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Resenha: Scorpions - Blackout (1982)

Por: Fábio Arthur

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Sucesso comercial
5
11/12/2018

Desde 1978 quando gravaram o disco ao vivo "Tokyo Tapes", os Scorpions trouxeram a curiosidade de muitos e foram galgando aos poucos o sucesso. Em 79 com o maravilhoso "Lovedrive" eles foram recebidos com fervor pelos americanos e assim se mantiveram firmes nas tours e em vendagens dos discos. Quando no começo dos anos oitenta o vocalista Klaus Meine teve que se ausentar da banda por problemas relacionados nas cordas vocais, parecia que o sonho de ir em frente estaria acabado; mas a coisa toda mudou e para melhor.

"Blackout" nasceu em meio ao turbilhão de um sucesso promissor, agenda corrida e os problemas com a voz de Klaus. As canções foram sendo ajeitadas, as fitas demos elaboradas e Don Dokken (banda Dokken), acabou sendo uma alternativa para aquele momento; mesmo contra a vontade do guitarrista Rudolf Schenker. 

No disco, ficaram apenas alguns backing vocals bem leves de Dokken, pois logo em seguida em uma operação muito bem sucedida, Klaus estava de volta e no ano de 82 o disco chegava nas prateleiras do mercado mundial. 

Houve uma recepção muito explosiva com "Blackout", fãs e os jornalistas especializados adoraram o LP. Sendo esse o oitavo disco do grupo alemão, eles seguiram de vez o caminho da fama, que seria ainda maior no disco posterior.

Dieter Derks novamente produziu com maestria o trabalho da banda e trouxe uma roupagem muito incisiva e contagiante. O grupo vinha trabalhando entre a linha mais Hard Rock e melodiosa, esse fator seria notadamente de suma imponência para chegarem ao auge. Na verdade essa mudança desde o final dos anos setenta traria algo mais preciso e firme tanto nas composições como na carreira em si. A voz de Klaus aliada nas criações de Rudolf seriam um ponto das definições e combinações perfeitas.

Na concepção de arte, estampado com garfos instalados e cabeça enfaixada em tons de urros e sofrimentos, encontramos o artista-plástico e austríaco, Gottfried Helnwein, cuja semelhança com o guitarrista Rudolf Schenker pode ser denotada logo de cara. Schenker viu em uma revista a foto de Gottfried - que se faz na verdade um auto-retrato -, e resolveu que seria a mesma a arte de "Blackout". E realmente a ideia combinou com o disco com o som embalado do trabalho como um todo. A pintura no original foi feita a óleo o que trouxe um tom mais interessante para a arte.

Falar desse disco e suas faixas seria algo meio que desnecessário, pois o long play soa muito maravilhoso no seu todo, ele se sobressai de forma fabulosa. No entanto apenas citando algumas canções, seriam elas, "Blackout" que surge rasgada em riffs alucinados com um final estrondoso e fulminante, "Cant Live Without You", "No One Like You" que foi a primeira em ser gravada por Klaus e que traz uma melodia explosiva, "You Give me All I Need" que segue em mesma linha e "Dynamite" a pedrada fenomenal. Uma curiosidade foi que quando a banda estava contratada para tocar no Brasil em 85 no Rock in Rio, o disco com as faixas representando as bandas do festival trouxeram uma canção dos Scorpions e a canção escolhida foi de "Now!" que segue em uma pauleira contagiante em "Blackout".

De fato a banda trouxe algo muito imponente para sua carreira com esse petardo maravilhoso, bem musical e acima de tudo moldou de vez o som que iriam realizar em adiante. 

Mathias Jabs na guitarra mostrou um qualidade fenomenal em seus arranjos e solos e Herman Rarebel com sua bateria marcada, fez de sua simplicidade uma cozinha alinhada juntamente com Francis Buchholz no baixo.

"Blackout" marca a banda com um disco de obrigação para fãs e colecionadores. Arte pura e sem fronteiras com certeza. 

Sucesso comercial
5
11/12/2018

Desde 1978 quando gravaram o disco ao vivo "Tokyo Tapes", os Scorpions trouxeram a curiosidade de muitos e foram galgando aos poucos o sucesso. Em 79 com o maravilhoso "Lovedrive" eles foram recebidos com fervor pelos americanos e assim se mantiveram firmes nas tours e em vendagens dos discos. Quando no começo dos anos oitenta o vocalista Klaus Meine teve que se ausentar da banda por problemas relacionados nas cordas vocais, parecia que o sonho de ir em frente estaria acabado; mas a coisa toda mudou e para melhor.

"Blackout" nasceu em meio ao turbilhão de um sucesso promissor, agenda corrida e os problemas com a voz de Klaus. As canções foram sendo ajeitadas, as fitas demos elaboradas e Don Dokken (banda Dokken), acabou sendo uma alternativa para aquele momento; mesmo contra a vontade do guitarrista Rudolf Schenker. 

No disco, ficaram apenas alguns backing vocals bem leves de Dokken, pois logo em seguida em uma operação muito bem sucedida, Klaus estava de volta e no ano de 82 o disco chegava nas prateleiras do mercado mundial. 

Houve uma recepção muito explosiva com "Blackout", fãs e os jornalistas especializados adoraram o LP. Sendo esse o oitavo disco do grupo alemão, eles seguiram de vez o caminho da fama, que seria ainda maior no disco posterior.

Dieter Derks novamente produziu com maestria o trabalho da banda e trouxe uma roupagem muito incisiva e contagiante. O grupo vinha trabalhando entre a linha mais Hard Rock e melodiosa, esse fator seria notadamente de suma imponência para chegarem ao auge. Na verdade essa mudança desde o final dos anos setenta traria algo mais preciso e firme tanto nas composições como na carreira em si. A voz de Klaus aliada nas criações de Rudolf seriam um ponto das definições e combinações perfeitas.

Na concepção de arte, estampado com garfos instalados e cabeça enfaixada em tons de urros e sofrimentos, encontramos o artista-plástico e austríaco, Gottfried Helnwein, cuja semelhança com o guitarrista Rudolf Schenker pode ser denotada logo de cara. Schenker viu em uma revista a foto de Gottfried - que se faz na verdade um auto-retrato -, e resolveu que seria a mesma a arte de "Blackout". E realmente a ideia combinou com o disco com o som embalado do trabalho como um todo. A pintura no original foi feita a óleo o que trouxe um tom mais interessante para a arte.

Falar desse disco e suas faixas seria algo meio que desnecessário, pois o long play soa muito maravilhoso no seu todo, ele se sobressai de forma fabulosa. No entanto apenas citando algumas canções, seriam elas, "Blackout" que surge rasgada em riffs alucinados com um final estrondoso e fulminante, "Cant Live Without You", "No One Like You" que foi a primeira em ser gravada por Klaus e que traz uma melodia explosiva, "You Give me All I Need" que segue em mesma linha e "Dynamite" a pedrada fenomenal. Uma curiosidade foi que quando a banda estava contratada para tocar no Brasil em 85 no Rock in Rio, o disco com as faixas representando as bandas do festival trouxeram uma canção dos Scorpions e a canção escolhida foi de "Now!" que segue em uma pauleira contagiante em "Blackout".

De fato a banda trouxe algo muito imponente para sua carreira com esse petardo maravilhoso, bem musical e acima de tudo moldou de vez o som que iriam realizar em adiante. 

Mathias Jabs na guitarra mostrou um qualidade fenomenal em seus arranjos e solos e Herman Rarebel com sua bateria marcada, fez de sua simplicidade uma cozinha alinhada juntamente com Francis Buchholz no baixo.

"Blackout" marca a banda com um disco de obrigação para fãs e colecionadores. Arte pura e sem fronteiras com certeza. 

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