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Resenha: Rush - Moving Pictures (1981)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 334

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Acessibilidade, complexidade e excelentes letras
5
02/10/2017

Sempre existem questionamentos por parte de algumas pessoas se o Rush é ou não uma banda de rock progressivo. Bom, de fato que nem sempre eles soam como uma, sendo muitas vezes um hard rock mais técnico, mas ainda assim, tem em sua discografia discos que sem sombra de dúvidas são extremamente progressivos e que hoje podem serem vistos inclusive como clássicos da vertente. 

Desde o seu primeiro álbum, Rush, em 1974, quando contava ainda com o seu primeiro baterista, John Rutsey, e que a partir do segundo daria lugar ao lendário Neil Peart, a banda foi sofrendo uma tremenda evolução em o seu som, saindo da “simplicidade” e buscando um caminho mais complexo, que vai desde os seus arranjos, musicalidade a até suas letras. Sendo o meu preferido ou não (pois não é mesmo), é inegável que é o mais importante do trio canadense. 

O disco abre com "Tom Sawyer". Se você se considera alguém familiarizado com o rock clássico, mas não conhece essa música, de duas uma, ou você tem que rever o conceito de familiarizado ou o rock clássico que falamos são diferentes. Esta é uma música extremamente bem trabalhada e é a canção mais conhecida do Rush por uma razão, ela consegue equilibrar uma base de rock mais acessível com compassos ímpares e estrutura artística, tudo perfeitamente. Os sintetizadores aqui são maravilhosos, assim como todo o instrumental da banda que também é muito bom. Uma excelente faixa que nos faz cantar junto. Como curiosidade, no Brasil também ficou conhecida por conta de ser a música de abertura de "MacGyver - Profissão Perigo", transmitido pela Rede Globo na segunda metade dos anos 80. Só que fica o detalhe, a emissora que fez a sua própria versão de abertura, sendo a música e abertura original bem diferentes da transmitida por aqui.

"Red Barchetta", bom, esta canção eu tenho algo pessoal com ela, me traz boas lembranças. A atmosfera é excelente, a instrumentação de novo é maravilhosa, solo de guitarra de Alex Lifeson quase no meio da música é simples e mágico. O trio realmente consegue criar uma canção perfeita. Sem exageros, excessos, mas principalmente, sem furos.

"YYZ" é um clássico instrumental do trio. Todos os três músicos extremamente inspirados mantendo tudo em equilíbrio. Possui feeling, virtuosismos, excelentes arranjos, entrosamento. Apesar de como dito, todos os três instrumentos serem destaque, algo que sempre me encanta aqui é a maneira cavalar que Geddy Lee executa o seu baixo.

Agora é chegada a vez de “Limelight”. Já que no começo mencionei as letras da banda, aqui trata da opinião do baterista Neil Peart sobre estar no centro das atenções. O Rush é uma banda (principalmente Peart, seu principal letrista) incrivelmente inteligente com suas letras em todo o álbum, falei desta em especial apenas por ser a minha preferida (letra e não música) do álbum e quis deixar uma nota particular. Como de costume mais uma instrumentação grandiosa. A guitarra de Lifeson realmente faz uma trilha linda.

“The Camera Eye”, é a faixa mais longa do álbum, com mais de 10 minutos de duração. Inclusive, depois dessa composição, a banda não fez nenhuma música que ultrapassassem os 10 minutos em nenhum dos seus álbuns posteriores. Não há muito que falar aqui, a não ser que eles criaram uma música que é extremamente expressiva desde a sua introdução até toda a passagem instrumental (sejam em conjunto, sejam em solos de Lifeson), tudo soa sempre interessante e com abundância de elementos de prog rock.

“Witch Hunt", está aí algo que eu não entendo, o motivo dessa faixa costumar ser tão esquecida. Tem seu começo com Lifeson "assombrando" com um riff de guitarra extremamente propício ao momento, assim como um vocal que define em um tom perfeito a canção. Bateria de Peart, sintetizadores e vocal por conta de Lee, além, claro, do baixo que também complementa essa música perfeitamente, culminando em uma explosão emocional junto com as não menos brilhantes letras de Peart.

O álbum encerra através de, “Vital Signs”. Em se tratando de Moving Pictures, costuma ser aquela faca de dois gumes, a quem a considere fraca para o álbum e a quem a considere a melhor música do disco. Mas sinceramente, não a vejo com o melhor momento, mas longe de querer dizer que não cai bem no trabalho. Possui uma excelente introdução com sintetizadores, um grande trabalho de guitarra jazzy por parte de Lifeson, a bateria de Peart que dispensa maiores comentários e o baixo de Lee fazem uma linha musical completamente coesa e impressionante, e falando em Lee, seus vocais aqui também merecem destaque, emotivos e únicos para a música. 

Antes desse lançamento, a banda já tinha atingido a sua popularidade e mostrado a capacidade de criação em obras grandiosas que haviam lançado. Mas não há dúvida alguma que nenhum álbum deu a visibilidade ao Rush no mundo da música como aconteceu em Moving Pictures, também pudera, uniram tudo em um álbum só, acessibilidade, complexidade, excelentes letras entre outros vários elementos. Um marco pra música daquela década que começava e que o tempo tornou um disco de importância atemporal.

Acessibilidade, complexidade e excelentes letras
5
02/10/2017

Sempre existem questionamentos por parte de algumas pessoas se o Rush é ou não uma banda de rock progressivo. Bom, de fato que nem sempre eles soam como uma, sendo muitas vezes um hard rock mais técnico, mas ainda assim, tem em sua discografia discos que sem sombra de dúvidas são extremamente progressivos e que hoje podem serem vistos inclusive como clássicos da vertente. 

Desde o seu primeiro álbum, Rush, em 1974, quando contava ainda com o seu primeiro baterista, John Rutsey, e que a partir do segundo daria lugar ao lendário Neil Peart, a banda foi sofrendo uma tremenda evolução em o seu som, saindo da “simplicidade” e buscando um caminho mais complexo, que vai desde os seus arranjos, musicalidade a até suas letras. Sendo o meu preferido ou não (pois não é mesmo), é inegável que é o mais importante do trio canadense. 

O disco abre com "Tom Sawyer". Se você se considera alguém familiarizado com o rock clássico, mas não conhece essa música, de duas uma, ou você tem que rever o conceito de familiarizado ou o rock clássico que falamos são diferentes. Esta é uma música extremamente bem trabalhada e é a canção mais conhecida do Rush por uma razão, ela consegue equilibrar uma base de rock mais acessível com compassos ímpares e estrutura artística, tudo perfeitamente. Os sintetizadores aqui são maravilhosos, assim como todo o instrumental da banda que também é muito bom. Uma excelente faixa que nos faz cantar junto. Como curiosidade, no Brasil também ficou conhecida por conta de ser a música de abertura de "MacGyver - Profissão Perigo", transmitido pela Rede Globo na segunda metade dos anos 80. Só que fica o detalhe, a emissora que fez a sua própria versão de abertura, sendo a música e abertura original bem diferentes da transmitida por aqui.

"Red Barchetta", bom, esta canção eu tenho algo pessoal com ela, me traz boas lembranças. A atmosfera é excelente, a instrumentação de novo é maravilhosa, solo de guitarra de Alex Lifeson quase no meio da música é simples e mágico. O trio realmente consegue criar uma canção perfeita. Sem exageros, excessos, mas principalmente, sem furos.

"YYZ" é um clássico instrumental do trio. Todos os três músicos extremamente inspirados mantendo tudo em equilíbrio. Possui feeling, virtuosismos, excelentes arranjos, entrosamento. Apesar de como dito, todos os três instrumentos serem destaque, algo que sempre me encanta aqui é a maneira cavalar que Geddy Lee executa o seu baixo.

Agora é chegada a vez de “Limelight”. Já que no começo mencionei as letras da banda, aqui trata da opinião do baterista Neil Peart sobre estar no centro das atenções. O Rush é uma banda (principalmente Peart, seu principal letrista) incrivelmente inteligente com suas letras em todo o álbum, falei desta em especial apenas por ser a minha preferida (letra e não música) do álbum e quis deixar uma nota particular. Como de costume mais uma instrumentação grandiosa. A guitarra de Lifeson realmente faz uma trilha linda.

“The Camera Eye”, é a faixa mais longa do álbum, com mais de 10 minutos de duração. Inclusive, depois dessa composição, a banda não fez nenhuma música que ultrapassassem os 10 minutos em nenhum dos seus álbuns posteriores. Não há muito que falar aqui, a não ser que eles criaram uma música que é extremamente expressiva desde a sua introdução até toda a passagem instrumental (sejam em conjunto, sejam em solos de Lifeson), tudo soa sempre interessante e com abundância de elementos de prog rock.

“Witch Hunt", está aí algo que eu não entendo, o motivo dessa faixa costumar ser tão esquecida. Tem seu começo com Lifeson "assombrando" com um riff de guitarra extremamente propício ao momento, assim como um vocal que define em um tom perfeito a canção. Bateria de Peart, sintetizadores e vocal por conta de Lee, além, claro, do baixo que também complementa essa música perfeitamente, culminando em uma explosão emocional junto com as não menos brilhantes letras de Peart.

O álbum encerra através de, “Vital Signs”. Em se tratando de Moving Pictures, costuma ser aquela faca de dois gumes, a quem a considere fraca para o álbum e a quem a considere a melhor música do disco. Mas sinceramente, não a vejo com o melhor momento, mas longe de querer dizer que não cai bem no trabalho. Possui uma excelente introdução com sintetizadores, um grande trabalho de guitarra jazzy por parte de Lifeson, a bateria de Peart que dispensa maiores comentários e o baixo de Lee fazem uma linha musical completamente coesa e impressionante, e falando em Lee, seus vocais aqui também merecem destaque, emotivos e únicos para a música. 

Antes desse lançamento, a banda já tinha atingido a sua popularidade e mostrado a capacidade de criação em obras grandiosas que haviam lançado. Mas não há dúvida alguma que nenhum álbum deu a visibilidade ao Rush no mundo da música como aconteceu em Moving Pictures, também pudera, uniram tudo em um álbum só, acessibilidade, complexidade, excelentes letras entre outros vários elementos. Um marco pra música daquela década que começava e que o tempo tornou um disco de importância atemporal.

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