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Resenha: The Beatles - Beatles For Sale (1964)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Transformando o sucesso em desenvolvimento
4
30/12/2018

Após o lançamento do clássico “A Hard Days Night” e com a estrondosa turnê americana, foi consolidado em definitivo o início da beatlemania. Os Beatles tinham alcançado um sucesso inimaginável e impressionante. Lançando singles e mais singles de sucesso, nenhum deles falhava. O momento era perfeito.
Com a demanda por um novo álbum por parte da gravadora e com o grupo direcionado para a produção de hits em singles, o quarteto não contava com músicas suficientes para um disco completo. Assim, como nos primeiros álbuns, “Beatles For Sale” foi lançado com composições autorais, acompanhadas de alguns covers. Mais uma vez, o nível foi mantido.

“Beatles For Sale” traz o grupo explorando áreas diferentes dentro do rock, o que demonstra evolução na parte autoral. Há muito conteúdo autobiográfico e sentimental, fugindo um pouco do iê-iê-iê trazido em trabalhos anteriores. As duas faixas de abertura, “No Reply” - com backing vocal fantástico de Paul – e “I’m A Loser”, mostram bem este caminho, ambas composições de John Lennon. “Baby’s In Black” foi composta pela dupla Lennon/McCartney. É melódica e com vocais dobrados, seguindo o caminho da belíssima “This Boy”, lançada em single. Além delas, o hit “Eight Days a Week” é o que mais se aproxima da fase anterior, com êxito total.
Paul se destaca com a maravilhosa balada “I'll Follow the Sun”, composta ainda nos anos 50. Lindíssima. Além delas, “Every Little Thing”, a bela melodia de “I Don't Want to Spoil the Party” e “What You're Doing” também são muito boas, apesar de não possuírem o mesmo destaque dos hits.
Para este álbum, os covers ajudaram bastante e os destaques são as grandes exibições de Lennon com a ótima “Rock and Roll Music” - de  Chuck Berry - e com a balada “Mr. Moonlight”. Além disso, Paul detona no medley “Kansas City/Hey, Hey, Hey, Hey”; Ringo emplacou uma excelente versão de “Honey Don't”, executada por ele ao vivo até nos dias de hoje; e George manda muito bem em “Everybody's Trying to Be My Baby”, do lendário Carl Perkins. Por último, a balada “Words of Love” soa meio brega, mas eu gosto do resultado.

“Beatles For Sale” foi feito bem rapidamente para atender à grande demanda por novas músicas dos Beatles. Fez bem o seu papel e trouxe boas variações na sonoridade do grupo. Além disso, deu o respiro necessário para que pudessem se preparar para lançar um novo clássico. “Help” estava para aterrissar.

Transformando o sucesso em desenvolvimento
4
30/12/2018

Após o lançamento do clássico “A Hard Days Night” e com a estrondosa turnê americana, foi consolidado em definitivo o início da beatlemania. Os Beatles tinham alcançado um sucesso inimaginável e impressionante. Lançando singles e mais singles de sucesso, nenhum deles falhava. O momento era perfeito.
Com a demanda por um novo álbum por parte da gravadora e com o grupo direcionado para a produção de hits em singles, o quarteto não contava com músicas suficientes para um disco completo. Assim, como nos primeiros álbuns, “Beatles For Sale” foi lançado com composições autorais, acompanhadas de alguns covers. Mais uma vez, o nível foi mantido.

“Beatles For Sale” traz o grupo explorando áreas diferentes dentro do rock, o que demonstra evolução na parte autoral. Há muito conteúdo autobiográfico e sentimental, fugindo um pouco do iê-iê-iê trazido em trabalhos anteriores. As duas faixas de abertura, “No Reply” - com backing vocal fantástico de Paul – e “I’m A Loser”, mostram bem este caminho, ambas composições de John Lennon. “Baby’s In Black” foi composta pela dupla Lennon/McCartney. É melódica e com vocais dobrados, seguindo o caminho da belíssima “This Boy”, lançada em single. Além delas, o hit “Eight Days a Week” é o que mais se aproxima da fase anterior, com êxito total.
Paul se destaca com a maravilhosa balada “I'll Follow the Sun”, composta ainda nos anos 50. Lindíssima. Além delas, “Every Little Thing”, a bela melodia de “I Don't Want to Spoil the Party” e “What You're Doing” também são muito boas, apesar de não possuírem o mesmo destaque dos hits.
Para este álbum, os covers ajudaram bastante e os destaques são as grandes exibições de Lennon com a ótima “Rock and Roll Music” - de  Chuck Berry - e com a balada “Mr. Moonlight”. Além disso, Paul detona no medley “Kansas City/Hey, Hey, Hey, Hey”; Ringo emplacou uma excelente versão de “Honey Don't”, executada por ele ao vivo até nos dias de hoje; e George manda muito bem em “Everybody's Trying to Be My Baby”, do lendário Carl Perkins. Por último, a balada “Words of Love” soa meio brega, mas eu gosto do resultado.

“Beatles For Sale” foi feito bem rapidamente para atender à grande demanda por novas músicas dos Beatles. Fez bem o seu papel e trouxe boas variações na sonoridade do grupo. Além disso, deu o respiro necessário para que pudessem se preparar para lançar um novo clássico. “Help” estava para aterrissar.

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