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Resenha: Scorpions - Savage Amusement (1988)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
Com o Hard Rock na veia
3.5
20/11/2018

O disco de 1988 dos Scorpions veio de forma mais branda em termos de sonorização, o grupo foi elevado em uma patamar absolutamente expressivo anos antes, isso desde a tour de "Love At First Sting". 

Passado a fase dos concertos e ainda com a fama aflorada em seu caminho, a banda demorou um pouco para colocar no mercado um novo trabalho naquele momento.

Mesmo finalizando os shows de 85 ao redor do mundo, a banda ficaria entre um hiato severo de bons anos, assim, "Savage Amusement" viria como sucessor e o mesmo era aguardado com mesmo afinco de outrora; mas a fase era desenvolvida de outra forma.

Mesmo se valendo de discos de ouro e uma posição vantajosa nas paradas mundiais, o Scorpions mudaria um pouco em quatro anos. Notadamente, a banda estaria em um ritmo mais calcado no hard e no glam, a bateria vinha com um som bem envolvido em reverbs e as guitarras todas mais bem cuidadas em riffs e solos. 

Com uma produção segura e canções boas, mescladas de momentos diferenciados, a banda manteve uma linha americanizada, mas ficou muito querida na Europa, principalmente na URSS; seus discos foram pirateados e assim o grupo foi colocado como um dos mais queridos perante os jovens daquela Nação russa.

As faixas são como um todo a idealização do final dos anos oitenta, voltando a sonoridade em um hard mais profundo com a musicalidade de sempre da banda.

Se formos analisar as canções inseridas nessa fase, podemos nos ater em uma audição expressiva, mas no entanto menos apurada do que seus discos anteriores.

"Dont Stop At The Top" inicia o disco muito bem, com uma vocalização perfeita de Klaus - e diga-se de passagem, ele soa melhor aqui do que no long play anterior -, indo em frente a canção Hit do disco e do video para MTV, chamada de "Rythm of Love", quase uma balada, mas que  vem aliada com um refrão incisivo e guitarras bem definidas. "Passion Rules the Game" traz um outro momento muito bom e mostra uma continuação perfeita do segmento. Seguramente esse disco passa por momentos menos imponentes, mas mesmo assim desenvolve uma estrutura muito segura, caso de faixas como; "Media Overkill" que vem em uma linha mais comercial, e "Love On the Run" aonde o grupo tenta ser mais feroz e assim e soar como no passado. "Walking on the Edge", uma balada realmente e muito bem realizada, os vocais e as melodias são sublimes e em "We Let It Rock... You Let it Roll o grupo traz uma harmonia interessante com refrão simples apoiado em riffs bem hard. "Every Minute, Every Day" compreende uma canção importante e muito digna dentro do disco e a melodia da faixa se torna bela em junção aos vocais, suprema. "Believe in Love" consegue ser uma outra balada, mas com estrutura muito mais simples do que o sucesso de anos antes, "Still Loving You", mesmo assim deixa aquela sensação de uma canção bem elaborada e que remete ao estilo imponente do grupo de compor essa vertente musical. 

Em primeira audição, pode parecer um trabalho mais calmo do grupo, mas mesmo assim, "Savage Amusement" nos deixa com aquela sensação de querer ouvir mais do mesmo e entender melhor o destino dado naquela fase. A banda em algumas entrevistas, diria que não deixaria mais de compor e gravar por muito tempo, como ocorreu entre 84 e 88. A possibilidade um disco mais heavy, foi sugerida pela banda nessas mesmas entrevistas, e realmente, eles o fizeram dois anos depois conforme o prometido. 

Com o Hard Rock na veia
3.5
20/11/2018

O disco de 1988 dos Scorpions veio de forma mais branda em termos de sonorização, o grupo foi elevado em uma patamar absolutamente expressivo anos antes, isso desde a tour de "Love At First Sting". 

Passado a fase dos concertos e ainda com a fama aflorada em seu caminho, a banda demorou um pouco para colocar no mercado um novo trabalho naquele momento.

Mesmo finalizando os shows de 85 ao redor do mundo, a banda ficaria entre um hiato severo de bons anos, assim, "Savage Amusement" viria como sucessor e o mesmo era aguardado com mesmo afinco de outrora; mas a fase era desenvolvida de outra forma.

Mesmo se valendo de discos de ouro e uma posição vantajosa nas paradas mundiais, o Scorpions mudaria um pouco em quatro anos. Notadamente, a banda estaria em um ritmo mais calcado no hard e no glam, a bateria vinha com um som bem envolvido em reverbs e as guitarras todas mais bem cuidadas em riffs e solos. 

Com uma produção segura e canções boas, mescladas de momentos diferenciados, a banda manteve uma linha americanizada, mas ficou muito querida na Europa, principalmente na URSS; seus discos foram pirateados e assim o grupo foi colocado como um dos mais queridos perante os jovens daquela Nação russa.

As faixas são como um todo a idealização do final dos anos oitenta, voltando a sonoridade em um hard mais profundo com a musicalidade de sempre da banda.

Se formos analisar as canções inseridas nessa fase, podemos nos ater em uma audição expressiva, mas no entanto menos apurada do que seus discos anteriores.

"Dont Stop At The Top" inicia o disco muito bem, com uma vocalização perfeita de Klaus - e diga-se de passagem, ele soa melhor aqui do que no long play anterior -, indo em frente a canção Hit do disco e do video para MTV, chamada de "Rythm of Love", quase uma balada, mas que  vem aliada com um refrão incisivo e guitarras bem definidas. "Passion Rules the Game" traz um outro momento muito bom e mostra uma continuação perfeita do segmento. Seguramente esse disco passa por momentos menos imponentes, mas mesmo assim desenvolve uma estrutura muito segura, caso de faixas como; "Media Overkill" que vem em uma linha mais comercial, e "Love On the Run" aonde o grupo tenta ser mais feroz e assim e soar como no passado. "Walking on the Edge", uma balada realmente e muito bem realizada, os vocais e as melodias são sublimes e em "We Let It Rock... You Let it Roll o grupo traz uma harmonia interessante com refrão simples apoiado em riffs bem hard. "Every Minute, Every Day" compreende uma canção importante e muito digna dentro do disco e a melodia da faixa se torna bela em junção aos vocais, suprema. "Believe in Love" consegue ser uma outra balada, mas com estrutura muito mais simples do que o sucesso de anos antes, "Still Loving You", mesmo assim deixa aquela sensação de uma canção bem elaborada e que remete ao estilo imponente do grupo de compor essa vertente musical. 

Em primeira audição, pode parecer um trabalho mais calmo do grupo, mas mesmo assim, "Savage Amusement" nos deixa com aquela sensação de querer ouvir mais do mesmo e entender melhor o destino dado naquela fase. A banda em algumas entrevistas, diria que não deixaria mais de compor e gravar por muito tempo, como ocorreu entre 84 e 88. A possibilidade um disco mais heavy, foi sugerida pela banda nessas mesmas entrevistas, e realmente, eles o fizeram dois anos depois conforme o prometido. 

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