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Resenha: King Diamond - Abigail II: The Revenge (2002)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Saiu pela culatra
3.5
28/01/2019

A maior falha de King Diamond aqui foi nomear este álbum como “Abigail II – The Revenge”. Não é um desastre, mas, compará-lo com o clássico que traz a primeira parte, é quase uma blasfêmia.

Com a história da segunda parte em mãos e uma boa aceitação diante do lançamento de “House Of God”, King Diamond decidiu navegar por águas turbulentas e correr o risco de se afogar. Aqui, Abigail, a filha de Miriam já está com dezoito anos. Sim, ela foi mantida viva pelos Black Horsemen devido ao parentesco de um deles com a criança. Uma bela noite, ela sai para dar um passeio e acaba se perdendo, encontrando espírito da outra Abigail – aquela que possuiu sua mãe – em frente à famosa mansão dos LaFey. Lá, ela descobre que Jonathan sobreviveu à queda da escada e que ainda vive ali, embora esteja muito debilitado. Agora, é hora de vingança!

A história é legal, mas a parte musical nem tanto. “Abigail II – The Revenge” pode ser considerado um álbum ruim? Também acho que não. Ele simplesmente não causa tanto impacto e se perde no meio dos álbuns que King já lançou. Algumas faixas são recheadas de riffs empolgantes, mas as coisas não acontecem como deveriam. Falta energia e empolgação em sua maior parte. King parece ter muito a contar sobre a história e acaba se esquecendo de que as músicas devem prender o ouvinte. São poucos refrãos que nos prendem como “Mansion In Sorrow”, “Spirits” e “Broken Glass”. “Mommy” por exemplo, é complexa demais e não há uma conexão com quem está do outro lado dos falantes. Gosto também do peso das faixas “The Storm”, “Slippery Stairs” e “The Wheelchair”. Agora o restante, infelizmente deixa um pouco a desejar.

Disse e repito, “Abigail II – The Revenge” não é um álbum ruim. Mas, a comparação com a primeira parte é inevitável e isso faz com que realmente seja cobrado como um sucessor à altura, o que obviamente não aconteceu. O único instrumental da carreira de King que seria digno de receber as letras de “Abigail II – The Revenge”, é o de “Them”.

Saiu pela culatra
3.5
28/01/2019

A maior falha de King Diamond aqui foi nomear este álbum como “Abigail II – The Revenge”. Não é um desastre, mas, compará-lo com o clássico que traz a primeira parte, é quase uma blasfêmia.

Com a história da segunda parte em mãos e uma boa aceitação diante do lançamento de “House Of God”, King Diamond decidiu navegar por águas turbulentas e correr o risco de se afogar. Aqui, Abigail, a filha de Miriam já está com dezoito anos. Sim, ela foi mantida viva pelos Black Horsemen devido ao parentesco de um deles com a criança. Uma bela noite, ela sai para dar um passeio e acaba se perdendo, encontrando espírito da outra Abigail – aquela que possuiu sua mãe – em frente à famosa mansão dos LaFey. Lá, ela descobre que Jonathan sobreviveu à queda da escada e que ainda vive ali, embora esteja muito debilitado. Agora, é hora de vingança!

A história é legal, mas a parte musical nem tanto. “Abigail II – The Revenge” pode ser considerado um álbum ruim? Também acho que não. Ele simplesmente não causa tanto impacto e se perde no meio dos álbuns que King já lançou. Algumas faixas são recheadas de riffs empolgantes, mas as coisas não acontecem como deveriam. Falta energia e empolgação em sua maior parte. King parece ter muito a contar sobre a história e acaba se esquecendo de que as músicas devem prender o ouvinte. São poucos refrãos que nos prendem como “Mansion In Sorrow”, “Spirits” e “Broken Glass”. “Mommy” por exemplo, é complexa demais e não há uma conexão com quem está do outro lado dos falantes. Gosto também do peso das faixas “The Storm”, “Slippery Stairs” e “The Wheelchair”. Agora o restante, infelizmente deixa um pouco a desejar.

Disse e repito, “Abigail II – The Revenge” não é um álbum ruim. Mas, a comparação com a primeira parte é inevitável e isso faz com que realmente seja cobrado como um sucessor à altura, o que obviamente não aconteceu. O único instrumental da carreira de King que seria digno de receber as letras de “Abigail II – The Revenge”, é o de “Them”.

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