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Resenha: Virgin Steele - The Marriage Of Heaven And Hell - Part Two (1995)

Por: Vitor Sobreira

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Invocando o lado épico mais uma vez
5
23/01/2019

Os tempos eram outros e o glamour e tesão dos anos 80 já estavam empoeirados no mainstream, e o Heavy Metal estava se adaptando à diversas mudanças – tanto mercadológicas quanto estilísticas mesmo. Após entrarem nos anos 90 chutando tudo com o excelente (e demasiadamente injustiçado) ‘Life Among the Ruins’ (1993), o mestre David DeFeis repensou seus conceitos e novamente fez algumas alterações no som da sua banda, culminando no ano seguinte no sensacional ‘The Marriage of Heaven and Hell – Part I’. Se o antecessor veio totalmente voltado ao Hard Rock, esse outro manteve o peso, no entanto rumando para um Heavy Metal visceral, sem contar que o lado épico estava retornando aos poucos.

Como o período criativo estava em alta, 1995 viu o surgimento de ‘The Marriage of Heaven and Hell – Part II’! David DeFeis (vocal, teclados e orquestrações), Edward Pursino (guitarras e baixo), Joey Ayvazian (bateria – 01, 03-06, 09-12) e Frank Gilchriest (bateria – 02, 07, 08) – que tempos depois assumiria o controle total das baquetas, por muitos anos -, novamente não brincaram em serviço e disponibilizaram mais uma obra da banda estadunidense. Com uma sonoridade, outra vez, um pouquinho diferenciada, o disco deixa discretamente de lado a crueza da ‘Part I’, investindo em melodias mais elaboradas e no uso cada vez mais constante dos teclados e orquestrações.

A arte de capa, novamente assinada por Darren “Demon” Boerckel nunca me agradou muito, mas tem lá os seus detalhes, contudo em compensação o som… É outro caso! Pra começo de conversa, quem abre a audição é a impactante, rápida e épica “A Symphony of Steele”, que esbarra no Power Metal, e “Crown of Glory” já mais para do Heavy e com arranjos mais trabalhados. Uma dupla de tirar o fôlego vem em seguida com as majestosas “Twilight of the Gods” (eu sei que você se lembrou do Bathory!) com um belíssimo solo de Edward (que com suas selvagens seis cordas, certamente foi um dos melhores guitarristas do mundo) e “Raising Unchained”, com um andamento e riffs bastante empolgantes, mas que chega ao final de uma forma bem emocionante, com violões.

A curta “Transfiguration” é mais tranquila e prepara o terreno para as longas e épicas “Prometheus the Fallen One” – que como o próprio título diz, fala sobre o mito grego do titã Prometeu – e “Emalaith”, que se destaca pela estonteante diversidade de passagens em seus quase dez minutos! E até hoje me pergunto como a banda não conseguiu uma exposição melhor no cenário mundial…

Acredito que “Strawgirl” poderia ser descrita como uma “power ballad” de tão envolvente e forte que é.  “Devil/Angel” busca novamente a agressividade e velocidade do Heavy Metal de um passado ainda bem recente, enquanto que “Unholly Water” é mais amena e tem cara de hit. “Victory is Mine” é um hino da banda, traz orgulho e lágrimas nos olhos de seus verdadeiros apreciadores, e , para fechar com chave de ouro esses portões do paraíso, ‘The Marriage of Heaven and Hell Revisited’ consegue com altos méritos essa missão, trazendo uma nova versão para o tema dos álbuns, aproveitando as marcantes melodias principais, mas com uma nova roupagem (mais anos 90, impossível!).

O desempenho dos músicos, as composições marcantes e o feeling são apenas algumas das características do álbum, que posso citar agora… As demais qualidades, o ouvinte terá que descobrir por si só, antes tarde do que nunca. Como sempre está escrito nos encartes da banda: “For the Best results, play at the maximum volume!!!!!!!!”.

Invocando o lado épico mais uma vez
5
23/01/2019

Os tempos eram outros e o glamour e tesão dos anos 80 já estavam empoeirados no mainstream, e o Heavy Metal estava se adaptando à diversas mudanças – tanto mercadológicas quanto estilísticas mesmo. Após entrarem nos anos 90 chutando tudo com o excelente (e demasiadamente injustiçado) ‘Life Among the Ruins’ (1993), o mestre David DeFeis repensou seus conceitos e novamente fez algumas alterações no som da sua banda, culminando no ano seguinte no sensacional ‘The Marriage of Heaven and Hell – Part I’. Se o antecessor veio totalmente voltado ao Hard Rock, esse outro manteve o peso, no entanto rumando para um Heavy Metal visceral, sem contar que o lado épico estava retornando aos poucos.

Como o período criativo estava em alta, 1995 viu o surgimento de ‘The Marriage of Heaven and Hell – Part II’! David DeFeis (vocal, teclados e orquestrações), Edward Pursino (guitarras e baixo), Joey Ayvazian (bateria – 01, 03-06, 09-12) e Frank Gilchriest (bateria – 02, 07, 08) – que tempos depois assumiria o controle total das baquetas, por muitos anos -, novamente não brincaram em serviço e disponibilizaram mais uma obra da banda estadunidense. Com uma sonoridade, outra vez, um pouquinho diferenciada, o disco deixa discretamente de lado a crueza da ‘Part I’, investindo em melodias mais elaboradas e no uso cada vez mais constante dos teclados e orquestrações.

A arte de capa, novamente assinada por Darren “Demon” Boerckel nunca me agradou muito, mas tem lá os seus detalhes, contudo em compensação o som… É outro caso! Pra começo de conversa, quem abre a audição é a impactante, rápida e épica “A Symphony of Steele”, que esbarra no Power Metal, e “Crown of Glory” já mais para do Heavy e com arranjos mais trabalhados. Uma dupla de tirar o fôlego vem em seguida com as majestosas “Twilight of the Gods” (eu sei que você se lembrou do Bathory!) com um belíssimo solo de Edward (que com suas selvagens seis cordas, certamente foi um dos melhores guitarristas do mundo) e “Raising Unchained”, com um andamento e riffs bastante empolgantes, mas que chega ao final de uma forma bem emocionante, com violões.

A curta “Transfiguration” é mais tranquila e prepara o terreno para as longas e épicas “Prometheus the Fallen One” – que como o próprio título diz, fala sobre o mito grego do titã Prometeu – e “Emalaith”, que se destaca pela estonteante diversidade de passagens em seus quase dez minutos! E até hoje me pergunto como a banda não conseguiu uma exposição melhor no cenário mundial…

Acredito que “Strawgirl” poderia ser descrita como uma “power ballad” de tão envolvente e forte que é.  “Devil/Angel” busca novamente a agressividade e velocidade do Heavy Metal de um passado ainda bem recente, enquanto que “Unholly Water” é mais amena e tem cara de hit. “Victory is Mine” é um hino da banda, traz orgulho e lágrimas nos olhos de seus verdadeiros apreciadores, e , para fechar com chave de ouro esses portões do paraíso, ‘The Marriage of Heaven and Hell Revisited’ consegue com altos méritos essa missão, trazendo uma nova versão para o tema dos álbuns, aproveitando as marcantes melodias principais, mas com uma nova roupagem (mais anos 90, impossível!).

O desempenho dos músicos, as composições marcantes e o feeling são apenas algumas das características do álbum, que posso citar agora… As demais qualidades, o ouvinte terá que descobrir por si só, antes tarde do que nunca. Como sempre está escrito nos encartes da banda: “For the Best results, play at the maximum volume!!!!!!!!”.

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