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Resenha: Genesis - ...And Then There Were Three (1978)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Quase nada de progressivo, mas muitas vezes de uma simplicidade bem emoldurada
3
23/01/2019

Agora também sem Steve Hackett, a banda ainda possuía músicos com bom virtuosismo, mas de talentos limitados como compositores e de uma sensibilidade progressiva inferior as que Steve Hackett e Peter Gabriel traziam. Acho inclusive que não era necessário seguir com o nome de Genesis, talvez, "Collins, Banks & Rutherford" seria mais interessante. Mas quem sou eu pra questionar decisões de alguém? Não é aqui que necessariamente começa a conhecida fase pop da banda, no disco existem seus momentos progressivos, mas o som dos teclados é fraco, sinto também bastante a falta de uma sonoridade obscura e guitarras atmosféricas. Pra mim é difícil não se sentir decepcionados em vários momentos do álbum por mais que ele agrade em outros.  

O disco começa com, “Down And Out”. Primeiramente ouvimos apenas alguns sintetizadores antes de uma explosão com a entrada dos demais instrumentos. Eu considero inclusive um bom começo de disco, trazendo alguns bits progressivos interessantes e em um bom grau. Obviamente não passa nem perto de algum clássico da banda de discos anteriores, mas ainda assim, é uma boa música. 

“Undertow” é uma música que eu considero belíssima dentro da sua simplicidade. Um refrão forte e um trabalho de teclado e sintetizador que eu considero delicioso e mostra o porquê de Tony Banks ser um dos meus tecladistas favoritos, suas ideias muitas vezes são extremamente encantadoras. 

"Ballad Of Big" quando ouvi pela primeira vez foi quando eu mais gostei dessa música, mas depois não foi me agradando mais tanto assim. Provavelmente isso seja porque com um tempo ela fica bastante arrastada com o uso de um riff de teclado muito repetitivo. Ruim? Não é pra tanto, mas bastante sem sal. 

"Snowbound" é uma faixa que sinceramente não consegui gostar desde a primeira vez que ouvi e isso jamais mudou nem 0,5%. Melosa e arrastada sem conter nada que de fato prenda o ouvinte. O refrão inclusive eu considero bastante repetitivo e chato. 

“Burning Rope" com toda certeza é a faixa do disco que poderia figurar até mesmo em algum álbum anterior da banda e mesmo assim fazer bonito. Rutherford faz um trabalho de guitarra que por um tempo sentimos a sonoridade de Hackett novamente na banda. Uma faixa que soa bastante pastoral, emotiva e divertida. Sem a menor dúvida a melhor do álbum. 

"Deep In The Motherlode"  em contrapartida a faixa anterior é a que eu elejo como a faixa mais fraca de todo o álbum. Não parece que vai a lugar algum (e não vai mesmo) com uma batida repetitiva e chata. Uma música sem nenhum atrativo sequer. 

“Many Too Many” aparece pra colocar um bom tempero no disco e tirar todo o amargo deixado pela faixa anterior. Uma peça curta, doce e que vai direto ao ponto. Não é nada progressiva, mesmo assim sua sutileza e os ótimos vocais emocionais de Phil me “proíbem” de não afirmar que ela também é um ponto alto do álbum. 

“Scenes From A Night's Dream” segue a linha não progressiva do disco, mas é divertida. Todos os instrumentos (incluindo a voz) trabalham bem, fazendo uma melodia simples, exceto talvez pela bateria que se mostra um pouco mais intrincada. 

“Say It's Alright Joe" é uma boa música, nada de fora de série, mas possui algumas coisas legais. O piano, por exemplo, define muito bem a atmosfera da canção, assim como umas notas de baixo ao fundo. Fica mais dramática e enérgica por alguns segundos e em dois momentos, mas é a serenidade define as coisas aqui. 

“The Lady Lies” também pode ser considerada uma boa música, mas a essa altura do disco a gente já começa a ficar um pouco cheio dessa fórmula acomodada de quem não quer criar algo de fato novo e fresco deixando as coisas cansativas. Sofre novamente com o fato de apesar de ser boa, também ser repetitiva (já devem ter percebido que usei essa palavra algumas vezes nessa resenha, né?). Um solo de teclado de Tony Banks na sua parte final é seu maior atrativo sem dúvida alguma. 

“Follow You, Follow Me” creio que dispensa apresentações, maior sucesso do álbum, é uma demonstração clara da banda que estava mirando uma grande massa e rádios que os colocassem realmente no meio mainstream (um gosto não sentido por eles até então). Bastante simples e alegre com bons trabalhos de teclado e uma melodia de guitarra que eu diria ser até mesmo cativante em alguns momentos. O disco teve momentos bem melhores, porém, essa tem a fórmula certa pra se alavancar nas paradas de sucesso. 

Pela primeira vez um disco do Genesis não soou de maneira progressiva, exceto por uns momentos aqui e outros ali, mas também as simplicidades das músicas muitas vezes estão bem emolduradas. A banda ainda iria começar a cair de fato em um universo pop que soa quase que completamente descartável, em ...And Then There Were Three não é pra tanto, muito pelo contrário, podemos aproveitar algo a ponto de poder definí-lo como um bom disco. 

Quase nada de progressivo, mas muitas vezes de uma simplicidade bem emoldurada
3
23/01/2019

Agora também sem Steve Hackett, a banda ainda possuía músicos com bom virtuosismo, mas de talentos limitados como compositores e de uma sensibilidade progressiva inferior as que Steve Hackett e Peter Gabriel traziam. Acho inclusive que não era necessário seguir com o nome de Genesis, talvez, "Collins, Banks & Rutherford" seria mais interessante. Mas quem sou eu pra questionar decisões de alguém? Não é aqui que necessariamente começa a conhecida fase pop da banda, no disco existem seus momentos progressivos, mas o som dos teclados é fraco, sinto também bastante a falta de uma sonoridade obscura e guitarras atmosféricas. Pra mim é difícil não se sentir decepcionados em vários momentos do álbum por mais que ele agrade em outros.  

O disco começa com, “Down And Out”. Primeiramente ouvimos apenas alguns sintetizadores antes de uma explosão com a entrada dos demais instrumentos. Eu considero inclusive um bom começo de disco, trazendo alguns bits progressivos interessantes e em um bom grau. Obviamente não passa nem perto de algum clássico da banda de discos anteriores, mas ainda assim, é uma boa música. 

“Undertow” é uma música que eu considero belíssima dentro da sua simplicidade. Um refrão forte e um trabalho de teclado e sintetizador que eu considero delicioso e mostra o porquê de Tony Banks ser um dos meus tecladistas favoritos, suas ideias muitas vezes são extremamente encantadoras. 

"Ballad Of Big" quando ouvi pela primeira vez foi quando eu mais gostei dessa música, mas depois não foi me agradando mais tanto assim. Provavelmente isso seja porque com um tempo ela fica bastante arrastada com o uso de um riff de teclado muito repetitivo. Ruim? Não é pra tanto, mas bastante sem sal. 

"Snowbound" é uma faixa que sinceramente não consegui gostar desde a primeira vez que ouvi e isso jamais mudou nem 0,5%. Melosa e arrastada sem conter nada que de fato prenda o ouvinte. O refrão inclusive eu considero bastante repetitivo e chato. 

“Burning Rope" com toda certeza é a faixa do disco que poderia figurar até mesmo em algum álbum anterior da banda e mesmo assim fazer bonito. Rutherford faz um trabalho de guitarra que por um tempo sentimos a sonoridade de Hackett novamente na banda. Uma faixa que soa bastante pastoral, emotiva e divertida. Sem a menor dúvida a melhor do álbum. 

"Deep In The Motherlode"  em contrapartida a faixa anterior é a que eu elejo como a faixa mais fraca de todo o álbum. Não parece que vai a lugar algum (e não vai mesmo) com uma batida repetitiva e chata. Uma música sem nenhum atrativo sequer. 

“Many Too Many” aparece pra colocar um bom tempero no disco e tirar todo o amargo deixado pela faixa anterior. Uma peça curta, doce e que vai direto ao ponto. Não é nada progressiva, mesmo assim sua sutileza e os ótimos vocais emocionais de Phil me “proíbem” de não afirmar que ela também é um ponto alto do álbum. 

“Scenes From A Night's Dream” segue a linha não progressiva do disco, mas é divertida. Todos os instrumentos (incluindo a voz) trabalham bem, fazendo uma melodia simples, exceto talvez pela bateria que se mostra um pouco mais intrincada. 

“Say It's Alright Joe" é uma boa música, nada de fora de série, mas possui algumas coisas legais. O piano, por exemplo, define muito bem a atmosfera da canção, assim como umas notas de baixo ao fundo. Fica mais dramática e enérgica por alguns segundos e em dois momentos, mas é a serenidade define as coisas aqui. 

“The Lady Lies” também pode ser considerada uma boa música, mas a essa altura do disco a gente já começa a ficar um pouco cheio dessa fórmula acomodada de quem não quer criar algo de fato novo e fresco deixando as coisas cansativas. Sofre novamente com o fato de apesar de ser boa, também ser repetitiva (já devem ter percebido que usei essa palavra algumas vezes nessa resenha, né?). Um solo de teclado de Tony Banks na sua parte final é seu maior atrativo sem dúvida alguma. 

“Follow You, Follow Me” creio que dispensa apresentações, maior sucesso do álbum, é uma demonstração clara da banda que estava mirando uma grande massa e rádios que os colocassem realmente no meio mainstream (um gosto não sentido por eles até então). Bastante simples e alegre com bons trabalhos de teclado e uma melodia de guitarra que eu diria ser até mesmo cativante em alguns momentos. O disco teve momentos bem melhores, porém, essa tem a fórmula certa pra se alavancar nas paradas de sucesso. 

Pela primeira vez um disco do Genesis não soou de maneira progressiva, exceto por uns momentos aqui e outros ali, mas também as simplicidades das músicas muitas vezes estão bem emolduradas. A banda ainda iria começar a cair de fato em um universo pop que soa quase que completamente descartável, em ...And Then There Were Three não é pra tanto, muito pelo contrário, podemos aproveitar algo a ponto de poder definí-lo como um bom disco. 

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