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Resenha: Sack Trick - Sheep in KISS Make Up (2005)

Por: Marcel Z. Dio

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O tributo mais louco que ouvi!
3.5
27/11/2018

Um disco tributo que foge totalmente a regra, fato que o torna indispensável, mas somente para quem tem a mente aberta e senso de humor. 
Sack Trick, apesar de todo clima nonsense, é uma banda de responsa, formada por ex membros do grupo solo do tio Bruce Dickinson, e uma série de convidados de peso, como: Jack Endino (Skin Yard, Nirvana, Soundgarden) Pete Friesen (Alice Cooper) Doogie White (Yngwie J. Malmsteen, ex-Rainbow) e o próprio vocalista da Donzela de Ferro.
O projeto com ar de descompromisso, deixa os músicos livres para encaixar outros estilos na música do Kiss, e se o ouvinte não estiver atento as letras, pode ter dificuldades para reconhecer algumas canções, que enveredam pelo rap, reggae, country e o rock alternativo.
O ponto fraco é qualidade da gravação, mas com um pouco de boa vontade, dá para relevar.

"Shout It Out Loud" tem a participação do citado Bruce Dickinson, e ainda soa comum em relação as outras, mantendo o pilar dos acordes criados pelos mascarados de Nova Iorque.
"Love Gun" se transformou num reggae espacial cheio de efeitos de teclados, enquanto "Deuce" ficou praticamente irreconhecível com a roupagem acústica e alguns fraseados de soft jazz ao piano, e assim "Great Expectation" trilha uma formula parecida. 
"War Machine" ganhou em esquisitice. Podemos dizer que se parece com um rap feito pelo Jamiroquai, com a participação do Primus. 
A irreconhecível "I Still Love" tem contornos acid jazz, e soul com vocal a lá Barry White. Se Paul Stanley ouviu essa loucura, entrou em choque por uma semana.
O medley "The Elder", tem aproximadamente 11 minutos, desenrolando-se por partes tocadas no violão, alem de vocais femininos e algumas demências, que só ouvindo para sacar.
O interessante é que apos o citado medley, o som continua a rolar, numa espécie de bônus oculto, com curtos trechos de outras canções famosas do Kiss (que não estão no encarte principal). Na pausa entre uma e outra, se escuta a batida de portas e passos com ecos, deve ter sido gravado em algum manicômio local.

Admito que tenho um pé atras com discos tributos. O sentimento de canastrice para levantar uma grana fácil, fala alto, e se aplica na maioria dos casos, mas não aqui, pois a banda não perderia tempo na organização de arranjos divergentes e criativos. E é nesse ponto que o projeto ganhou pontos comigo, se for para ouvir algo parecido, fico com o velho e bom Kiss original.

O tributo mais louco que ouvi!
3.5
27/11/2018

Um disco tributo que foge totalmente a regra, fato que o torna indispensável, mas somente para quem tem a mente aberta e senso de humor. 
Sack Trick, apesar de todo clima nonsense, é uma banda de responsa, formada por ex membros do grupo solo do tio Bruce Dickinson, e uma série de convidados de peso, como: Jack Endino (Skin Yard, Nirvana, Soundgarden) Pete Friesen (Alice Cooper) Doogie White (Yngwie J. Malmsteen, ex-Rainbow) e o próprio vocalista da Donzela de Ferro.
O projeto com ar de descompromisso, deixa os músicos livres para encaixar outros estilos na música do Kiss, e se o ouvinte não estiver atento as letras, pode ter dificuldades para reconhecer algumas canções, que enveredam pelo rap, reggae, country e o rock alternativo.
O ponto fraco é qualidade da gravação, mas com um pouco de boa vontade, dá para relevar.

"Shout It Out Loud" tem a participação do citado Bruce Dickinson, e ainda soa comum em relação as outras, mantendo o pilar dos acordes criados pelos mascarados de Nova Iorque.
"Love Gun" se transformou num reggae espacial cheio de efeitos de teclados, enquanto "Deuce" ficou praticamente irreconhecível com a roupagem acústica e alguns fraseados de soft jazz ao piano, e assim "Great Expectation" trilha uma formula parecida. 
"War Machine" ganhou em esquisitice. Podemos dizer que se parece com um rap feito pelo Jamiroquai, com a participação do Primus. 
A irreconhecível "I Still Love" tem contornos acid jazz, e soul com vocal a lá Barry White. Se Paul Stanley ouviu essa loucura, entrou em choque por uma semana.
O medley "The Elder", tem aproximadamente 11 minutos, desenrolando-se por partes tocadas no violão, alem de vocais femininos e algumas demências, que só ouvindo para sacar.
O interessante é que apos o citado medley, o som continua a rolar, numa espécie de bônus oculto, com curtos trechos de outras canções famosas do Kiss (que não estão no encarte principal). Na pausa entre uma e outra, se escuta a batida de portas e passos com ecos, deve ter sido gravado em algum manicômio local.

Admito que tenho um pé atras com discos tributos. O sentimento de canastrice para levantar uma grana fácil, fala alto, e se aplica na maioria dos casos, mas não aqui, pois a banda não perderia tempo na organização de arranjos divergentes e criativos. E é nesse ponto que o projeto ganhou pontos comigo, se for para ouvir algo parecido, fico com o velho e bom Kiss original.

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