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Resenha: Scorpions - Crazy World (1990)

Por: Marcel Z. Dio

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Uma aula dos escorpiões!!
4.5
17/11/2018

No começo dos anos 90, meu contato com a música era bem intenso e um tanto eclético. Meus pais ouviam sertanejo, ainda que minha mãe tivesse uma queda por Bruce Springsteen e James Taylor. Meus irmãos estavam na onda do rock, mais pelo modismo, porque assim como eu, ouviam tudo, de Disco Music ao Pop reinante de Michael Jackson e Madonna.
Minha irmã possuía alguns LPs, então o que rolava na pickup eram os recém lançados No Prayer for the Dying (Iron Maiden) e Crazy Word (Scorpions). Esses foram meus primeiros contatos com o estilo, a qual eu chamava somente de rock pesado. Ficava vidrado nos encartes e arte da capa, mas o som era indiferente pra mim.
Quatro anos depois, tomei contato com discos do Deep Purple, Black Sabbath e Raul Seixas, ai mergulhei a conhecer "novas" bandas, redescobrindo o Scorpions e sua outra faceta, com o genial Uli Jon Roth.
Apesar da veneração por Uli, Crazy World estava em meu inconsciente, tornando-se um dos meus prediletos na discografia da banda, não era só a boa música e sim a lembrança dos bons tempos de infância.

Crazy World tem direcionamento mais pesado, pendendo para o heavy metal, ouvindo a abertura com Tease Me Please Me, Restless Nights e a porradeira faixa título (a melhor do trabalho) isso fica bem claro.
E como balada não pode faltar quando o assunto é Scorpions, Send Me An Angel dispunha de uma letra bem reflexiva, como alguém a procura de um guia espiritual, disputando assim, o posto de melhor balada, junto a In Trance e Yellon Raven. 
A outra "lentinha" é Wind of Change. A canção do "assovio" escrita por Klaus Meine, relata o período final da guerra fria, servindo ainda como um hino a queda do muro de Berlin, eram os "Ventos da Mudança" como dizia a música e o título. Apesar do sucesso estrondoso e qualidade nos arranjos, ouvir a mesma nos dias de hoje, é um suplício aos ouvidos, devido a massiva exposição nas rádios. Basta lembrar que fomos torturados dois anos antes com a também "soprante" Patience do Guns 'N Roses. Pelo menos os "escorpiões" discorriam sobre algo mais relevante, fugindo do clichê amoroso.
Crazy World é o ultimo disco que pode carregar o rótulo de clássico. Eficiente, cheio de hits e baladas clássicas, e com um peso metálico que surpreendeu a todos.

Uma aula dos escorpiões!!
4.5
17/11/2018

No começo dos anos 90, meu contato com a música era bem intenso e um tanto eclético. Meus pais ouviam sertanejo, ainda que minha mãe tivesse uma queda por Bruce Springsteen e James Taylor. Meus irmãos estavam na onda do rock, mais pelo modismo, porque assim como eu, ouviam tudo, de Disco Music ao Pop reinante de Michael Jackson e Madonna.
Minha irmã possuía alguns LPs, então o que rolava na pickup eram os recém lançados No Prayer for the Dying (Iron Maiden) e Crazy Word (Scorpions). Esses foram meus primeiros contatos com o estilo, a qual eu chamava somente de rock pesado. Ficava vidrado nos encartes e arte da capa, mas o som era indiferente pra mim.
Quatro anos depois, tomei contato com discos do Deep Purple, Black Sabbath e Raul Seixas, ai mergulhei a conhecer "novas" bandas, redescobrindo o Scorpions e sua outra faceta, com o genial Uli Jon Roth.
Apesar da veneração por Uli, Crazy World estava em meu inconsciente, tornando-se um dos meus prediletos na discografia da banda, não era só a boa música e sim a lembrança dos bons tempos de infância.

Crazy World tem direcionamento mais pesado, pendendo para o heavy metal, ouvindo a abertura com Tease Me Please Me, Restless Nights e a porradeira faixa título (a melhor do trabalho) isso fica bem claro.
E como balada não pode faltar quando o assunto é Scorpions, Send Me An Angel dispunha de uma letra bem reflexiva, como alguém a procura de um guia espiritual, disputando assim, o posto de melhor balada, junto a In Trance e Yellon Raven. 
A outra "lentinha" é Wind of Change. A canção do "assovio" escrita por Klaus Meine, relata o período final da guerra fria, servindo ainda como um hino a queda do muro de Berlin, eram os "Ventos da Mudança" como dizia a música e o título. Apesar do sucesso estrondoso e qualidade nos arranjos, ouvir a mesma nos dias de hoje, é um suplício aos ouvidos, devido a massiva exposição nas rádios. Basta lembrar que fomos torturados dois anos antes com a também "soprante" Patience do Guns 'N Roses. Pelo menos os "escorpiões" discorriam sobre algo mais relevante, fugindo do clichê amoroso.
Crazy World é o ultimo disco que pode carregar o rótulo de clássico. Eficiente, cheio de hits e baladas clássicas, e com um peso metálico que surpreendeu a todos.

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