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Resenha: Scorpions - Eye II Eye (1999)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 108

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Chutando o balde e quebrando o pé!
1.5
17/12/2018

A maioria das bandas com extensa discografia, tiveram um percalço no meio do caminho, seja com discos de conteúdo desigual ou de qualidade duvidosa.
Os exemplos são muitos, e entre os "diferentões", podemos citar : The Elder (Kiss), Seventh Star (Black Sabbath) Drama (Yes) e ... And Then There Were Three (Genesis). Já no quesito pisada na bola, nem convém citar nomes, afinal, ninguém é perfeito não é ?. 
O interessante é que Eye II Eye consegue unir os dois pontos comentados acima. O próprio Matthias Jabs reconhece a falha de seguir uma nova tendência, e escapar do trivial. 
Se no passado, a transição de Taken by Force (1977) ao encontro do sucesso comercial com Lovedrive, foi um tiro certeiro, com Eye II Eye, a massa não deu "liga".
Dependendo do ponto de vista, nem é tão ruim assim. Se o ouvinte mais descolado for adepto de Nine Inch Nails, Ministry, Rammstein, Prodigy e Filter, o convite pode ser interessante. Aos que acompanham o Scorpions desde os anos 70, o disco foi quase uma traição !.

A abertura com "Mysterious", deixa provado que o grupo estava perdidinho da silva, com batidas eletrônicas, e uma mixagem um tanto confusa. Antigamente a voz de Klaus Mine era um ponto em evidencia, aqui ela se perde em meio aos "aparatos instrumentais". 
Pior foi "Be No 1", que mais parece uma banda boy band tentando soar pesada. 
Se na parte mais roqueira o molde de rock industrial ficou ridículo com o Scorpions, nas baladas "Obsession" e "Light Years Away" o tom de picaretagem atingiu o nirvana.
O clima meio oriental de "Light Years Away", anima um pouco, mesmo que seja uma versão "Kashmir" anêmica, ainda vale a pena ser ouvida.
Pra não dizer que sou chato, destaco a faixa "Priscilla", que se não é um primor, pelo menos se aproxima do som mais orgânico, sem tantas firulas tecnológicas.

Eye II Eye foi um erro, porem, com boa vontade, dá para filtrar alguns momentos legais. A questão é esquecer o passado e apagar da mente o logotipo "Scorpions", essa é única chance de não se decepcionar, do contrário, passe longe !!.

Chutando o balde e quebrando o pé!
1.5
17/12/2018

A maioria das bandas com extensa discografia, tiveram um percalço no meio do caminho, seja com discos de conteúdo desigual ou de qualidade duvidosa.
Os exemplos são muitos, e entre os "diferentões", podemos citar : The Elder (Kiss), Seventh Star (Black Sabbath) Drama (Yes) e ... And Then There Were Three (Genesis). Já no quesito pisada na bola, nem convém citar nomes, afinal, ninguém é perfeito não é ?. 
O interessante é que Eye II Eye consegue unir os dois pontos comentados acima. O próprio Matthias Jabs reconhece a falha de seguir uma nova tendência, e escapar do trivial. 
Se no passado, a transição de Taken by Force (1977) ao encontro do sucesso comercial com Lovedrive, foi um tiro certeiro, com Eye II Eye, a massa não deu "liga".
Dependendo do ponto de vista, nem é tão ruim assim. Se o ouvinte mais descolado for adepto de Nine Inch Nails, Ministry, Rammstein, Prodigy e Filter, o convite pode ser interessante. Aos que acompanham o Scorpions desde os anos 70, o disco foi quase uma traição !.

A abertura com "Mysterious", deixa provado que o grupo estava perdidinho da silva, com batidas eletrônicas, e uma mixagem um tanto confusa. Antigamente a voz de Klaus Mine era um ponto em evidencia, aqui ela se perde em meio aos "aparatos instrumentais". 
Pior foi "Be No 1", que mais parece uma banda boy band tentando soar pesada. 
Se na parte mais roqueira o molde de rock industrial ficou ridículo com o Scorpions, nas baladas "Obsession" e "Light Years Away" o tom de picaretagem atingiu o nirvana.
O clima meio oriental de "Light Years Away", anima um pouco, mesmo que seja uma versão "Kashmir" anêmica, ainda vale a pena ser ouvida.
Pra não dizer que sou chato, destaco a faixa "Priscilla", que se não é um primor, pelo menos se aproxima do som mais orgânico, sem tantas firulas tecnológicas.

Eye II Eye foi um erro, porem, com boa vontade, dá para filtrar alguns momentos legais. A questão é esquecer o passado e apagar da mente o logotipo "Scorpions", essa é única chance de não se decepcionar, do contrário, passe longe !!.

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