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Resenha: Haken - Aquarius (2010)

Por: Tiago Meneses

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Uma mistura inovadora de melodias progressiva com influências ecléticas
5
04/12/2018

Quando ouvi esse disco pela primeira vez, eu lembro ter dito que se tratava de um dos melhores álbuns que já tive o prazer de ouvir na vida, anos depois e o ouvindo de novo, percebo que minhas impressões não era nenhum tipo de exagero e Aquarius segue sendo um dos meus discos de cabeceira, esses caras conseguiram misturar diversas influências, como Dream Theater, Opeth, Porcupine Tree, Pink Floyd, até jazz e música circense e ainda conseguir unir tudo isso ao seu próprio estilo. Aquarius é uma mistura inovadora de melodias progressiva com influências ecléticas de fusion e de metal. É um álbum muito homogêneo em muitas direções com excelente musicalidade e composições intrigantes. Em geral, está no limiar de ser mesterpiece onde todas as composições são bem organizadas e significativas.

“The Point of No Return” é a música de abertura do disco. Tem início com um riff rápido e com uma orquestração. A música possui uma dinâmica espetacular, com momentos de baladas e outros em uma umas seções de metal mais espancadoras. Esse épico eu considero uma das melhores faixas de estreia (ou talvez a melhor) que eu já ouvi em uma banda de metal progressivo (ainda que a banda não seja vista assim por muitos), superando nomes como Dream Theater com Pull Me Under em Images and Words, Riverside com The Same River em Out of Myself ou Pain Of Salvation com Foreword em Entropia, outras bandas de prog metal que adoro e que começaram bem. Só não pra ficar um mal entendido, eu sei que Images and Words é o segundo disco do Dream Theater, mas acho que a banda estreou por duas vezes, por isso o considero como o primeiro também.  

“Streams” é uma música bem mais leve e mais dinâmica que a anterior. Começa através de uma piano bastante leve, com linhas até mesmo pop, com uma instrumentação pop de apoio que se desenvolve natural e depois modula para um tom bem menor, e notório a maneira como a banda consegue mexer com a música. A faixa consegue passar naturalmente de uma exuberância alegre para refrãos deprimentes. A musica então chega em um momento assustador de death metal. Um som de grande variação, mas sempre bastante coerente onde em momento algum o ouvinte tem a sensação de perceber que a banda está se perdendo em suas ideias. 

O momento agora é o da faixa título. Uma música com riffs mais melódicos, melancólicos em um triste trabalho musical. Mais uma música que chega aos 10 minutos de duração, a faixa carrega um padrão que a deixa deliciosamente longa. Musicalmente é espetacular com umas ótimas passagens teclados e alguns efeitos bem legais. Os vocais mostram o lado, digamos que compassivo de Ross Jennings, com sua voz dinâmica ficando muito baixa e emocional em algumas seções. Aquarius também é capaz de fornecer uma energia incrível e grande proeza instrumental. 

“Eternal Rain” quebra a sequência de músicas que passam dos 10 minutos, mas com os seus 6 minutos consegue ser bastante impactante. Uma faixa onde tudo é espetacular, desde os solos de baixo e guitarra, grande trabalhos vocais, rítmicos, dinâmicas e toda uma influência jazz simplesmente fantástica. Essa faixa mostra a banda em um dos seus melhores momentos, principalmente pela sua forte proeza instrumental. Excelentes passagens jazzísticas e melodias funkeadas e trabalhos de teclados moldais. Apesar de ser a menor faixa do álbum, certamente é um dos momentos mais fortes. 

“Drowning in the Flood” foi literalmente o meu primeiro contato coma banda e a minha impressão de que certamente eu me tornaria fã daquele grupo até então meio desconhecido. Fiquei impressionado com aquela mistura de metal, música sinfônica, experimental, linhas mais melódicas e muito mais. Achei interessante eu poder encontrar praticamente de tudo em um único lugar. Os vocais às vezes podem soar um pouco demorados e tenso, mas Jennings consegue expulsar qualquer tensão que estivesse sentindo no grande refrão melódico que a música traz. A seção instrumental é divertida, um verdadeiro espetáculo de grande musicalidade e habilidade musical, indiscutivelmente uma passagem reminiscente do Dream Theater.

Por mais intenso e forte que o álbum tenha sido até aqui, sempre vamos acabar esperando por uma balada que o represente e é exatamente o que acontece com “Sun”. Possui um ritmo muito mais lento e muito mais melódico e melancólico. Um baixo fretlees é executado muito bem junto a uma batida suave e bonitas notas de piano. O vocal é baixo e compassivo. Vale menção também ao bonito e melancólico solo de guitarra sobre uma atmosfera sinfônica. 

O disco chega ao fim através de “Celestial Elixir”, o espetáculo mor de um álbum sem furos. A música utiliza cada um dos pedacinhos de maestria que o álbum tinha a oferecer em uma faixa extremamente concisa. Com alguns trabalhos de teclado realmente criativos e algumas ótimas harmonizações com influências no Dream Theater, a faixa é realmente uma obra-prima como os épicos de metal progressivo devem ser.  A música tem influências de metal, influências sinfônicas, influências de jazz, influências de funk, influências de blues e praticamente tudo que você pode imaginar. A longa introdução instrumental é espetacular, mostrando o incrível talento da banda (mais uma vez). À medida que a seção vocal entra o ouvinte pode ver que ótima estar por vir. Em alguns momentos, parece que um pouco de pop rock foi espalhado, mas isso realmente contribui para a incrível dinâmica da música.  A próxima seção instrumental é interessante, com algumas seções quase carnavalescas, outras seções arrebatadoras meio circense, quebrando para seções de metal incríveis e em outros momentos para seções de rock progressivo. No geral, a faixa é facilmente a melhor do álbum, principalmente por causa de sua duração (e minha afinidade por faixas longas) e também por causa de sua sinopse musical dinâmica e ampla que é espetacular. A faixa termina este álbum fazendo que eu tire facilmente a conclusão de que ele entrou para a história como uma das melhores estreias de metal progressivo de todos os tempos. Ou quem sabe a melhor de todas. 

Ao lançar Aquarius a banda criou uma das melhores primeiras impressões possível. Se você gosta de metal progressivo, rock progressivo ou qualquer outro gênero técnico, mas que ao mesmo tempo soa extremamente musical, esse disco não é menos que essencial. 

Uma mistura inovadora de melodias progressiva com influências ecléticas
5
04/12/2018

Quando ouvi esse disco pela primeira vez, eu lembro ter dito que se tratava de um dos melhores álbuns que já tive o prazer de ouvir na vida, anos depois e o ouvindo de novo, percebo que minhas impressões não era nenhum tipo de exagero e Aquarius segue sendo um dos meus discos de cabeceira, esses caras conseguiram misturar diversas influências, como Dream Theater, Opeth, Porcupine Tree, Pink Floyd, até jazz e música circense e ainda conseguir unir tudo isso ao seu próprio estilo. Aquarius é uma mistura inovadora de melodias progressiva com influências ecléticas de fusion e de metal. É um álbum muito homogêneo em muitas direções com excelente musicalidade e composições intrigantes. Em geral, está no limiar de ser mesterpiece onde todas as composições são bem organizadas e significativas.

“The Point of No Return” é a música de abertura do disco. Tem início com um riff rápido e com uma orquestração. A música possui uma dinâmica espetacular, com momentos de baladas e outros em uma umas seções de metal mais espancadoras. Esse épico eu considero uma das melhores faixas de estreia (ou talvez a melhor) que eu já ouvi em uma banda de metal progressivo (ainda que a banda não seja vista assim por muitos), superando nomes como Dream Theater com Pull Me Under em Images and Words, Riverside com The Same River em Out of Myself ou Pain Of Salvation com Foreword em Entropia, outras bandas de prog metal que adoro e que começaram bem. Só não pra ficar um mal entendido, eu sei que Images and Words é o segundo disco do Dream Theater, mas acho que a banda estreou por duas vezes, por isso o considero como o primeiro também.  

“Streams” é uma música bem mais leve e mais dinâmica que a anterior. Começa através de uma piano bastante leve, com linhas até mesmo pop, com uma instrumentação pop de apoio que se desenvolve natural e depois modula para um tom bem menor, e notório a maneira como a banda consegue mexer com a música. A faixa consegue passar naturalmente de uma exuberância alegre para refrãos deprimentes. A musica então chega em um momento assustador de death metal. Um som de grande variação, mas sempre bastante coerente onde em momento algum o ouvinte tem a sensação de perceber que a banda está se perdendo em suas ideias. 

O momento agora é o da faixa título. Uma música com riffs mais melódicos, melancólicos em um triste trabalho musical. Mais uma música que chega aos 10 minutos de duração, a faixa carrega um padrão que a deixa deliciosamente longa. Musicalmente é espetacular com umas ótimas passagens teclados e alguns efeitos bem legais. Os vocais mostram o lado, digamos que compassivo de Ross Jennings, com sua voz dinâmica ficando muito baixa e emocional em algumas seções. Aquarius também é capaz de fornecer uma energia incrível e grande proeza instrumental. 

“Eternal Rain” quebra a sequência de músicas que passam dos 10 minutos, mas com os seus 6 minutos consegue ser bastante impactante. Uma faixa onde tudo é espetacular, desde os solos de baixo e guitarra, grande trabalhos vocais, rítmicos, dinâmicas e toda uma influência jazz simplesmente fantástica. Essa faixa mostra a banda em um dos seus melhores momentos, principalmente pela sua forte proeza instrumental. Excelentes passagens jazzísticas e melodias funkeadas e trabalhos de teclados moldais. Apesar de ser a menor faixa do álbum, certamente é um dos momentos mais fortes. 

“Drowning in the Flood” foi literalmente o meu primeiro contato coma banda e a minha impressão de que certamente eu me tornaria fã daquele grupo até então meio desconhecido. Fiquei impressionado com aquela mistura de metal, música sinfônica, experimental, linhas mais melódicas e muito mais. Achei interessante eu poder encontrar praticamente de tudo em um único lugar. Os vocais às vezes podem soar um pouco demorados e tenso, mas Jennings consegue expulsar qualquer tensão que estivesse sentindo no grande refrão melódico que a música traz. A seção instrumental é divertida, um verdadeiro espetáculo de grande musicalidade e habilidade musical, indiscutivelmente uma passagem reminiscente do Dream Theater.

Por mais intenso e forte que o álbum tenha sido até aqui, sempre vamos acabar esperando por uma balada que o represente e é exatamente o que acontece com “Sun”. Possui um ritmo muito mais lento e muito mais melódico e melancólico. Um baixo fretlees é executado muito bem junto a uma batida suave e bonitas notas de piano. O vocal é baixo e compassivo. Vale menção também ao bonito e melancólico solo de guitarra sobre uma atmosfera sinfônica. 

O disco chega ao fim através de “Celestial Elixir”, o espetáculo mor de um álbum sem furos. A música utiliza cada um dos pedacinhos de maestria que o álbum tinha a oferecer em uma faixa extremamente concisa. Com alguns trabalhos de teclado realmente criativos e algumas ótimas harmonizações com influências no Dream Theater, a faixa é realmente uma obra-prima como os épicos de metal progressivo devem ser.  A música tem influências de metal, influências sinfônicas, influências de jazz, influências de funk, influências de blues e praticamente tudo que você pode imaginar. A longa introdução instrumental é espetacular, mostrando o incrível talento da banda (mais uma vez). À medida que a seção vocal entra o ouvinte pode ver que ótima estar por vir. Em alguns momentos, parece que um pouco de pop rock foi espalhado, mas isso realmente contribui para a incrível dinâmica da música.  A próxima seção instrumental é interessante, com algumas seções quase carnavalescas, outras seções arrebatadoras meio circense, quebrando para seções de metal incríveis e em outros momentos para seções de rock progressivo. No geral, a faixa é facilmente a melhor do álbum, principalmente por causa de sua duração (e minha afinidade por faixas longas) e também por causa de sua sinopse musical dinâmica e ampla que é espetacular. A faixa termina este álbum fazendo que eu tire facilmente a conclusão de que ele entrou para a história como uma das melhores estreias de metal progressivo de todos os tempos. Ou quem sabe a melhor de todas. 

Ao lançar Aquarius a banda criou uma das melhores primeiras impressões possível. Se você gosta de metal progressivo, rock progressivo ou qualquer outro gênero técnico, mas que ao mesmo tempo soa extremamente musical, esse disco não é menos que essencial. 

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