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Resenha: Rush - Grace Under Pressure (1984)

Por: Tiago Meneses

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Nada além de um bom álbum
3
16/11/2018

Sendo o Rush uma das bandas mais originais e inteligentes de toda a história do rock, é claro que conseguiriam fazer uma boa transição de um hard rock progressivo para uma linha mais artística, algo que começou no disco anterior, Signals. Em Grace Under Pressure novamente a música está cheia de sintetizadores, teclados e sem longas composições, suas opressões progressivas se transformaram em estruturas de músicas mais convencionais e usaram desses elementos de música padrão pra criar algo novo, forte e inovador, funcionando inclusive bem em algumas partes do disco. Claro que existem muitas pessoas que não olham com tanto afinco essa fase da banda, mas aos menos radicais ela foi maravilhosa. Eu fico um pouco em cima do muro, não execro, mas também não considero os melhores momentos da banda.

O disco começa com “Distant Early Warning”, uma das músicas da banda que eu sempre achei bem a cara de abertura de show. O uso de sintetizadores nessa música são excelentes e em certos pontos eu diria que memoráveis. O pré refrão é bastante empolgante e algo que sempre considerei  um componente essencial para os shows da banda. Não é apenas um simples item radiofônico, mas uma parte essencial dessa fase da banda. 

“Afterimage” tem como assunto o luto. A música cria uma paisagem emocional ao invés de física. As letras (que em se tratando de Rush às vezes é sempre bom falar sobre) refletem o emaranhado confuso de emoções que alguém sente quando chega a um acordo com o falecimento de um companheiro. Carrega algumas melodias e riffs que são muito legais e possui um clima bastante triste. 

Os vocais de Lee em “'Red Sector A”  soam com bastante profundidade e sentimento. Em um arranjo incomum de guitarra, os acordes tocados por Lifeson são frequentemente tríades não convencionais tocadas no braço da guitarra e há um atraso digital persistente. A bateria de Peart é clínica como sempre. Considero essa música talvez a principal razão pra se comprar esse disco . 

"The Enemy Within (part I of Fear)" sintetiza a sincopação, tanto na harmonia de Lifeson quanto na parte de bateria de Peart, criando um clima levemente de reggae. Novamente outro bom trabalho de sintetizadores.  Também acho válido registrar que eu sinto um pouco do The Police nessa música. 

“The Body Electric” tem um começo que logo pensei que seria um momento do álbum que não me cativaria muito, não deu outra. Eu acho a bateria bastante repetitiva e sem a qualidade que sempre esperamos vir de alguém como Peart. Os vocais também não soam bem, principalmente o refrão, esse sendo até mesmo irritante. Ainda tem um bom solo de guitarra de Lifeson, mas muito pouco pra salvar a música. 

“Kid Gloves” parece querer confirmar que a segunda metade do disco não vai se desenvolver bem como a primeira. Possui um refrão otimista e positivo. De sonoridade pop até pensei que seria um daqueles casos de gosto adquirido, mas ela nunca cresceu em mim. Pensei que um bom solo de guitarra poderia dar um “up” na música, mas Lifeson se mostra apenas técnico e estridente e nada mais. Outro momento do disco que não me comove. 

“Red Lenses” é uma das músicas mais dispensáveis de toda a carreira da banda, sério, que som mais insípido, sem graça, chato e sem qualquer inspiração. Confesso que nem tenho muito a dizer mais, simplesmente esquecível. 

“Between The Wheels” é a que fecha o disco. Certamente a melhor música entre as que compõem a tão insossa segunda metade do álbum. Possui sintetizadores obscuros que soam de maneira interessante. Os vocais são atmosféricos e tensos e o conjunto instrumental é muito bom e bem equilibrado, onde todos têm o seu momento de destaque. Digamos que é um final digno depois de três músicas sem qualquer brio. 

Em resumo um disco que possui momentos extremamente marcantes e de enorme qualidade e outros completamente dispensáveis. Resumindo, nada além de um bom álbum. 

Nada além de um bom álbum
3
16/11/2018

Sendo o Rush uma das bandas mais originais e inteligentes de toda a história do rock, é claro que conseguiriam fazer uma boa transição de um hard rock progressivo para uma linha mais artística, algo que começou no disco anterior, Signals. Em Grace Under Pressure novamente a música está cheia de sintetizadores, teclados e sem longas composições, suas opressões progressivas se transformaram em estruturas de músicas mais convencionais e usaram desses elementos de música padrão pra criar algo novo, forte e inovador, funcionando inclusive bem em algumas partes do disco. Claro que existem muitas pessoas que não olham com tanto afinco essa fase da banda, mas aos menos radicais ela foi maravilhosa. Eu fico um pouco em cima do muro, não execro, mas também não considero os melhores momentos da banda.

O disco começa com “Distant Early Warning”, uma das músicas da banda que eu sempre achei bem a cara de abertura de show. O uso de sintetizadores nessa música são excelentes e em certos pontos eu diria que memoráveis. O pré refrão é bastante empolgante e algo que sempre considerei  um componente essencial para os shows da banda. Não é apenas um simples item radiofônico, mas uma parte essencial dessa fase da banda. 

“Afterimage” tem como assunto o luto. A música cria uma paisagem emocional ao invés de física. As letras (que em se tratando de Rush às vezes é sempre bom falar sobre) refletem o emaranhado confuso de emoções que alguém sente quando chega a um acordo com o falecimento de um companheiro. Carrega algumas melodias e riffs que são muito legais e possui um clima bastante triste. 

Os vocais de Lee em “'Red Sector A”  soam com bastante profundidade e sentimento. Em um arranjo incomum de guitarra, os acordes tocados por Lifeson são frequentemente tríades não convencionais tocadas no braço da guitarra e há um atraso digital persistente. A bateria de Peart é clínica como sempre. Considero essa música talvez a principal razão pra se comprar esse disco . 

"The Enemy Within (part I of Fear)" sintetiza a sincopação, tanto na harmonia de Lifeson quanto na parte de bateria de Peart, criando um clima levemente de reggae. Novamente outro bom trabalho de sintetizadores.  Também acho válido registrar que eu sinto um pouco do The Police nessa música. 

“The Body Electric” tem um começo que logo pensei que seria um momento do álbum que não me cativaria muito, não deu outra. Eu acho a bateria bastante repetitiva e sem a qualidade que sempre esperamos vir de alguém como Peart. Os vocais também não soam bem, principalmente o refrão, esse sendo até mesmo irritante. Ainda tem um bom solo de guitarra de Lifeson, mas muito pouco pra salvar a música. 

“Kid Gloves” parece querer confirmar que a segunda metade do disco não vai se desenvolver bem como a primeira. Possui um refrão otimista e positivo. De sonoridade pop até pensei que seria um daqueles casos de gosto adquirido, mas ela nunca cresceu em mim. Pensei que um bom solo de guitarra poderia dar um “up” na música, mas Lifeson se mostra apenas técnico e estridente e nada mais. Outro momento do disco que não me comove. 

“Red Lenses” é uma das músicas mais dispensáveis de toda a carreira da banda, sério, que som mais insípido, sem graça, chato e sem qualquer inspiração. Confesso que nem tenho muito a dizer mais, simplesmente esquecível. 

“Between The Wheels” é a que fecha o disco. Certamente a melhor música entre as que compõem a tão insossa segunda metade do álbum. Possui sintetizadores obscuros que soam de maneira interessante. Os vocais são atmosféricos e tensos e o conjunto instrumental é muito bom e bem equilibrado, onde todos têm o seu momento de destaque. Digamos que é um final digno depois de três músicas sem qualquer brio. 

Em resumo um disco que possui momentos extremamente marcantes e de enorme qualidade e outros completamente dispensáveis. Resumindo, nada além de um bom álbum. 

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