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    Dragon King (1981)

    4.5 Por: Marcel Z. Dio

Resenha: Osamu Kitajima - Dragon King (1981)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 103

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O dragão japonês do Jazz Fusion
4.5
28/11/2018

A música japonesa é capaz de trazer paz espirito em qualquer um, lembro quando comprei um cd de canções populares do Japão, e aquilo me deixava de certa forma, tranquilo e leve.
Saindo das belas melodias tradicionais, o rock japonês teve relevância para mim, através dos espetaculares EZO, Loudness, X-Japan e da desconhecida banda Novela.
Agora no jazz fusion, foi uma surpresa enorme achar Osamu Kitajima, tesouro encontrado enquanto fuçava um disco do também fusion e japonês Prism.

Dragon King, mesmo considerado um álbum de jazz rock, escapa por outros gêneros, e ainda tem o diferencial de explorar instrumentos de sua terra, com o uso de Biwa (espécie de Alaúde japonês) e o Koto (instrumento musical de cordas dedilhadas, composto de uma caixa de ressonância com diversas cordas, semelhante a uma grande cítara).
A diversidade entre as músicas é louvável, assim como o nível técnico dos músicos. E quando você fica maravilhado com os arranjos orientais, solos de piano (a lá Azimuth), frases cristalinas de guitarra e o surreal contrabaixo de Bunny Brunel, eis que em "Say You Will" encontra-se uma ótima canção soul music, com direito ao vozeirão de diva, pertinente ao estilo. E na faixa seguinte, outra dose cavalar de soul music "nipônico" com "Share My Love".
Após o choque de realidade, a flauta e o koto voltam a marcar um ippon em nossos ouvidos, com a maravilhosa faixa título.
Lembra da sensação de leveza comentada no primeiro paragrafo ? então ... é isso que sinto ouvindo "Willow Pattern", do mais, me faltam palavras para descreve-la, há que se ouvir e sentir suas notas e vocais celestiais.
O poder da música de Osamu Kitajima pode ser conferido em trabalhos anteriores e posteriores, mas creio que em Dragon King, ele acertou a mão de tal forma, que ultrapassou as normas, usando ingredientes que pareciam imiscíveis, e unindo-os com o tempero de sua genialidade.

O dragão japonês do Jazz Fusion
4.5
28/11/2018

A música japonesa é capaz de trazer paz espirito em qualquer um, lembro quando comprei um cd de canções populares do Japão, e aquilo me deixava de certa forma, tranquilo e leve.
Saindo das belas melodias tradicionais, o rock japonês teve relevância para mim, através dos espetaculares EZO, Loudness, X-Japan e da desconhecida banda Novela.
Agora no jazz fusion, foi uma surpresa enorme achar Osamu Kitajima, tesouro encontrado enquanto fuçava um disco do também fusion e japonês Prism.

Dragon King, mesmo considerado um álbum de jazz rock, escapa por outros gêneros, e ainda tem o diferencial de explorar instrumentos de sua terra, com o uso de Biwa (espécie de Alaúde japonês) e o Koto (instrumento musical de cordas dedilhadas, composto de uma caixa de ressonância com diversas cordas, semelhante a uma grande cítara).
A diversidade entre as músicas é louvável, assim como o nível técnico dos músicos. E quando você fica maravilhado com os arranjos orientais, solos de piano (a lá Azimuth), frases cristalinas de guitarra e o surreal contrabaixo de Bunny Brunel, eis que em "Say You Will" encontra-se uma ótima canção soul music, com direito ao vozeirão de diva, pertinente ao estilo. E na faixa seguinte, outra dose cavalar de soul music "nipônico" com "Share My Love".
Após o choque de realidade, a flauta e o koto voltam a marcar um ippon em nossos ouvidos, com a maravilhosa faixa título.
Lembra da sensação de leveza comentada no primeiro paragrafo ? então ... é isso que sinto ouvindo "Willow Pattern", do mais, me faltam palavras para descreve-la, há que se ouvir e sentir suas notas e vocais celestiais.
O poder da música de Osamu Kitajima pode ser conferido em trabalhos anteriores e posteriores, mas creio que em Dragon King, ele acertou a mão de tal forma, que ultrapassou as normas, usando ingredientes que pareciam imiscíveis, e unindo-os com o tempero de sua genialidade.

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