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Resenha: Mercyful Fate - Time (1994)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
Uma obra grandiosa
5
14/12/2018

Quando a tour de "The Eye" finalizou, para surpresa de todos o mestre King Diamond anunciou a volta do Mercyful Fate. Os fãs antigos receberam esse retorno com muita ansiedade, no entanto esses mesmos fãs acabaram de certa forma um pouco desiludidos, quando o membro co-fundador e baterista Kim Ruzz, ficou de fora das novas gravações. As novas produções seriam um ponto de discussão, pois deixariam o som não tão agressivo como no passado da banda, mas por outro lado essa mesma linha de produção faria com que a apuração musical fosse bem maior.

O disco "Time" nasceria 1994 e seria em verdade uma segunda volta do grupo, mas o disco acaba sendo diferenciado dos primeiros trabalhos e dessa vertente, seria ainda mais empolgante de certa forma. King Diamond trouxe sua veia de compositor e trabalhou em todas a canções, junto ao parceiro musical Hank Shermann, guitarrista. 

As melodias ficaram mais seguras em "Time" e assim os riffs embalados com arranjos muito promissores, determinam o andamento do disco como um todo.

A Metal Blade Records lançou o petardo e no decorrer de 47 minutos, o que encontramos simplesmente um álbum muito bem realizado e com faixas muito fortes, que culminam em obras de um diferencial absolutamente acima da qualidade. Tudo funciona muito bem no disco e em todo seu segmento, podemos notar as estruturas musicais elaboradas em conjuntos perfeitos entre os solos, melodias, arranjos, vocalizações e na cozinha musical formada por Sharlee D' Angelo (Arch Enemy) baixista e Snowy Shaw baterista, combinando perfeitamente com as linhas elaboradas de faixas que se completam de forma brilhante, dando um resultado muito convidativo para audição do mesmo. Em momento algum em "Time" você encontra altos e baixos e sim uma obra-prima cercada de boas estruturas e de bom gosto.

As canções tem suas particularidades, suas letras e enfim sempre mantendo uma boa linha com a musicalidade imposta no disco. "Nightmare Be Thy Name" abre o long play com melodias e vocalizações sublimes, "Angel of Light" continua a demanda de riffs perfeitos aliados com melodias poderosas, em "Witches Dance", faixa que foi lançada na MTV como videoclipe, ela nos brinda com coros de vozes fabulosos e uma sutileza na melodia fora de comum. "The Mad Arab" traz um tema voltado ao livro do Necronomicon e a parceria dos guitarrista Hank Shermann e Michael Denner, faz dessa uma das melhores do disco. "My Demon" nos mostra o EU interior de King Diamond e em "Time" faixa que intitula o disco o grupo nos brinda com a essência do tempo em reflexões muito curiosas. Enfim, o trabalho segue em uma linha totalmente musical, uma viagem ambiciosa e gostosa de ouvir e "The Preacher" assinada por Shermann/Diamond nos remete a isso de forma sensacional. De mesma forma, "Lady in Black" e "Mirror" comprovam esse veia musical aflorada e inspirada. Em um clima mais assustador e sufocante vem "Afterlife" e ao final do disco, que se fecha com maestria a banda exibi uma guerra entre anjos e demônios e que tem como ponto principal a Espanha, essa intitulada de "Castillo del Mortes" que outra vez nos remete em uma composição fora de comum. 

Por tudo, "Time" pode e deve ser considerado um dos melhores trabalhos da banda. Em se tratando de arte, o disco se faz notadamente imponente e não fica devendo nada para com os trabalhos iniciais da banda. Esse seria um disco para ser ouvido por inteiro, notando os trabalhos dos guitarristas, as linhas vocais envolventes, letras e enfim dissecando cada faixa. 

Uma obra grandiosa
5
14/12/2018

Quando a tour de "The Eye" finalizou, para surpresa de todos o mestre King Diamond anunciou a volta do Mercyful Fate. Os fãs antigos receberam esse retorno com muita ansiedade, no entanto esses mesmos fãs acabaram de certa forma um pouco desiludidos, quando o membro co-fundador e baterista Kim Ruzz, ficou de fora das novas gravações. As novas produções seriam um ponto de discussão, pois deixariam o som não tão agressivo como no passado da banda, mas por outro lado essa mesma linha de produção faria com que a apuração musical fosse bem maior.

O disco "Time" nasceria 1994 e seria em verdade uma segunda volta do grupo, mas o disco acaba sendo diferenciado dos primeiros trabalhos e dessa vertente, seria ainda mais empolgante de certa forma. King Diamond trouxe sua veia de compositor e trabalhou em todas a canções, junto ao parceiro musical Hank Shermann, guitarrista. 

As melodias ficaram mais seguras em "Time" e assim os riffs embalados com arranjos muito promissores, determinam o andamento do disco como um todo.

A Metal Blade Records lançou o petardo e no decorrer de 47 minutos, o que encontramos simplesmente um álbum muito bem realizado e com faixas muito fortes, que culminam em obras de um diferencial absolutamente acima da qualidade. Tudo funciona muito bem no disco e em todo seu segmento, podemos notar as estruturas musicais elaboradas em conjuntos perfeitos entre os solos, melodias, arranjos, vocalizações e na cozinha musical formada por Sharlee D' Angelo (Arch Enemy) baixista e Snowy Shaw baterista, combinando perfeitamente com as linhas elaboradas de faixas que se completam de forma brilhante, dando um resultado muito convidativo para audição do mesmo. Em momento algum em "Time" você encontra altos e baixos e sim uma obra-prima cercada de boas estruturas e de bom gosto.

As canções tem suas particularidades, suas letras e enfim sempre mantendo uma boa linha com a musicalidade imposta no disco. "Nightmare Be Thy Name" abre o long play com melodias e vocalizações sublimes, "Angel of Light" continua a demanda de riffs perfeitos aliados com melodias poderosas, em "Witches Dance", faixa que foi lançada na MTV como videoclipe, ela nos brinda com coros de vozes fabulosos e uma sutileza na melodia fora de comum. "The Mad Arab" traz um tema voltado ao livro do Necronomicon e a parceria dos guitarrista Hank Shermann e Michael Denner, faz dessa uma das melhores do disco. "My Demon" nos mostra o EU interior de King Diamond e em "Time" faixa que intitula o disco o grupo nos brinda com a essência do tempo em reflexões muito curiosas. Enfim, o trabalho segue em uma linha totalmente musical, uma viagem ambiciosa e gostosa de ouvir e "The Preacher" assinada por Shermann/Diamond nos remete a isso de forma sensacional. De mesma forma, "Lady in Black" e "Mirror" comprovam esse veia musical aflorada e inspirada. Em um clima mais assustador e sufocante vem "Afterlife" e ao final do disco, que se fecha com maestria a banda exibi uma guerra entre anjos e demônios e que tem como ponto principal a Espanha, essa intitulada de "Castillo del Mortes" que outra vez nos remete em uma composição fora de comum. 

Por tudo, "Time" pode e deve ser considerado um dos melhores trabalhos da banda. Em se tratando de arte, o disco se faz notadamente imponente e não fica devendo nada para com os trabalhos iniciais da banda. Esse seria um disco para ser ouvido por inteiro, notando os trabalhos dos guitarristas, as linhas vocais envolventes, letras e enfim dissecando cada faixa. 

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