Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Rainbow - Ritchie Blackmore's Rainbow (1975)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 119

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
Uma obra-prima do hard rock
5
30/01/2019

Ritchie Blackmore andava insatisfeito com o rumo do Deep Purple, perdia terreno, e via a banda se distanciar do legitimo hard rock, a influência mais "esperta" do funk não agradou o músico, que por fim, deu adeus ao grupo que ajudou a fundar.
O Deep Purple perdeu sua grande estrela, em contra partida, os roqueiros ganharam o som espetacular do Rainbow e a voz visceral de Ronnie James Dio.
Com 3/4 dos membros do Elf, o debut marcou época com canções primorosas, abordando temas sobre misticismo, reis e castelos.
Blackmore se reinventou e concebeu uma sonoridade bem diferente de sua ex banda, com um estilo que podemos chamar de rock neo clássico, ao pegar influências da música erudita e fundi-la com a distorção das seis cordas. Essa união pode ser conferida também no espetacular Fireball (1971), ainda que de uma forma mais discreta. Tempos depois o metal neo clássico nascia, para alegria de uns e pavor de outros, personas como Yngwie Malmsteen e Michael Angelo Batio conseguiam ir da genialidade ao exagero em questão de segundos.

Faixas principais :

"Man on the Silver Mountain" tem a força de "Smoke And Water" para o Rainbow, seu riff marcante é conhecido por todo roqueiro que se preze. Junte a genialidade do guitarrista, uma banda eficiente de "apoio", aliado a voz poderosa do baixinho, e ... abracadrabra !! a mágica está feita.

O cover da banda Quatermass para "Black Sheep Of The Family" recebeu uma linha vocal mais intensa, e por fim um instrumental que batia sem esforço a original. A matriz tinha a base principal nos teclados, pois o Quatermass não tinha guitarrista.

"Catch Rainbow" é a tal, sem sombra de dúvidas, a melhor canção do grupo, uma pequena aula de como fazer música épica sem tanta prepotência. As orquestrações, contratempos de bateria, e os solos viajantes de guitarra, transportam o ouvinte para um nova dimensão. E nem é preciso descrever a interpretação de Ronnie, a essa altura todos os subalternos já se curvavam perante a voz do rei.

Dio soltava sua magia com a semi-acústica "Temple of the King", imagino o êxtase de quem ouviu a canção pela primeira vez !!. E como era de se esperar, Blackmore comete um de seus melhores solos.

"If You Don't Like Rock 'n' Roll" sai um pouco da vibração épica, em um rockão anos 50, cheio de pianos a lá Jerry Lee Lewis e Little Richard, linha "Long Tall Sally".

Outro destaque é o cover de "Still I'm Sad do The Yardbirds", transformada em instrumental e com enfase nas guitarras, algo bem distante da original. Os mais abstraídos só conseguem fazer a ligação entre as duas, em consequência da primeira parte solada, que substitui o coral original.

O Rainbow ainda seguiu com Dio para mais dois discos, clássicos, diga-se de passagem. E foi bom enquanto durou ... após isso, o cantor abandonou a autoridade do ex parceiro e brilhou por conta própria, dando nova vida ao Black Sabbath e fazendo uma vitoriosa carreira solo. 
Em sua teimosia, Blackmore continuou a jornada com mais alguns trabalhos e formações descaracterizadas, que não eram nem sombras da trinca inicial, diluídas em faixas mais acessíveis para alcançar o mercado americano. Quando o mesmo percebeu o projeto afundando, engavetou a banda por um bom tempo, até a tímida volta em tempos recentes.

Uma obra-prima do hard rock
5
30/01/2019

Ritchie Blackmore andava insatisfeito com o rumo do Deep Purple, perdia terreno, e via a banda se distanciar do legitimo hard rock, a influência mais "esperta" do funk não agradou o músico, que por fim, deu adeus ao grupo que ajudou a fundar.
O Deep Purple perdeu sua grande estrela, em contra partida, os roqueiros ganharam o som espetacular do Rainbow e a voz visceral de Ronnie James Dio.
Com 3/4 dos membros do Elf, o debut marcou época com canções primorosas, abordando temas sobre misticismo, reis e castelos.
Blackmore se reinventou e concebeu uma sonoridade bem diferente de sua ex banda, com um estilo que podemos chamar de rock neo clássico, ao pegar influências da música erudita e fundi-la com a distorção das seis cordas. Essa união pode ser conferida também no espetacular Fireball (1971), ainda que de uma forma mais discreta. Tempos depois o metal neo clássico nascia, para alegria de uns e pavor de outros, personas como Yngwie Malmsteen e Michael Angelo Batio conseguiam ir da genialidade ao exagero em questão de segundos.

Faixas principais :

"Man on the Silver Mountain" tem a força de "Smoke And Water" para o Rainbow, seu riff marcante é conhecido por todo roqueiro que se preze. Junte a genialidade do guitarrista, uma banda eficiente de "apoio", aliado a voz poderosa do baixinho, e ... abracadrabra !! a mágica está feita.

O cover da banda Quatermass para "Black Sheep Of The Family" recebeu uma linha vocal mais intensa, e por fim um instrumental que batia sem esforço a original. A matriz tinha a base principal nos teclados, pois o Quatermass não tinha guitarrista.

"Catch Rainbow" é a tal, sem sombra de dúvidas, a melhor canção do grupo, uma pequena aula de como fazer música épica sem tanta prepotência. As orquestrações, contratempos de bateria, e os solos viajantes de guitarra, transportam o ouvinte para um nova dimensão. E nem é preciso descrever a interpretação de Ronnie, a essa altura todos os subalternos já se curvavam perante a voz do rei.

Dio soltava sua magia com a semi-acústica "Temple of the King", imagino o êxtase de quem ouviu a canção pela primeira vez !!. E como era de se esperar, Blackmore comete um de seus melhores solos.

"If You Don't Like Rock 'n' Roll" sai um pouco da vibração épica, em um rockão anos 50, cheio de pianos a lá Jerry Lee Lewis e Little Richard, linha "Long Tall Sally".

Outro destaque é o cover de "Still I'm Sad do The Yardbirds", transformada em instrumental e com enfase nas guitarras, algo bem distante da original. Os mais abstraídos só conseguem fazer a ligação entre as duas, em consequência da primeira parte solada, que substitui o coral original.

O Rainbow ainda seguiu com Dio para mais dois discos, clássicos, diga-se de passagem. E foi bom enquanto durou ... após isso, o cantor abandonou a autoridade do ex parceiro e brilhou por conta própria, dando nova vida ao Black Sabbath e fazendo uma vitoriosa carreira solo. 
Em sua teimosia, Blackmore continuou a jornada com mais alguns trabalhos e formações descaracterizadas, que não eram nem sombras da trinca inicial, diluídas em faixas mais acessíveis para alcançar o mercado americano. Quando o mesmo percebeu o projeto afundando, engavetou a banda por um bom tempo, até a tímida volta em tempos recentes.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Rainbow

Album Cover

Rainbow - Rising (1976)

Rico em texturas, perfeitamente tocado, bombástico, operístico e bem acabado
5
Por: Tiago Meneses
19/05/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Tristania - Widow's Weeds (1998)

Uma estréia sombria!
5
Por: Tarcisio Lucas
14/10/2018
Album Cover

UFO - UFO 1 (1970)

Um Blues Psicodélico vindo do espaço
4
Por: Tarcisio Lucas
22/10/2018
Album Cover

Black Sabbath - Paranoid (1970)

O primeiro clássico do Black Sabbath
5
Por: André Luiz Paiz
22/08/2017