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Resenha: Ozzy - The Ultimate Sin (1986)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
Na era Glam
4.5
13/11/2018

Depois do Rock in Rio de 1985, Ozzy Osbourne mudaria parte de sua banda e assim começaria a traçar um novo projeto de composições, o disco viria na linha entre seu antecessor e com uma vertente entre Metal/Glam.  

Com o estrondoso sucesso obtido e seu nome agraciado dentro daquele momento, Ozzy seria a referência e adorado pelos fãs. O Metallica vinha abrindo seus concertos e em passos largos, conseguia exibir uma fonte inspiradora para os jovens adoradores de Heavy Metal, com isso Ozzy por vezes em sua turnê, seria tido como menos imponente que os quatro rapazes americanos e cheios de força. Mesmo Ozzy, sendo uma inspiração, a medida que tudo avançava, ficava um pouco complicado. 

O Madman, ainda mantinha no palco os aspectos que o fizeram famoso. O horror era a fonte de chamar atenção, juntamente com a performance excelente do cantor. Os tempos eram outros, muitas bandas exibiam um trajeto vigoroso, Ozzy tinha um hit nessa fase de 86, vinha de uma brilhante carreira desde sua despedida do Sabbath, mas ainda assim era importante chamar atenção de forma mais regular. 

Um video em VHS foi solto naquele momento, o mesmo intercalava clipes com partes do show e assim o marketing era mantido. O que ajudava em partes era o som mais contido em termos de peso, agora era algo mais hard em que muitos se tornariam adeptos para encontrar um novo auge. Algumas bandas acertaram e outras perderam seus fãs. Ozzy, estava entre as duas extremidades, tinha aceitação dos fãs, mas em partes seu som estava se tornando obsoleto, perto do que estava acontecendo no mercado musical naqueles dias.

Ao vivo com uma cabeleira toda arrumadinha e loira, as roupas mostravam um Ozzy mais acima de peso, com uma voz bem levada aos graves e uma tendência ao lado mais chamativo em questão de vestimenta. Tudo isso, logicamente, era parte de vender a banda em formas corretas e concorrer com outros ao mesmo tempo; não podia deixar de lado a fama e nem mesmo as vendas de shows e discos.

Jake E. Lee marca sua participação final por esse disco e tour, sua performance e seus dons musicais seriam extintos da banda de Ozzy, por um montante de fatores; realmente uma pena. A Epic Records, mais uma vez levaria o lançamento do disco ao mundo todo, em uma propaganda fenomenal, isso ajudava a crescer as vendas e muito. 

No quesito produção, Ron Nevison, deixou um desafeto, hora disco surge perfeito pelas guitarras bem timbradas, mas em outro ponto, ele peca com um som de bateria muito acima do grave e que destoa do restante de produção; trazendo assim, uma falta das batidas mais claras do mestre Randy Castillo (R.I.P.). Phil Soussan fez sua participação no baixo, assim complementando a obra.

O disco desfrutou em primeira incursão de um sucesso fenomenal, ou seja boas vendas e recepção adequada. Com mais de dois milhões vendidos em pouco tempo. O que então não faria deste o melhor trabalho do vocalista, mas não seria um disco fraco, pelo outro lado, Ozzy um ano depois teria que se reinventar e voltar um pouco no tempo, fazendo um som mais pesado por assim dizer. 

Esse "The Ultimate Sin" veio com uma arte desenhada, mais na linha terror dos discos anteriores, as faixas são em sua maioria muito boas. Singles, videos foram lançados para ajudar nas vendas.

"Shot In the Dark" uma das melhores do long play, a faixa de abertura "The Ultimate Sin" que nomeia o disco se faz igualmente muito boa. Em outros momentos, "Secret Loser" com refrão muito digno e "Thank God for the Bomb" que seguem em uma mesma linha são excelentes. "Never Know Why" ritmada em cadenciada e a semi-balada "Killer of Giants" tomam o lado mais calmo e não menos imponente. 

Aqui nesse momento, Ozzy seria marcado por discos bons e relevantes em sua carreira, estava longe de ser fadado ao esquecimento, mas ainda assim, perto de seus primeiros discos solos, esse chegava em um momento delicado, um divisor.

Na era Glam
4.5
13/11/2018

Depois do Rock in Rio de 1985, Ozzy Osbourne mudaria parte de sua banda e assim começaria a traçar um novo projeto de composições, o disco viria na linha entre seu antecessor e com uma vertente entre Metal/Glam.  

Com o estrondoso sucesso obtido e seu nome agraciado dentro daquele momento, Ozzy seria a referência e adorado pelos fãs. O Metallica vinha abrindo seus concertos e em passos largos, conseguia exibir uma fonte inspiradora para os jovens adoradores de Heavy Metal, com isso Ozzy por vezes em sua turnê, seria tido como menos imponente que os quatro rapazes americanos e cheios de força. Mesmo Ozzy, sendo uma inspiração, a medida que tudo avançava, ficava um pouco complicado. 

O Madman, ainda mantinha no palco os aspectos que o fizeram famoso. O horror era a fonte de chamar atenção, juntamente com a performance excelente do cantor. Os tempos eram outros, muitas bandas exibiam um trajeto vigoroso, Ozzy tinha um hit nessa fase de 86, vinha de uma brilhante carreira desde sua despedida do Sabbath, mas ainda assim era importante chamar atenção de forma mais regular. 

Um video em VHS foi solto naquele momento, o mesmo intercalava clipes com partes do show e assim o marketing era mantido. O que ajudava em partes era o som mais contido em termos de peso, agora era algo mais hard em que muitos se tornariam adeptos para encontrar um novo auge. Algumas bandas acertaram e outras perderam seus fãs. Ozzy, estava entre as duas extremidades, tinha aceitação dos fãs, mas em partes seu som estava se tornando obsoleto, perto do que estava acontecendo no mercado musical naqueles dias.

Ao vivo com uma cabeleira toda arrumadinha e loira, as roupas mostravam um Ozzy mais acima de peso, com uma voz bem levada aos graves e uma tendência ao lado mais chamativo em questão de vestimenta. Tudo isso, logicamente, era parte de vender a banda em formas corretas e concorrer com outros ao mesmo tempo; não podia deixar de lado a fama e nem mesmo as vendas de shows e discos.

Jake E. Lee marca sua participação final por esse disco e tour, sua performance e seus dons musicais seriam extintos da banda de Ozzy, por um montante de fatores; realmente uma pena. A Epic Records, mais uma vez levaria o lançamento do disco ao mundo todo, em uma propaganda fenomenal, isso ajudava a crescer as vendas e muito. 

No quesito produção, Ron Nevison, deixou um desafeto, hora disco surge perfeito pelas guitarras bem timbradas, mas em outro ponto, ele peca com um som de bateria muito acima do grave e que destoa do restante de produção; trazendo assim, uma falta das batidas mais claras do mestre Randy Castillo (R.I.P.). Phil Soussan fez sua participação no baixo, assim complementando a obra.

O disco desfrutou em primeira incursão de um sucesso fenomenal, ou seja boas vendas e recepção adequada. Com mais de dois milhões vendidos em pouco tempo. O que então não faria deste o melhor trabalho do vocalista, mas não seria um disco fraco, pelo outro lado, Ozzy um ano depois teria que se reinventar e voltar um pouco no tempo, fazendo um som mais pesado por assim dizer. 

Esse "The Ultimate Sin" veio com uma arte desenhada, mais na linha terror dos discos anteriores, as faixas são em sua maioria muito boas. Singles, videos foram lançados para ajudar nas vendas.

"Shot In the Dark" uma das melhores do long play, a faixa de abertura "The Ultimate Sin" que nomeia o disco se faz igualmente muito boa. Em outros momentos, "Secret Loser" com refrão muito digno e "Thank God for the Bomb" que seguem em uma mesma linha são excelentes. "Never Know Why" ritmada em cadenciada e a semi-balada "Killer of Giants" tomam o lado mais calmo e não menos imponente. 

Aqui nesse momento, Ozzy seria marcado por discos bons e relevantes em sua carreira, estava longe de ser fadado ao esquecimento, mas ainda assim, perto de seus primeiros discos solos, esse chegava em um momento delicado, um divisor.

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