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Resenha: Asia Minor - Between Flesh And Divine (1980)

Por: Tiago Meneses

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Um disco que passa na média, mas não chega a ser digno de uma grande nota
3
03/01/2019

Um disco onde a sonoridade é bastante parecida com o Camel clássico e também com os primeiros registros de Steve Hackett, logo, a banda deve agradar o público de ambos, certo? Bom, não é bem assim. Apesar de ter seus bons momentos o disco peca em outros, como por exemplo, no desempenho vocal de Setrak Bakirel que parece um tanto preguiçoso. Seu sotaque às vezes é muito forte fazendo o ouvinte ficar na dúvida se de fato está ouvindo músicas cantadas em inglês. Mas talvez o que mais seja criticável no álbum é o fato dele soar meio repetitivo. Mas como eu disse, também tem bons momentos e vamos passar por eles através do faixa a faixa.  

O disco abre através de "Nightwind" com algumas boas linhas de baixo. "Nightwind" na verdade representa muito bem o que esse disco é. Camadas de guitarras elétricas e sintetizadores são construídas até o momento em que resta apenas um piano e flauta, que acabam servindo como uma muito boa introdução à seção lírica. Os vocais infelizmente são sem vida e contrastam bastante com a segunda parte da música que é bem vibrante, pesada e de um trabalho de flauta que nos faz lembrar ao Jethro Tull. Apesar de uma seção instrumental final um tanto repetitiva, soa bem escrita e não compromete. 

"Northern Lights" começa com sintetizadores sombrios e uma linha bastante melancólica tocada na flauta que deixa um ar bastante sinistro e também enérgico nessa introdução. Faz lembrar as ideias musicais encontradas no disco Spectral Mornings de Steve Hackett e lançado um ano antes. A música então entra em um momento mais pesado e fica novamente mais lenta até que enfim os vocais entram pela primeira vez. Sinceramente tenho que admitir várias vezes que esses vocais não são bons. De qualquer forma trata-se de uma música interessante. 

A terceira faixa do disco é "Boundless", uma música curta e simples. Aqui é onde o sotaque de Setrak Bakirel se destaca. Possui uma simples progressão de acordes, a seção instrumental da parte final se baseia em sintetizadores repetitivos e que se harmonizam entre si. Uma música sem nada demais. 

Assim como ocorreu na faixa de abertura do disco, em “Dedicace” o baixo também se destaca, mas é a flauta que se mantem no centro das atenções. Possui também um trabalho pesado de sintetizadores. Tem uma mudança súbita para linhas de guitarra antes dos vocais que me fazem lembrar algo da Electric Light Orchestra. 

“Lost in a Dream Yell” começa de maneira atmosférica muito semelhante ao Yes, mais precisamente ao início da faixa “South Side of the Sky”. É uma música bem mais minimalista do que as faixas anteriores, contando com uma guitarra elétrica bastante limpa e bons trabalhos de sintetizadores. A flauta é bastante suave e toma conta da música em meio a um ritmo de marcha, fazendo com que a música ganhe eventualmente mais corpo. Considero este o ponto mais alto do disco. 

"Dreadful Memories" é a faixa que fecha o álbum e é completamente instrumental, sendo o momento mais pesado do disco. Baseada em uma guitarra elétrica e um baixo que compartilham o mesmo riff. O trabalho de órgão também começa a ganhar destaque, mas de forma repetitiva. Uma música que a princípio parece ter uma ideia muito boa, mas se perde em suas repetições e falta de variedade. 

Perguntava-me do porque eu ter escutado esse disco anos atrás e depois tê-lo deixado engavetado, mas o ouvindo novamente vejo que a resposta é simples, apesar de um bom disco, não possui tantos atrativos para que haja vários replays. A música apesar de boa, em momento algum é memorável.  Between Flesh And Divine passa na média, mas não chega a ser digno de uma grande nota. 

Um disco que passa na média, mas não chega a ser digno de uma grande nota
3
03/01/2019

Um disco onde a sonoridade é bastante parecida com o Camel clássico e também com os primeiros registros de Steve Hackett, logo, a banda deve agradar o público de ambos, certo? Bom, não é bem assim. Apesar de ter seus bons momentos o disco peca em outros, como por exemplo, no desempenho vocal de Setrak Bakirel que parece um tanto preguiçoso. Seu sotaque às vezes é muito forte fazendo o ouvinte ficar na dúvida se de fato está ouvindo músicas cantadas em inglês. Mas talvez o que mais seja criticável no álbum é o fato dele soar meio repetitivo. Mas como eu disse, também tem bons momentos e vamos passar por eles através do faixa a faixa.  

O disco abre através de "Nightwind" com algumas boas linhas de baixo. "Nightwind" na verdade representa muito bem o que esse disco é. Camadas de guitarras elétricas e sintetizadores são construídas até o momento em que resta apenas um piano e flauta, que acabam servindo como uma muito boa introdução à seção lírica. Os vocais infelizmente são sem vida e contrastam bastante com a segunda parte da música que é bem vibrante, pesada e de um trabalho de flauta que nos faz lembrar ao Jethro Tull. Apesar de uma seção instrumental final um tanto repetitiva, soa bem escrita e não compromete. 

"Northern Lights" começa com sintetizadores sombrios e uma linha bastante melancólica tocada na flauta que deixa um ar bastante sinistro e também enérgico nessa introdução. Faz lembrar as ideias musicais encontradas no disco Spectral Mornings de Steve Hackett e lançado um ano antes. A música então entra em um momento mais pesado e fica novamente mais lenta até que enfim os vocais entram pela primeira vez. Sinceramente tenho que admitir várias vezes que esses vocais não são bons. De qualquer forma trata-se de uma música interessante. 

A terceira faixa do disco é "Boundless", uma música curta e simples. Aqui é onde o sotaque de Setrak Bakirel se destaca. Possui uma simples progressão de acordes, a seção instrumental da parte final se baseia em sintetizadores repetitivos e que se harmonizam entre si. Uma música sem nada demais. 

Assim como ocorreu na faixa de abertura do disco, em “Dedicace” o baixo também se destaca, mas é a flauta que se mantem no centro das atenções. Possui também um trabalho pesado de sintetizadores. Tem uma mudança súbita para linhas de guitarra antes dos vocais que me fazem lembrar algo da Electric Light Orchestra. 

“Lost in a Dream Yell” começa de maneira atmosférica muito semelhante ao Yes, mais precisamente ao início da faixa “South Side of the Sky”. É uma música bem mais minimalista do que as faixas anteriores, contando com uma guitarra elétrica bastante limpa e bons trabalhos de sintetizadores. A flauta é bastante suave e toma conta da música em meio a um ritmo de marcha, fazendo com que a música ganhe eventualmente mais corpo. Considero este o ponto mais alto do disco. 

"Dreadful Memories" é a faixa que fecha o álbum e é completamente instrumental, sendo o momento mais pesado do disco. Baseada em uma guitarra elétrica e um baixo que compartilham o mesmo riff. O trabalho de órgão também começa a ganhar destaque, mas de forma repetitiva. Uma música que a princípio parece ter uma ideia muito boa, mas se perde em suas repetições e falta de variedade. 

Perguntava-me do porque eu ter escutado esse disco anos atrás e depois tê-lo deixado engavetado, mas o ouvindo novamente vejo que a resposta é simples, apesar de um bom disco, não possui tantos atrativos para que haja vários replays. A música apesar de boa, em momento algum é memorável.  Between Flesh And Divine passa na média, mas não chega a ser digno de uma grande nota. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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