Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Alphataurus - Alphataurus (1973)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 112

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Rock progressivo italiano, sinfônico, pesado e atmosférico
5
19/01/2019

Esse primeiro disco autointitulado da Alphataurus é certamente um verdadeiro clássico da cena progressiva italiana da primeira metade dos anos 70. A sua música reside no lado mais pesado das coisas, mostrando influência em bandas inglesas como Black Sabbath e Deep Purple. Mas embora essa influência seja inegável eles não deixam de estarem mergulhado dentro de tudo de melhor que o rock progressivo italiano tem a oferecer. Uma mistura muito bem dosada entre linhas sinfônicas e o heavy progressivo, deixando o resultado muito bom. Vocais dramáticos como costuma acontecer em bandas italianas, riffs pesados e obscuros encharcados de rajadas de órgão e um baixo que flui extremamente bem. Considero os vocais de Michele Bavaro  um dos mais originais do gênero, ideia inovadoras e bem fundidas com as reminiscências da Old School italiana. Vale lembrar também que também existe uma influência inglesa progressiva, mais precisamente em Emerson, Lake & Palmer. A produção mesmo sem ser exatamente espetacular, consegue realçar cada um dos instrumentos muito bem. 

“Peccato D'Orgoglio” é a faixa que abre o disco. Possui uma aura de mistério do começo até o fim. Cada um dos elementos escolhidos na música é adicionado no caminho certo. É notável o incrível acompanhamento vocal através de todos os versos em que os tons agudos e a poderosa voz de Michele Bavaro se unem para criar uma harmonia requintada. A bateria e o baixo fazem um trabalho apropriado e muito complexo e ajudam bem para o desenvolvimento da magia da música. Os arpejos de guitarra feitos por Guido Wasserman se encaixam perfeitamente com o resto do trabalho de seus companheiros sem perder sua proeminência visível. Sempre acho que uma faixam de abertura também é responsável em demonstrar ao menos o tipo de energia que será encontrada em todo o álbum e “Peccato D'Orgoglio” faz isso muito bem. A qualidade da faixa não cai em momento algum, muito pelo contrário, apenas cresce à medida que o ouvinte vai se encontrando mais dentro dela e sua estruturas complexas durante seu caminho de doze minutos. 

“Dopo L'Uragano” começa com um breve som de trovão que é interrompido por uma suave e doce melodia temperado por um vocal forte e bastante sentimental. Contrastando com esse ambiente mais calmo, um riff de guitarra distorcida é adicionado dando a música o poder necessário para enfrentar o furacão e o desastre deixado por ele, como sugere o nome da música. 

"Croma" não tem o ritmo pesado como as faixas anteriores, mas traz continuidade ao álbum, neste tema o trabalho do teclado é notável e faz com que as mudanças de tempo sejam mais visíveis, inclusive adicionando um avanço da última melodia da música. Esta peça adorna perfeitamente e prepara tudo para a melhor música deste disco. 

“La Mente Vola” tem início através de fade-in, no qual cada passada do teclado aos poucos vai dando mais asas a música, uma belíssima introdução instrumental antes de abrir caminho para os vocais que servem como uma guia para uma espécie de viagem mística. Os acompanhamentos vocais feitos no primeiro tema aparecem mais uma vez. Através dos seus trabalhos de teclas, Pietro Pellegrini mostra o seu talento durante toda a sua música. Certamente o momento mais sublime do álbum. 

“Ombra Muta” apesar do título que carrega não é exatamente a sombra na luz, mas sim, uma faixa onde existe nela um brilho por si só. Novamente um vocal extremamente inspirado nos faz ter uma excitação. A música também contém uma das passagens instrumentais mais intrincadas de todo o disco, principalmente graças ao excelente tempero de bateria. Uma maneira magnifica de terminar o álbum. 

Com certeza um daqueles discos onde não existe ponto fraco. Um disco melancólico do rock progressivo italiano baseado e como já dito, em dicas pegadas de Deep Purple e Black Sabbath e que eles uniram ao progressivo “puro”.  Os vocais fortes e extremamente seguros são um dos pontos mais importantes a se destacar, as guitarras são responsáveis pelo peso do disco, os teclados dão quase sempre uma atmosfera densa e o baixo sempre firme ao lado da bateria fazem uma cozinha densa. É um claro exemplo do quão bem algumas bandas italianas trabalho com luz e melancolia ao mesmo tempo. Interessados em rock progressivo italiano, sinfônico, pesado e atmosférico em geral não devem hesitar em verificar esta joia. 

Rock progressivo italiano, sinfônico, pesado e atmosférico
5
19/01/2019

Esse primeiro disco autointitulado da Alphataurus é certamente um verdadeiro clássico da cena progressiva italiana da primeira metade dos anos 70. A sua música reside no lado mais pesado das coisas, mostrando influência em bandas inglesas como Black Sabbath e Deep Purple. Mas embora essa influência seja inegável eles não deixam de estarem mergulhado dentro de tudo de melhor que o rock progressivo italiano tem a oferecer. Uma mistura muito bem dosada entre linhas sinfônicas e o heavy progressivo, deixando o resultado muito bom. Vocais dramáticos como costuma acontecer em bandas italianas, riffs pesados e obscuros encharcados de rajadas de órgão e um baixo que flui extremamente bem. Considero os vocais de Michele Bavaro  um dos mais originais do gênero, ideia inovadoras e bem fundidas com as reminiscências da Old School italiana. Vale lembrar também que também existe uma influência inglesa progressiva, mais precisamente em Emerson, Lake & Palmer. A produção mesmo sem ser exatamente espetacular, consegue realçar cada um dos instrumentos muito bem. 

“Peccato D'Orgoglio” é a faixa que abre o disco. Possui uma aura de mistério do começo até o fim. Cada um dos elementos escolhidos na música é adicionado no caminho certo. É notável o incrível acompanhamento vocal através de todos os versos em que os tons agudos e a poderosa voz de Michele Bavaro se unem para criar uma harmonia requintada. A bateria e o baixo fazem um trabalho apropriado e muito complexo e ajudam bem para o desenvolvimento da magia da música. Os arpejos de guitarra feitos por Guido Wasserman se encaixam perfeitamente com o resto do trabalho de seus companheiros sem perder sua proeminência visível. Sempre acho que uma faixam de abertura também é responsável em demonstrar ao menos o tipo de energia que será encontrada em todo o álbum e “Peccato D'Orgoglio” faz isso muito bem. A qualidade da faixa não cai em momento algum, muito pelo contrário, apenas cresce à medida que o ouvinte vai se encontrando mais dentro dela e sua estruturas complexas durante seu caminho de doze minutos. 

“Dopo L'Uragano” começa com um breve som de trovão que é interrompido por uma suave e doce melodia temperado por um vocal forte e bastante sentimental. Contrastando com esse ambiente mais calmo, um riff de guitarra distorcida é adicionado dando a música o poder necessário para enfrentar o furacão e o desastre deixado por ele, como sugere o nome da música. 

"Croma" não tem o ritmo pesado como as faixas anteriores, mas traz continuidade ao álbum, neste tema o trabalho do teclado é notável e faz com que as mudanças de tempo sejam mais visíveis, inclusive adicionando um avanço da última melodia da música. Esta peça adorna perfeitamente e prepara tudo para a melhor música deste disco. 

“La Mente Vola” tem início através de fade-in, no qual cada passada do teclado aos poucos vai dando mais asas a música, uma belíssima introdução instrumental antes de abrir caminho para os vocais que servem como uma guia para uma espécie de viagem mística. Os acompanhamentos vocais feitos no primeiro tema aparecem mais uma vez. Através dos seus trabalhos de teclas, Pietro Pellegrini mostra o seu talento durante toda a sua música. Certamente o momento mais sublime do álbum. 

“Ombra Muta” apesar do título que carrega não é exatamente a sombra na luz, mas sim, uma faixa onde existe nela um brilho por si só. Novamente um vocal extremamente inspirado nos faz ter uma excitação. A música também contém uma das passagens instrumentais mais intrincadas de todo o disco, principalmente graças ao excelente tempero de bateria. Uma maneira magnifica de terminar o álbum. 

Com certeza um daqueles discos onde não existe ponto fraco. Um disco melancólico do rock progressivo italiano baseado e como já dito, em dicas pegadas de Deep Purple e Black Sabbath e que eles uniram ao progressivo “puro”.  Os vocais fortes e extremamente seguros são um dos pontos mais importantes a se destacar, as guitarras são responsáveis pelo peso do disco, os teclados dão quase sempre uma atmosfera densa e o baixo sempre firme ao lado da bateria fazem uma cozinha densa. É um claro exemplo do quão bem algumas bandas italianas trabalho com luz e melancolia ao mesmo tempo. Interessados em rock progressivo italiano, sinfônico, pesado e atmosférico em geral não devem hesitar em verificar esta joia. 

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Triumvirat - Pompeii (1977)

O progressivo final
3
Por: Rafael Lemos
07/05/2019
Album Cover

Quella Vecchia Locanda - Quella Vecchia Locanda (1972)

Mesclando Jethro Tull com Premiata Forneria Marconi
3
Por: Roberto Rillo Bíscaro
23/11/2017
Album Cover

Neal Morse - Momentum (2012)

Um álbum muito bom, com excelentes peças e trechos bem estruturados
4
Por: Tiago Meneses
19/01/2019