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Resenha: Scorpions - Taken By Force (1977)

Por: Fábio Arthur

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Entre as melodias e o metal pesado
4.5
29/11/2018

Em 1977, os Scorpions viriam perto do auge e ainda mais melódicos e pesados. Parte disso seria a vontade de Rudolf Schenker e Klaus Meine em elaborar um som mais direcionado entre o hard e o heavy, o flerte seria decisivo e marcaria o grupo de forma significativa.

Desde 1976, no disco “Virgin Killer”, a banda trilhava um sucesso comercial abrangente – isso entre parte da Europa e Japão-, o que deixaria os americanos darem mais atenção para o grupo.

“Taken by Force” marca o começo  do auge dos Scorpions, também traz a ultima participação de Uli Jon Roth – fenomenal – guitarrista e compositor, junto da banda desde 74. Aqui, Jon Roth nos brinda com o melhor de suas performances, mas, como Klaus diria um tempo depois: “Eu sentia que Uli deixaria a banda, mesmo quando estávamos gravando”. Então, indo em frente, Uli Jon Roth faria a tour e gravaria o duplo ao vivo “Tokyo Tapes”, assim saindo e deixando a vaga para o retorno de Michael Schenker e Mathias Jabs. Um fator importante também, seria a entrada do baterista Herman Rarebell, ele traria essa nova vertente mais calcada no hard sem muitas firulas na parte rítmica, mas não menos imponente. 

As faixas de “Taken by Force” são em sua maioria muito bem elaboradas, principalmente em termos dos solos e arranjos. A voz de Klaus chega em um nível muito  consistente com harmonias, drives e tonalidades muito acima. Jon Roth não cantaria pela primeira vez nesse disco, mas deixaria sua marca registrada nas composições. “Steamrock Fever”, a faixa de abertura, nos traz uma avalanche sonora entre batidas certeiras, riffs pesados e um vocal primoroso de Klaus. “Well Burn the Sky”, poderosa canção com levadas variadas e uma melodia fenomenal, uma das melhores, não somente do disco mas da banda. Outros bons momentos ficam por conta de “The Riot of Time” e “The Sail of Charon”, que denotam uma qualidade expressiva musical à flor da pele. No lado pesado e notadamente agressivo, temos a canção “Hes a Woman, Shes a Man”, que em sua letra mostra uma passagem realmente vivenciada pelo grupo. No mais, “Your Light”, com sua vocalização em um ápice divino, a balada “Born Touch your Fellings”, que não poderia faltar e a heavy metal “I ve Got to be Free” complementam o disco. 

Na concepção de arte, outra vez a banda passaria pela censura, desta feita a arte original, que trazia dois garotos com armas nas mãos em uma localidade na França. Então a solução da gravadora foi alterar a capa para fotos dos integrantes. 

O que se pode dizer de “Taken by Force”? Simplesmente que o disco vigora entre os melhores da banda, não somente da fase dos anos setenta e sim como parte imponente da discografia toda. 

Entre as melodias e o metal pesado
4.5
29/11/2018

Em 1977, os Scorpions viriam perto do auge e ainda mais melódicos e pesados. Parte disso seria a vontade de Rudolf Schenker e Klaus Meine em elaborar um som mais direcionado entre o hard e o heavy, o flerte seria decisivo e marcaria o grupo de forma significativa.

Desde 1976, no disco “Virgin Killer”, a banda trilhava um sucesso comercial abrangente – isso entre parte da Europa e Japão-, o que deixaria os americanos darem mais atenção para o grupo.

“Taken by Force” marca o começo  do auge dos Scorpions, também traz a ultima participação de Uli Jon Roth – fenomenal – guitarrista e compositor, junto da banda desde 74. Aqui, Jon Roth nos brinda com o melhor de suas performances, mas, como Klaus diria um tempo depois: “Eu sentia que Uli deixaria a banda, mesmo quando estávamos gravando”. Então, indo em frente, Uli Jon Roth faria a tour e gravaria o duplo ao vivo “Tokyo Tapes”, assim saindo e deixando a vaga para o retorno de Michael Schenker e Mathias Jabs. Um fator importante também, seria a entrada do baterista Herman Rarebell, ele traria essa nova vertente mais calcada no hard sem muitas firulas na parte rítmica, mas não menos imponente. 

As faixas de “Taken by Force” são em sua maioria muito bem elaboradas, principalmente em termos dos solos e arranjos. A voz de Klaus chega em um nível muito  consistente com harmonias, drives e tonalidades muito acima. Jon Roth não cantaria pela primeira vez nesse disco, mas deixaria sua marca registrada nas composições. “Steamrock Fever”, a faixa de abertura, nos traz uma avalanche sonora entre batidas certeiras, riffs pesados e um vocal primoroso de Klaus. “Well Burn the Sky”, poderosa canção com levadas variadas e uma melodia fenomenal, uma das melhores, não somente do disco mas da banda. Outros bons momentos ficam por conta de “The Riot of Time” e “The Sail of Charon”, que denotam uma qualidade expressiva musical à flor da pele. No lado pesado e notadamente agressivo, temos a canção “Hes a Woman, Shes a Man”, que em sua letra mostra uma passagem realmente vivenciada pelo grupo. No mais, “Your Light”, com sua vocalização em um ápice divino, a balada “Born Touch your Fellings”, que não poderia faltar e a heavy metal “I ve Got to be Free” complementam o disco. 

Na concepção de arte, outra vez a banda passaria pela censura, desta feita a arte original, que trazia dois garotos com armas nas mãos em uma localidade na França. Então a solução da gravadora foi alterar a capa para fotos dos integrantes. 

O que se pode dizer de “Taken by Force”? Simplesmente que o disco vigora entre os melhores da banda, não somente da fase dos anos setenta e sim como parte imponente da discografia toda. 

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