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Resenha: Kiss - Revenge (1992)

Por: André Luiz Paiz

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Começando a década de noventa com estilo
4.5
23/11/2018

Perdemos Eric Carr! Um monstro atrás das bateras, que elevou a música do Kiss a um nível técnico louvável. Infelizmente, a vida é frágil e Carr sucumbiu por uma doença no coração. Tentando levantar a cabeça, agora com o também ótimo Eric Singer na bateria, o Kiss trouxe enfim uma nova proposta em “Revenge”, sacudindo as coisas com muita música boa.

A principal diferença encontrada aqui em comparação com os trabalhos da década de oitenta, é que a abordagem ao Glam foi deixada de lado. É possível lembrar-se do estilo apenas levemente em “Heart Of Chrome”, “I Just Wanna”, de Paul Stanley, e só. Do resto, peso, diversidade e ótimas melodias. Gene e Paul estavam afiados nas composições, além do fato que Bruce Kulick se mostra preciso como sempre. Além disso, trouxeram o produtor Bob Ezrin de volta, o que desta vez deu muito certo!

“Revenge” é um disco excelente. Abrindo com o peso e agressividade de Gene com “Unholy”, percebe-se de cara que o álbum será marcante. Além disso, eu esperava por este momento, em que Mr. Simmons retornaria com um belo pacote de contribuições, como fazia nos anos 70. Não é à toa que mereceu a faixa de abertura. Além dela, “Spit”, “Domino”, “Thou Shalt Not” e “Paralyzed”, são destaques excelentes.
Paul Stanley também não decepciona. “Take It Off” e “Tough Love” são ótimas, além das já citadas anteriormente. A balada “Every Time I Look At You” vai bem, em uma tentativa de seguir os caminhos de “Forever”, pelo sucesso estrondoso que fez. Não conseguiu superá-la, mas é bem legal.
Por último, vale destacar um dos hinos do grupo, a ótima balada “God Gave Rock and Roll to You II” e “Car Jamm 1981” em homenagem a Eric, com uma gravação recuperada de uma demo feita com o grupo logo quando se tornou membro.

Curiosamente, após alguns problemas judiciais na década anterior, o ex-guitarrista do grupo Vinnie Vincent se fez presente novamente, contribuindo com algumas composições.

“Revenge” não supera “Destroyer” e “Creatures Of The Night”, mas está definitivamente entre os melhores trabalhos do grupo.

Começando a década de noventa com estilo
4.5
23/11/2018

Perdemos Eric Carr! Um monstro atrás das bateras, que elevou a música do Kiss a um nível técnico louvável. Infelizmente, a vida é frágil e Carr sucumbiu por uma doença no coração. Tentando levantar a cabeça, agora com o também ótimo Eric Singer na bateria, o Kiss trouxe enfim uma nova proposta em “Revenge”, sacudindo as coisas com muita música boa.

A principal diferença encontrada aqui em comparação com os trabalhos da década de oitenta, é que a abordagem ao Glam foi deixada de lado. É possível lembrar-se do estilo apenas levemente em “Heart Of Chrome”, “I Just Wanna”, de Paul Stanley, e só. Do resto, peso, diversidade e ótimas melodias. Gene e Paul estavam afiados nas composições, além do fato que Bruce Kulick se mostra preciso como sempre. Além disso, trouxeram o produtor Bob Ezrin de volta, o que desta vez deu muito certo!

“Revenge” é um disco excelente. Abrindo com o peso e agressividade de Gene com “Unholy”, percebe-se de cara que o álbum será marcante. Além disso, eu esperava por este momento, em que Mr. Simmons retornaria com um belo pacote de contribuições, como fazia nos anos 70. Não é à toa que mereceu a faixa de abertura. Além dela, “Spit”, “Domino”, “Thou Shalt Not” e “Paralyzed”, são destaques excelentes.
Paul Stanley também não decepciona. “Take It Off” e “Tough Love” são ótimas, além das já citadas anteriormente. A balada “Every Time I Look At You” vai bem, em uma tentativa de seguir os caminhos de “Forever”, pelo sucesso estrondoso que fez. Não conseguiu superá-la, mas é bem legal.
Por último, vale destacar um dos hinos do grupo, a ótima balada “God Gave Rock and Roll to You II” e “Car Jamm 1981” em homenagem a Eric, com uma gravação recuperada de uma demo feita com o grupo logo quando se tornou membro.

Curiosamente, após alguns problemas judiciais na década anterior, o ex-guitarrista do grupo Vinnie Vincent se fez presente novamente, contribuindo com algumas composições.

“Revenge” não supera “Destroyer” e “Creatures Of The Night”, mas está definitivamente entre os melhores trabalhos do grupo.

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