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Resenha: Tigres de Bengala - Tigres de Bengala (1993)

Por: Diógenes Ferreira

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A diversidade musical dos Tigres
5
22/01/2019

O ano era 1993 e eu costumava assistir algumas novelas (sim, eu assistia!), além de acompanhar as trilhas sonoras das mesmas, que na época saíam dois discos, o nacional e internacional. Eis que sendo trilha da novela Olho no Olho, que contava com Selton Mello, Nico Puig, Felipe Folgosi, Patricia de Sabrit com uma trama que envolvia jovens com poderes paranormais (putz! kkkk...), eu começo a ouvir uma canção nas cenas da novela com a voz do Ritchie, que já conhecia desde muito pequeno com um compacto que eu tinha dele e pelo fato que sempre gostei de suas composições. Daí me dei conta que não era somente mais um disco solo do Ritchie, mas sim um novo projeto, uma banda com outros músicos senão consagrados, mas já conhecidos na época como Claudio Zoli (Brylho) com seu 'swing' nas seis cordas, Vinícius Cantuária (O Terço), Dadi Carvalho (Novos Baianos e A Cor do Som), além de participação do sax de Milton Guedes. 
Enfim, foi um combo de músicos experientes que deram a luz à um disco diversificado, que logo comprei o LP na época e que não cansava de ouvir aquelas músicas com diferentes ritmos e harmonias bem compostas, bem tocadas, sem excessos, com extremo bom gosto que servia de cama para as ótimas letras e vocalizações simples porém, agradáveis de Ritchie.
 
O disco tem várias composições marcantes como os hits radiofônicos da época "Elefante Branco" e "Agora ou Jamais", além de outras sutilezas como "Não Desista", as variações rítmicas e percussivas de "Miragens" com uma gaita pontual, sem falar na viajante e cristalina "Nessa Espera" que emociona com sua áurea semi-acústica. E ainda tem um final com arranjos que se não inspiraram o Angra em algumas das introduções de suas músicas (E o Angels Cry também é de 1993), pelo menos deve ter alguma lembrança onde só ouvindo para entender o que estou falando. 

O fato é que o grupo Tigres de Bengala só ficou nessa única obra, mas que continua me agradando até os dias de hoje, onde continuo ouvindo o álbum com a mesma sensação de que música boa faz toda diferença independente de gênero musical.

A diversidade musical dos Tigres
5
22/01/2019

O ano era 1993 e eu costumava assistir algumas novelas (sim, eu assistia!), além de acompanhar as trilhas sonoras das mesmas, que na época saíam dois discos, o nacional e internacional. Eis que sendo trilha da novela Olho no Olho, que contava com Selton Mello, Nico Puig, Felipe Folgosi, Patricia de Sabrit com uma trama que envolvia jovens com poderes paranormais (putz! kkkk...), eu começo a ouvir uma canção nas cenas da novela com a voz do Ritchie, que já conhecia desde muito pequeno com um compacto que eu tinha dele e pelo fato que sempre gostei de suas composições. Daí me dei conta que não era somente mais um disco solo do Ritchie, mas sim um novo projeto, uma banda com outros músicos senão consagrados, mas já conhecidos na época como Claudio Zoli (Brylho) com seu 'swing' nas seis cordas, Vinícius Cantuária (O Terço), Dadi Carvalho (Novos Baianos e A Cor do Som), além de participação do sax de Milton Guedes. 
Enfim, foi um combo de músicos experientes que deram a luz à um disco diversificado, que logo comprei o LP na época e que não cansava de ouvir aquelas músicas com diferentes ritmos e harmonias bem compostas, bem tocadas, sem excessos, com extremo bom gosto que servia de cama para as ótimas letras e vocalizações simples porém, agradáveis de Ritchie.
 
O disco tem várias composições marcantes como os hits radiofônicos da época "Elefante Branco" e "Agora ou Jamais", além de outras sutilezas como "Não Desista", as variações rítmicas e percussivas de "Miragens" com uma gaita pontual, sem falar na viajante e cristalina "Nessa Espera" que emociona com sua áurea semi-acústica. E ainda tem um final com arranjos que se não inspiraram o Angra em algumas das introduções de suas músicas (E o Angels Cry também é de 1993), pelo menos deve ter alguma lembrança onde só ouvindo para entender o que estou falando. 

O fato é que o grupo Tigres de Bengala só ficou nessa única obra, mas que continua me agradando até os dias de hoje, onde continuo ouvindo o álbum com a mesma sensação de que música boa faz toda diferença independente de gênero musical.

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