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Resenha: Yes - Fragile (1971)

Por: Tiago Meneses

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Uma banda tocando com precisão cirúrgica
5
02/10/2017

No disco The Yes Album, trabalho anterior a Fragile, a banda havia sofrido a sua primeira mudança na formação quando com a saída de Peter Banks a vaga de guitarrista foi preenchida pelo lendário Steve Howe. Mudança também na sua sonoridade que se tornou mais robusta e trabalhada. Fragile marcou a era da considerada melhor formação por muitos fãs da banda. A mudança agora ocorria no teclado com a saída do muito criativo e "pouco" habilidoso Tony Kaye, para a entrada do muito criativo e muito habilidoso Rick Wakeman. 

Fragile mostra uma banda unida, tocando com precisão cirúrgica e perfeição. Composições excelentes, solos deslumbrantes tanto de guitarra quanto de teclado, além “duelos” arrebatadores , bateria incomum, minimalista, às vezes com poucas batidas e muita técnica, sensibilidade, tudo executado em tempos absurdos fazendo um dos trabalhos mais belos de percussões que já tive o prazer de ouvir, linhas de baixo sensacionais e vocais excelentes que soam perfeitamente como um instrumento. 

O álbum começa justamente com a faixa mais famosa da banda entre as compostas nos anos 70. “Roundabout” é incrível, capaz de agradar todo tipo de ouvinte sem necessariamente soar comercial. Traz a famosa e sensacional linha de baixo de Chris Squire, impulsionada por uma bateria enérgica, possui boas variações, sons agradáveis e um vocal extremamente adequado, além de perfeitos trabalhos de teclado e guitarra. Tudo contribui na construção de um dos grandes momentos musicais da rica história da banda. 

“South Side of Sky” é outro ponto alto do disco e que demorou até que fosse tocada ao vivo pela primeira vez. Baixo nas alturas, excelente diálogo entre guitarra e vocal, magnífico interlúdio de piano. Se as pessoas se interessarem em saber como é a argila em que a música progressiva foi moldada, com certeza esse é um bom exemplo. Também tem passagens de guitarra distorcida e bateria constante que dão mais vida ao som. 

“Long Distance Runaround”, exageros a parte na expressão, diria que se trata da faixa mais pop do álbum. Inicia-se com uma espécie de “chorinho” executado por teclado e guitarra, sobre essa mesma melodia bateria e baixo encorpam a faixa em tempos diferentes. É relativamente curta e bastante cativante. 

Durante o álbum existem pequenas faixas entre essas citadas que são apenas pontes que preparam o ouvinte para a faixa seguinte, mas nada demais e poderíamos viver tranquilamente sem elas, mas entre essas faixas, vale ressaltar “Mood for a Day”, uma peça acústica que faz uma preparação incrível pro momento derradeiro de Fragile.

“Heart of the Sunrise” é um verdadeiro petardo e não poderia encerrar o disco de maneira melhor. Com mais de 10 minutos é equipada com todos os tipos de ingredientes que encantam um amante de rock progressivo. Começo estridente que pode não soar de fácil apreciação inicialmente. Anderson executa nessa música um vocal alto e poderoso como nunca antes e provavelmente depois tenha feito em sua carreira. Influências de jazz e música clássica. Por vezes os instrumentos são conjugados fazendo a banda soar igual a uma orquestra. Todos tocam perfeitamente bem: uma linha de baixo invejável, grandes riffs e solos de guitarra, bateria rápida e teclados emocionais. Atmosfera incrível, mística, melancólica e profunda que fecha um dos discos mais importantes da história do rock progressivo e essencial em qualquer coleção do gênero.

Uma banda tocando com precisão cirúrgica
5
02/10/2017

No disco The Yes Album, trabalho anterior a Fragile, a banda havia sofrido a sua primeira mudança na formação quando com a saída de Peter Banks a vaga de guitarrista foi preenchida pelo lendário Steve Howe. Mudança também na sua sonoridade que se tornou mais robusta e trabalhada. Fragile marcou a era da considerada melhor formação por muitos fãs da banda. A mudança agora ocorria no teclado com a saída do muito criativo e "pouco" habilidoso Tony Kaye, para a entrada do muito criativo e muito habilidoso Rick Wakeman. 

Fragile mostra uma banda unida, tocando com precisão cirúrgica e perfeição. Composições excelentes, solos deslumbrantes tanto de guitarra quanto de teclado, além “duelos” arrebatadores , bateria incomum, minimalista, às vezes com poucas batidas e muita técnica, sensibilidade, tudo executado em tempos absurdos fazendo um dos trabalhos mais belos de percussões que já tive o prazer de ouvir, linhas de baixo sensacionais e vocais excelentes que soam perfeitamente como um instrumento. 

O álbum começa justamente com a faixa mais famosa da banda entre as compostas nos anos 70. “Roundabout” é incrível, capaz de agradar todo tipo de ouvinte sem necessariamente soar comercial. Traz a famosa e sensacional linha de baixo de Chris Squire, impulsionada por uma bateria enérgica, possui boas variações, sons agradáveis e um vocal extremamente adequado, além de perfeitos trabalhos de teclado e guitarra. Tudo contribui na construção de um dos grandes momentos musicais da rica história da banda. 

“South Side of Sky” é outro ponto alto do disco e que demorou até que fosse tocada ao vivo pela primeira vez. Baixo nas alturas, excelente diálogo entre guitarra e vocal, magnífico interlúdio de piano. Se as pessoas se interessarem em saber como é a argila em que a música progressiva foi moldada, com certeza esse é um bom exemplo. Também tem passagens de guitarra distorcida e bateria constante que dão mais vida ao som. 

“Long Distance Runaround”, exageros a parte na expressão, diria que se trata da faixa mais pop do álbum. Inicia-se com uma espécie de “chorinho” executado por teclado e guitarra, sobre essa mesma melodia bateria e baixo encorpam a faixa em tempos diferentes. É relativamente curta e bastante cativante. 

Durante o álbum existem pequenas faixas entre essas citadas que são apenas pontes que preparam o ouvinte para a faixa seguinte, mas nada demais e poderíamos viver tranquilamente sem elas, mas entre essas faixas, vale ressaltar “Mood for a Day”, uma peça acústica que faz uma preparação incrível pro momento derradeiro de Fragile.

“Heart of the Sunrise” é um verdadeiro petardo e não poderia encerrar o disco de maneira melhor. Com mais de 10 minutos é equipada com todos os tipos de ingredientes que encantam um amante de rock progressivo. Começo estridente que pode não soar de fácil apreciação inicialmente. Anderson executa nessa música um vocal alto e poderoso como nunca antes e provavelmente depois tenha feito em sua carreira. Influências de jazz e música clássica. Por vezes os instrumentos são conjugados fazendo a banda soar igual a uma orquestra. Todos tocam perfeitamente bem: uma linha de baixo invejável, grandes riffs e solos de guitarra, bateria rápida e teclados emocionais. Atmosfera incrível, mística, melancólica e profunda que fecha um dos discos mais importantes da história do rock progressivo e essencial em qualquer coleção do gênero.

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