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Resenha: Tarja - Colours In The Dark (2013)

Por: João Paulo

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Encontrando suas cores, após a escuridão.
5
29/11/2018

Colours In The Dark, provavelmente, o disco mais polêmico da carreira solo de Tarja Turunen.

Mais um disco que, ou você ama, ou você odeia, mas eu poderia dizer também, que você aprende a amar com o passar do tempo, e este foi justamente o meu caso.
  
Colours In The Dark foi lançado em 30 de Agosto de 2013, é o terceiro disco solo de Tarja ligado ao heavy metal, sucessor do muito bem recebido e elogiado, What Lies Beneath, de 2010, e acho que é justamente aí que está o suposto “problema”, ele nasceu depois de What Lies Beneath.

Aqui, Tarja deu uma enorme virada no jogo, trouxe um divisor de águas. Colours In The Dark é um disco completamente pessoal, a própria explica que fazer esse álbum foi o ponto em que ela pôs em prática tudo o que havia aprendido com seus discos anteriores, baseada em todas as suas experiências positivas e negativas, e contou também que tendo passado por momentos difíceis no início de sua carreira solo serviu de inspiração principal para o conceito do álbum, sobre como todas as cores estão contidas na escuridão, que absorve todas, sendo uma metáfora para o fato de que uma experiência negativa muitas vezes oferece capacidade para que muitas outras experiências positivas sejam criadas.  

Diferente de My Winter Storm, que vem extremamente carregado do ambiente Nightwish, e de What Lies Beneath, que é sinfônico, porém, pesado e bem direto, Colours In The Dark é praticamente um disco de metal progressivo, ele é difícil de ser processado, mas depois de processado ele dá um ‘boom’ na sua mente, é como se até em sentido auditivo, Tarja apresentasse uma escuridão que o próprio ouvinte precisa buscar as cores. 

Confesso, demorei meses para aprender a apreciar esse disco, só que depois que aprendi, passei a gostar tanto que demorei para parar de escutá-lo. Faixas como Victim Of Ritual, 500 Letters, Lucid Dreamer, Mystique Voyage, Deliverance, a espetacular Medusa, mostram toda essa mudança que Tarja trouxe em sua música, e é justamente aqui que nasceu seu estilo próprio, foi aqui em Colours In The Dark que Tarja definiu o seu estilo como cantora solo, não tem mais Tarja ex-Nightwish, aqui é Tarja, Tarja! Lembro que o período que mais escutei esse disco foi meses antes de conferir um show dela em divulgação desse disco, após o show eu me apaixonei ainda mais por esse álbum. 

São pequenos detalhes que o tornam uma obra belíssima. Vale a pena conferir.  
 
Colours In The Dark
Ear Records

1. Victim Of Ritual	
2. 500 Letters	
3. Never Enough	
4. Lucid Dreamer	
5. Mystique Voyage	
6. Darkness	
8. Deliverance	
9. Neverlight	
10. Until Silence	
11. Medusa

Encontrando suas cores, após a escuridão.
5
29/11/2018

Colours In The Dark, provavelmente, o disco mais polêmico da carreira solo de Tarja Turunen.

Mais um disco que, ou você ama, ou você odeia, mas eu poderia dizer também, que você aprende a amar com o passar do tempo, e este foi justamente o meu caso.
  
Colours In The Dark foi lançado em 30 de Agosto de 2013, é o terceiro disco solo de Tarja ligado ao heavy metal, sucessor do muito bem recebido e elogiado, What Lies Beneath, de 2010, e acho que é justamente aí que está o suposto “problema”, ele nasceu depois de What Lies Beneath.

Aqui, Tarja deu uma enorme virada no jogo, trouxe um divisor de águas. Colours In The Dark é um disco completamente pessoal, a própria explica que fazer esse álbum foi o ponto em que ela pôs em prática tudo o que havia aprendido com seus discos anteriores, baseada em todas as suas experiências positivas e negativas, e contou também que tendo passado por momentos difíceis no início de sua carreira solo serviu de inspiração principal para o conceito do álbum, sobre como todas as cores estão contidas na escuridão, que absorve todas, sendo uma metáfora para o fato de que uma experiência negativa muitas vezes oferece capacidade para que muitas outras experiências positivas sejam criadas.  

Diferente de My Winter Storm, que vem extremamente carregado do ambiente Nightwish, e de What Lies Beneath, que é sinfônico, porém, pesado e bem direto, Colours In The Dark é praticamente um disco de metal progressivo, ele é difícil de ser processado, mas depois de processado ele dá um ‘boom’ na sua mente, é como se até em sentido auditivo, Tarja apresentasse uma escuridão que o próprio ouvinte precisa buscar as cores. 

Confesso, demorei meses para aprender a apreciar esse disco, só que depois que aprendi, passei a gostar tanto que demorei para parar de escutá-lo. Faixas como Victim Of Ritual, 500 Letters, Lucid Dreamer, Mystique Voyage, Deliverance, a espetacular Medusa, mostram toda essa mudança que Tarja trouxe em sua música, e é justamente aqui que nasceu seu estilo próprio, foi aqui em Colours In The Dark que Tarja definiu o seu estilo como cantora solo, não tem mais Tarja ex-Nightwish, aqui é Tarja, Tarja! Lembro que o período que mais escutei esse disco foi meses antes de conferir um show dela em divulgação desse disco, após o show eu me apaixonei ainda mais por esse álbum. 

São pequenos detalhes que o tornam uma obra belíssima. Vale a pena conferir.  
 
Colours In The Dark
Ear Records

1. Victim Of Ritual	
2. 500 Letters	
3. Never Enough	
4. Lucid Dreamer	
5. Mystique Voyage	
6. Darkness	
8. Deliverance	
9. Neverlight	
10. Until Silence	
11. Medusa

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