fase de vacas gordas da banda, sinceramente, está faixa é bem fraca. Carrega um título em francês sendo que nenhum verso é cantado nessa língua, algo que apenas acrescenta o fator claudicação. Até mesmo o mestre Peart teve problemas, não nas baquetas, mas nas letras. Realmente um som bastante pobre. 

“Different Strings” é uma clássica e extremamente pura balada. Não existe progressivo aqui, trata-se de uma balada de hard rock e ponto, mas muito boa. Simples, mas feitas com grande habilidade e maestria. Um momento do disco em que recebemos uma espécie de descanso e reflexão no nosso lado mais sentimental. Vale ressaltar também os vocais de Geddy Lee que apresentam aqui o seu melhor desempenho. 

“Natural Science” é a faixa que encerra o disco. Uma faixa que eu considero chata em alguns momentos (veja bem, eu disse apenas em alguns momentos), mas que é salva por uma consideração mais história do que musical. Sempre imagino que essa seja a primeira música genuína de metal progressivo da história. A seção intermediária dessa faixa tem todos os elementos, os ritmos, as quebradas, a intensidade do metal progressivo no seu mais puro pode ser encontrada aqui. Possui um solo rápido de guitarra de Lifeson que sustenta ainda mais a minha teoria. Não é a melhor, mas certamente é relevante e também possui o melhor trabalho de baixo de Geddy Lee em todo o álbum. Excelente final para um excelente disco. 

Este disco inegavelmente se tornou um dos clássicos da banda. Não é tão progressivo quanto seus dois discos anteriores e talvez esteja um pouco à baixo da qualidade do seu sucessor, mas ainda assim é um excelente álbum, com o uso de teclados e algumas estruturas de músicas que dão um vislumbre do que o Rush faria nos anos 80. Uma adição digna de qualquer coleção de boa música. O Rush em um testemunho de sua tenacidade. 

O Rush em um testemunho de sua tenacidade
4
31/01/2019

Sem dúvida nessa época a banda estava em uma fase de lançamentos de discos de musicalidade mais criativa. Neste ponto de sua carreira o Rush foi lentamente se afastando da progressividade de trabalhos anteriores como 2112 e Hemispheres. Isso não quer dizer que o material aqui não seja progressivo, na verdade, este é um ótimo álbum para aqueles que querem ouvir dois lados diferentes do Rush: O lado épico mais longo e o lado mais curto e mais acessível. Então, juntando tudo isso, há uma boa mistura de músicas mais curtas e acessíveis e outras mais complexas. Rush talvez tenha ficado um pouco mais amigo das rádios neste momento, mas eles ainda tinham a integridade do artista e os cérebros para criar ótimas músicas de rock progressivo. Permanent Waves é um ótimo álbum, outro marco clássico no catálogo do Rush. Eles inclusive ainda iriam mais longe que isso. 

O disco começa através de “The Spirit of Radio”, uma faixa curta, porém, brilhante. Um puro deleite ao amante daquele rock puro e extremamente bem feito. Começa numa linha de guitarra solitária até chegarmos em um hard rock com a entrada dos demais instrumentos. Então isso é desaparecido em favor do verso principal da música, uma seção melódica e maravilhosa com guitarra limpa e muito bem feita, a bateria não é complicada, mas bastante efetiva. O refrão tem retorno da figura inicial da guitarra. Uma música curta, mas com muitas variação e sincopada. Então quando o verso principal está chegando ao ponto de exaustão, o riff de hard rock aparece novamente, seguido pelo momento da música que considero fraco, algumas ideias em ritmo de reggae. A faixa termina após um breve solo de guitarra de Lifeson. No geral um ótimo começo de disco. 

“Frewill” é mais uma faixa curta e ainda menos complicada que a sua precedente. O riff possui um tempo estranho (certamente o Dream Theater se influenciou nisso). Possui um refrão excepcional e cativante. Já é um dos casos em que a banda não soa progressiva, trata-se de uma música simples e de estrutura padrão. Isso quer dizer que é ruim? Negativo, isso é bastante musical. Quando uma banda como o Rush tem músicas simples em mãos, eles compensam com um ótimo refrão a falta de inovação no departamento estrutural. Como ponto fraco só a estridência excessiva de Lee em alguns momentos, mas nada que de fato comprometa. 

“Jacob's Ladder” esta é mais longa que as anteriores e ilustrar certo ponto: enquanto as peças curtas estavam melhorando, as longas estavam ficando mais fracas. Confesso que a primeira impressão é de uma faixa chata, começa devagar, em ritmo lento, sem vida, a música até este ponto está lentamente se afogando no esquecimento. Então que uma parte mais calma e silenciosa salva isso do nível completo de insônia total. Óbvio que não é uma música horrível, tem bons momentos, mas pelos padrões do grupo está muito abaixo do que já foi feito em músicas mais longas de discos anteriores. 

"Entre Nous" é em se tratando da fase de vacas gordas da banda, sinceramente, está faixa é bem fraca. Carrega um título em francês sendo que nenhum verso é cantado nessa língua, algo que apenas acrescenta o fator claudicação. Até mesmo o mestre Peart teve problemas, não nas baquetas, mas nas letras. Realmente um som bastante pobre. 

“Different Strings” é uma clássica e extremamente pura balada. Não existe progressivo aqui, trata-se de uma balada de hard rock e ponto, mas muito boa. Simples, mas feitas com grande habilidade e maestria. Um momento do disco em que recebemos uma espécie de descanso e reflexão no nosso lado mais sentimental. Vale ressaltar também os vocais de Geddy Lee que apresentam aqui o seu melhor desempenho. 

“Natural Science” é a faixa que encerra o disco. Uma faixa que eu considero chata em alguns momentos (veja bem, eu disse apenas em alguns momentos), mas que é salva por uma consideração mais história do que musical. Sempre imagino que essa seja a primeira música genuína de metal progressivo da história. A seção intermediária dessa faixa tem todos os elementos, os ritmos, as quebradas, a intensidade do metal progressivo no seu mais puro pode ser encontrada aqui. Possui um solo rápido de guitarra de Lifeson que sustenta ainda mais a minha teoria. Não é a melhor, mas certamente é relevante e também possui o melhor trabalho de baixo de Geddy Lee em todo o álbum. Excelente final para um excelente disco. 

Este disco inegavelmente se tornou um dos clássicos da banda. Não é tão progressivo quanto seus dois discos anteriores e talvez esteja um pouco à baixo da qualidade do seu sucessor, mas ainda assim é um excelente álbum, com o uso de teclados e algumas estruturas de músicas que dão um vislumbre do que o Rush faria nos anos 80. Uma adição digna de qualquer coleção de boa música. O Rush em um testemunho de sua tenacidade. 

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