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Resenha: Jonas Lindberg - Pathfinder (2016)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Mais uma grande surpresa do rock progressivo
4.5
01/10/2017

Esta banda, oriunda de Estocolmo na Suécia, foi formada pelo baixista e produtor Jonas Lindberg, que recrutou alguns amigos talentosos para colocar o projeto em execução. Devo adiantar que estamos diante de algo acima da média, pois a turma de Jonas fez um trabalho excepcional a nível de execução, vocalização e produção.

Após o lançamento do excelente EP "The Other Side", que serviu como aperitivo para o que estava por vir, a banda focou na produção deste primeiro full length, lançado em 2016. Após seu lançamento, o trabalho recebeu atenção imediata, colocando o álbum entre os principais lançamentos do ano.

A jornada se inicia com "Square One". Para prender o ouvinte logo no início, uma das melhores faixas. Com uma singela introdução em flauta, logo adentramos em grandes vocalizações e melodias. Uma das melhores do álbum.
"Lost" é mais cadenciada e traz uma impressionante semelhança dos vocais de Jonas Sundqvist com Sting. É uma faixa que não cativa logo de início, mas cresce e termina com qualidade.
"Piece Of Mind" é fantástica, com grandes sintetizadores, duetos entre os vocalistas Jonas Sundqvist e Jenny Sandgren, e guitarras espetaculares. Dentro de seus nove minutos e vinte e cinco segundos, a faixa mais longa do álbum o levará a uma viagem espetacular, onde será impossível entediar-se. Fantástica!
A faixa título "Pathfinder" começa desacelerando através de uma bela orquestração. Em seguida, somos levados a uma viagem através dos anos 80. Confira o excelente trabalho do baterista Jonathan Lundberg.
Dentre as minhas favoritas está: "Leaving The World Behind", que começa quase como "Solsbury Hill" de Peter Gabriel, com uma guitarra meio Country. Aqui, quem se destaca é novamente Jonas Sundqvist, com encaixe perfeito de sua voz com a melodia. Lindíssima faixa, com refrão e solos de guitarra maravilhosos.
A faixa "On The Horizon" possui tantos elementos interessantes que é possível identificar influências de diversas bandas como: Arena, Pink Floyd e Spock's Beard. Mais uma linda faixa.
"Zenith" nos remete nitidamente ao Porcupine Tree, com influências de jazz e experimentalismo. Uma belíssima faixa instrumental, com melodias que também remetem ao Spock's Beard e Neal Morse.
Em direção ao final do álbum, mais um épico: "Closer To The Sun". São nove minutos e dois segundos de puro brilhantismo. É um fator impressionante que a banda consiga produzir tantas linhas melódicas de qualidade sem que soe repetitiva. Aqui, como encerramento do álbum, você irá se encantar com os vocais, linhas de baixo e guitarras. Um encerramento extremamente elegante e poderoso.

Com melodias interessantes, grandes vocais e produção impecável, fica a recomendação para que você corra atrás deste álbum - e também do EP "The Other Side" - o mais rápido possível. Aliás, ele está disponível para audição e compra no Bandcamp, em: https://jonaslindbergtheotherside.bandcamp.com/

Aguardo ansiosamente por um novo álbum desta nova e fantástica banda, que acaba de entrar na lista das minhas favoritas.

Mais uma grande surpresa do rock progressivo
4.5
01/10/2017

Esta banda, oriunda de Estocolmo na Suécia, foi formada pelo baixista e produtor Jonas Lindberg, que recrutou alguns amigos talentosos para colocar o projeto em execução. Devo adiantar que estamos diante de algo acima da média, pois a turma de Jonas fez um trabalho excepcional a nível de execução, vocalização e produção.

Após o lançamento do excelente EP "The Other Side", que serviu como aperitivo para o que estava por vir, a banda focou na produção deste primeiro full length, lançado em 2016. Após seu lançamento, o trabalho recebeu atenção imediata, colocando o álbum entre os principais lançamentos do ano.

A jornada se inicia com "Square One". Para prender o ouvinte logo no início, uma das melhores faixas. Com uma singela introdução em flauta, logo adentramos em grandes vocalizações e melodias. Uma das melhores do álbum.
"Lost" é mais cadenciada e traz uma impressionante semelhança dos vocais de Jonas Sundqvist com Sting. É uma faixa que não cativa logo de início, mas cresce e termina com qualidade.
"Piece Of Mind" é fantástica, com grandes sintetizadores, duetos entre os vocalistas Jonas Sundqvist e Jenny Sandgren, e guitarras espetaculares. Dentro de seus nove minutos e vinte e cinco segundos, a faixa mais longa do álbum o levará a uma viagem espetacular, onde será impossível entediar-se. Fantástica!
A faixa título "Pathfinder" começa desacelerando através de uma bela orquestração. Em seguida, somos levados a uma viagem através dos anos 80. Confira o excelente trabalho do baterista Jonathan Lundberg.
Dentre as minhas favoritas está: "Leaving The World Behind", que começa quase como "Solsbury Hill" de Peter Gabriel, com uma guitarra meio Country. Aqui, quem se destaca é novamente Jonas Sundqvist, com encaixe perfeito de sua voz com a melodia. Lindíssima faixa, com refrão e solos de guitarra maravilhosos.
A faixa "On The Horizon" possui tantos elementos interessantes que é possível identificar influências de diversas bandas como: Arena, Pink Floyd e Spock's Beard. Mais uma linda faixa.
"Zenith" nos remete nitidamente ao Porcupine Tree, com influências de jazz e experimentalismo. Uma belíssima faixa instrumental, com melodias que também remetem ao Spock's Beard e Neal Morse.
Em direção ao final do álbum, mais um épico: "Closer To The Sun". São nove minutos e dois segundos de puro brilhantismo. É um fator impressionante que a banda consiga produzir tantas linhas melódicas de qualidade sem que soe repetitiva. Aqui, como encerramento do álbum, você irá se encantar com os vocais, linhas de baixo e guitarras. Um encerramento extremamente elegante e poderoso.

Com melodias interessantes, grandes vocais e produção impecável, fica a recomendação para que você corra atrás deste álbum - e também do EP "The Other Side" - o mais rápido possível. Aliás, ele está disponível para audição e compra no Bandcamp, em: https://jonaslindbergtheotherside.bandcamp.com/

Aguardo ansiosamente por um novo álbum desta nova e fantástica banda, que acaba de entrar na lista das minhas favoritas.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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