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Resenha: The Doors - Other Voices (1971)

Por: Leonardo Saoud

Acessos: 115

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Album Cover
Tudo, menos The Doors.
3.5
03/01/2019

Se você estivesse em uma banda em seu auge, no início dos anos 70, e o vocalista (icônico e considerado por muitos a alma da banda) morresse, o que você faria? Arriscaria algum outro vocalista? Encerraria as atividades da banda? Montaria uma banda nova?
Diferente do que muitas pessoas fariam, os Doors arriscaram e decidiram dar continuidade a um álbum com os membros que restaram, alternando os vocais entre si. O resultado? Um tanto quanto peculiar. 

Um pouco antes da morte de Jim Morrison, os integrantes haviam começado a trabalhar em novo material, enquanto o vocalista estava em Paris, não tendo acompanhado o início dos trabalhos.
Jim Morrison, além de vocalista, era um poeta. Foi uma lenda das maiores lendas do rock, vindo a falecer em 3 de julho de 1971. O cara escrevia todas as letras do grupo e era um grande frontman, tinha uma voz como ninguém. Após sua morte os membros restantes ficaram desolados, e sem saber o que fazer decidiram continuar The Doors mesmo sem a alma do grupo. Esqueçam tudo que ouviram até hoje dos Doors e preparem-se para ouvir uma banda completamente nova.

"In the Eye of the Sun" começa, e o teclado entra muito bem apesar do Krieger soar na guitarra como se ela estivesse meio presa, apenas no solo ela se soltou com uns efeitos wah wah muito bons. Quem faz o vocal aqui é o Manzarek, não é a mesma coisa do Morrison, mas até que soa bem.
"Variety Is the Spice of Life" é um blues, quem faz o vocal aqui é o Krieger, bem animado, o teclado do Ray tá muito bom, lembra aqueles blues texanos, a guitarra do robbie vem colaborando muito bem também, o refrão é contagiante, o vocal do Krieger nesse ponto do album parece ser bem melhor do que o Manzarek fez na primeira faixa, porém ainda assim bem distinto do Jim Morrison.
"Ships w/ Sails", a terceira faixa começa meio progressiva, a guitarra lembra muito o que bla bla faz no Yes, Manzarek cuida dos vocais aqui, é uma faixa bem longa, mais de sete minutos, a vibe dela é tranquila, poderia fazer parte de um filme no estilo Forrest Gump (que tem várias músicas do Doors na trilha sonora), chega um ponto da música que entra uns tambores, tocados por Francisco Aguabella, dá uma cara diferente na música, tendo em vista que ele é afro cubano, deixa a música com uma pintada de música cubana, o solo do Krieger no final é muito bom.
Assim que começa "Tightrope Ride"  já tenho a impressão de que vai ser uma das melhores músicas do álbum, aqui os vocais do Manzarek estão muito bons, ela é bem um rock clássico, a guitarra e o teclado estão com ótima harmonia, o baixo do Jack Conrad vem muito bem encaixado, tem um ótimo destaque, no final tem o melhor solo de guitarra de todo o álbum, nunca tinha visto o Krieger fazer algo do tipo (tá nem parecendo que ele toca guitarra dedilhando).
Como quinta faixa, "Down on the Farm" vem bem com uma vibe mais triste, Krieger faz um vocal bem diferente do que fez na "Variety Is the Spice of Life" , o Krieger também faz um excelente solo de gaita nela, no meio da faixa a música muda totalmente de tom, numa pegada bem progressiva.
A sexta faixa vem com um teclado e a guitarra bem rockabilly no começo, Krieger faz os vocais, as vezes dobrando junto com o Manzarek, o teclado soa como um piano jazzístico em algumas passagens, o refrão é bem contagiante.
"Wandering Musician" ("Músico Vagabundo", em português) é a segunda faixa mais comprida do álbum, ela é uma música com um ritmo meio pra baixo, porém a letra vem bem pesada: "Please don't tell me what to do/ 'Cause even if I wanted to/I couldn't throw my life away/By listenening to what you say" ("Por favor não me diga o que fazer/Porque mesmo se eu quisesse/Eu não poderia atirar minha vida a fora/Por ouvir o que você fala",  até que a faixa se estende bastante, Manzarek volta aos vocais, apesar da letra boa, o vocal não tem muito destaque.
Os tambores cubanos fazem uma ótima abertura do que será a última faixa, "Hang On to Your Life", a guitarra aqui tá bem parecida com os primeiros trabalhos do Doors, é uma música não muito animada, mas interessante de se ouvir, soa bem progressiva com várias mudanças repentinas no ritmo dela, dando a impressão de que está se passando diversas músicas dentro de uma única, sendo a última parte bem mais agitada o que encerra o álbum muito bem. 
Após o album se encerrar você tem a impressão de que ouviu qualquer coisa, menos The Doors. Não é um album ruim, mas é impossível comparar com as obras anteriores.
Destaque pras faixas:
"Variety Is the Spice of Life"
"Tightrope Ride" (de longe, a melhor faixa)
"Down on the Farm"

Tracklist:
"In the Eye of the Sun" – 4:48
"Variety Is the Spice of Life" – 2:50
"Ships With Sails" – 7:38
"Tightrope Ride" – 4:15
"Down on the Farm" – 4:15
"I'm Horny, I'm Stoned" – 3:55
"Wandering Musician" – 6:25
"Hang on to Your Life" – 5:36

Duração: 39min

Tudo, menos The Doors.
3.5
03/01/2019

Se você estivesse em uma banda em seu auge, no início dos anos 70, e o vocalista (icônico e considerado por muitos a alma da banda) morresse, o que você faria? Arriscaria algum outro vocalista? Encerraria as atividades da banda? Montaria uma banda nova?
Diferente do que muitas pessoas fariam, os Doors arriscaram e decidiram dar continuidade a um álbum com os membros que restaram, alternando os vocais entre si. O resultado? Um tanto quanto peculiar. 

Um pouco antes da morte de Jim Morrison, os integrantes haviam começado a trabalhar em novo material, enquanto o vocalista estava em Paris, não tendo acompanhado o início dos trabalhos.
Jim Morrison, além de vocalista, era um poeta. Foi uma lenda das maiores lendas do rock, vindo a falecer em 3 de julho de 1971. O cara escrevia todas as letras do grupo e era um grande frontman, tinha uma voz como ninguém. Após sua morte os membros restantes ficaram desolados, e sem saber o que fazer decidiram continuar The Doors mesmo sem a alma do grupo. Esqueçam tudo que ouviram até hoje dos Doors e preparem-se para ouvir uma banda completamente nova.

"In the Eye of the Sun" começa, e o teclado entra muito bem apesar do Krieger soar na guitarra como se ela estivesse meio presa, apenas no solo ela se soltou com uns efeitos wah wah muito bons. Quem faz o vocal aqui é o Manzarek, não é a mesma coisa do Morrison, mas até que soa bem.
"Variety Is the Spice of Life" é um blues, quem faz o vocal aqui é o Krieger, bem animado, o teclado do Ray tá muito bom, lembra aqueles blues texanos, a guitarra do robbie vem colaborando muito bem também, o refrão é contagiante, o vocal do Krieger nesse ponto do album parece ser bem melhor do que o Manzarek fez na primeira faixa, porém ainda assim bem distinto do Jim Morrison.
"Ships w/ Sails", a terceira faixa começa meio progressiva, a guitarra lembra muito o que bla bla faz no Yes, Manzarek cuida dos vocais aqui, é uma faixa bem longa, mais de sete minutos, a vibe dela é tranquila, poderia fazer parte de um filme no estilo Forrest Gump (que tem várias músicas do Doors na trilha sonora), chega um ponto da música que entra uns tambores, tocados por Francisco Aguabella, dá uma cara diferente na música, tendo em vista que ele é afro cubano, deixa a música com uma pintada de música cubana, o solo do Krieger no final é muito bom.
Assim que começa "Tightrope Ride"  já tenho a impressão de que vai ser uma das melhores músicas do álbum, aqui os vocais do Manzarek estão muito bons, ela é bem um rock clássico, a guitarra e o teclado estão com ótima harmonia, o baixo do Jack Conrad vem muito bem encaixado, tem um ótimo destaque, no final tem o melhor solo de guitarra de todo o álbum, nunca tinha visto o Krieger fazer algo do tipo (tá nem parecendo que ele toca guitarra dedilhando).
Como quinta faixa, "Down on the Farm" vem bem com uma vibe mais triste, Krieger faz um vocal bem diferente do que fez na "Variety Is the Spice of Life" , o Krieger também faz um excelente solo de gaita nela, no meio da faixa a música muda totalmente de tom, numa pegada bem progressiva.
A sexta faixa vem com um teclado e a guitarra bem rockabilly no começo, Krieger faz os vocais, as vezes dobrando junto com o Manzarek, o teclado soa como um piano jazzístico em algumas passagens, o refrão é bem contagiante.
"Wandering Musician" ("Músico Vagabundo", em português) é a segunda faixa mais comprida do álbum, ela é uma música com um ritmo meio pra baixo, porém a letra vem bem pesada: "Please don't tell me what to do/ 'Cause even if I wanted to/I couldn't throw my life away/By listenening to what you say" ("Por favor não me diga o que fazer/Porque mesmo se eu quisesse/Eu não poderia atirar minha vida a fora/Por ouvir o que você fala",  até que a faixa se estende bastante, Manzarek volta aos vocais, apesar da letra boa, o vocal não tem muito destaque.
Os tambores cubanos fazem uma ótima abertura do que será a última faixa, "Hang On to Your Life", a guitarra aqui tá bem parecida com os primeiros trabalhos do Doors, é uma música não muito animada, mas interessante de se ouvir, soa bem progressiva com várias mudanças repentinas no ritmo dela, dando a impressão de que está se passando diversas músicas dentro de uma única, sendo a última parte bem mais agitada o que encerra o álbum muito bem. 
Após o album se encerrar você tem a impressão de que ouviu qualquer coisa, menos The Doors. Não é um album ruim, mas é impossível comparar com as obras anteriores.
Destaque pras faixas:
"Variety Is the Spice of Life"
"Tightrope Ride" (de longe, a melhor faixa)
"Down on the Farm"

Tracklist:
"In the Eye of the Sun" – 4:48
"Variety Is the Spice of Life" – 2:50
"Ships With Sails" – 7:38
"Tightrope Ride" – 4:15
"Down on the Farm" – 4:15
"I'm Horny, I'm Stoned" – 3:55
"Wandering Musician" – 6:25
"Hang on to Your Life" – 5:36

Duração: 39min

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