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    The Awakening of Magicians

    4 Por: Márcio Chagas

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    The Awakening of Magicians

    4 Por: Marcel Z. Dio

Resenha: Stone Age A.D. - The Awakening of Magicians (2018)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 185

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Uma pedra lapidada do Rock Blues
4
10/11/2018

Quando os internautas puxam o batido assunto de que o Rock morreu, eu me pergunto... Sera que essas pessoas ouvem realmente as bandas novas?.
Se o gênero foi praticamente expurgado da mídia forte (leia-se TV). Bifurcações se abrem através de amigos músicos, youtube, spotify, rádios online e outras plataformas. Basta ouvir Apple Sin, Gallo Azhuu, Maestrick e a Stone Age A.D... para se animar e entender a qualidade dessa nova geração.
O Quinteto oriundo de Cataguases (MG), resgata a década de ouro setentista, de artistas como: Bad Company, Led Zeppelin e Black Sabbath, sem abandonar sua impressão digital. E foi uma grata surpresa ouvir o "batismo" do grupo mineiro, que coincidentemente é o nome de um pagina sobre música, que eu criei no facebook.
O release no site da banda, pondera bem o caminho seguido: "O álbum é uma imersão sonora no Rock n`Roll em sua forma mais crua, presentes na mescla entre baladas e composições mais pesadas. Suas letras e canções traduzem o cotidiano do ser humano e seu eterno trabalho de transformação interior, de migração das sombras que o dominam para luz que o espera".

Eis as faixas de destaque:

"Akehenaton" tem um ótimo suingue, escolha certeira para a abertura, pelo riff estonteante e pegajoso, memorando o som forte no auge do Living Colour, como um vocal bem na linha classic rock. Perfeita para tirar o Maverick empoeirado da garagem, e cair na estrada mundão afora.

A animada "Mek Dog" já valeria o disco, faixa relativamente simples, com solos bem encaixados e alguns sons de gaita, e assim como a filiada, "Never as Before", ambas bebem da fonte rica de Bad Company e Boobie Brothers. O piano e teclado de fundo, dão o "charme" necessário.

"My Friend" chama a atenção por ser um blues de luxo, e o fato de ser mais arrastada e baladeira, não a torna enjoativa em momento algum. Flutuando por algo mais épico com os arranjos de teclado, crescendo discretamente do meio pro fim, até o encontro das guitarras e viradas de bateria. O solo longo e cheio de felling criado por Matheus Campista, é a cereja do bolo !.

"Judas" sai do clima mais calmo e volta com o peso dos riffs, com algumas pausas para destacar o contrabaixo. Outro diferencial é a voz espetacular de Philipe Antunes, cujo o timbre fica entre Steve Ray Vaughan, Chris Cornell e Paul Rodgers. Pelas referencias, já dá pra entender que o cara canta muito !!.
A parte intermediária foge do script inicial, adentrando na piração psicodélica /progressiva. A viagem sombria nas notas em slide e a porradaria na bateria, mudam todo contexto sonoro, preparando uma volta mais acelerada sobre o tema inicial, embora com outras variações.

O principio sinistro e sinfônico de "The Awakening of Magicians" é o segmento mais interessante do debut, tornando a canção emblemática aos dedilhados e belos arranjos de cordas.
Após a obscuridade e uma certa calmaria em vocais sacros e tênues linhas de piano, The Awakening of Magicians ganha corpo, em partes que ora modulam para o progressivo, ora para o som mais psico/space. Seria interessante ouvir uma segunda parte, em um futuro disco.

O debut dos mineiros, agradará em cheio os simpatizantes do Rock Blues com a adição de acentos progressivos.

Uma pedra lapidada do Rock Blues
4
10/11/2018

Quando os internautas puxam o batido assunto de que o Rock morreu, eu me pergunto... Sera que essas pessoas ouvem realmente as bandas novas?.
Se o gênero foi praticamente expurgado da mídia forte (leia-se TV). Bifurcações se abrem através de amigos músicos, youtube, spotify, rádios online e outras plataformas. Basta ouvir Apple Sin, Gallo Azhuu, Maestrick e a Stone Age A.D... para se animar e entender a qualidade dessa nova geração.
O Quinteto oriundo de Cataguases (MG), resgata a década de ouro setentista, de artistas como: Bad Company, Led Zeppelin e Black Sabbath, sem abandonar sua impressão digital. E foi uma grata surpresa ouvir o "batismo" do grupo mineiro, que coincidentemente é o nome de um pagina sobre música, que eu criei no facebook.
O release no site da banda, pondera bem o caminho seguido: "O álbum é uma imersão sonora no Rock n`Roll em sua forma mais crua, presentes na mescla entre baladas e composições mais pesadas. Suas letras e canções traduzem o cotidiano do ser humano e seu eterno trabalho de transformação interior, de migração das sombras que o dominam para luz que o espera".

Eis as faixas de destaque:

"Akehenaton" tem um ótimo suingue, escolha certeira para a abertura, pelo riff estonteante e pegajoso, memorando o som forte no auge do Living Colour, como um vocal bem na linha classic rock. Perfeita para tirar o Maverick empoeirado da garagem, e cair na estrada mundão afora.

A animada "Mek Dog" já valeria o disco, faixa relativamente simples, com solos bem encaixados e alguns sons de gaita, e assim como a filiada, "Never as Before", ambas bebem da fonte rica de Bad Company e Boobie Brothers. O piano e teclado de fundo, dão o "charme" necessário.

"My Friend" chama a atenção por ser um blues de luxo, e o fato de ser mais arrastada e baladeira, não a torna enjoativa em momento algum. Flutuando por algo mais épico com os arranjos de teclado, crescendo discretamente do meio pro fim, até o encontro das guitarras e viradas de bateria. O solo longo e cheio de felling criado por Matheus Campista, é a cereja do bolo !.

"Judas" sai do clima mais calmo e volta com o peso dos riffs, com algumas pausas para destacar o contrabaixo. Outro diferencial é a voz espetacular de Philipe Antunes, cujo o timbre fica entre Steve Ray Vaughan, Chris Cornell e Paul Rodgers. Pelas referencias, já dá pra entender que o cara canta muito !!.
A parte intermediária foge do script inicial, adentrando na piração psicodélica /progressiva. A viagem sombria nas notas em slide e a porradaria na bateria, mudam todo contexto sonoro, preparando uma volta mais acelerada sobre o tema inicial, embora com outras variações.

O principio sinistro e sinfônico de "The Awakening of Magicians" é o segmento mais interessante do debut, tornando a canção emblemática aos dedilhados e belos arranjos de cordas.
Após a obscuridade e uma certa calmaria em vocais sacros e tênues linhas de piano, The Awakening of Magicians ganha corpo, em partes que ora modulam para o progressivo, ora para o som mais psico/space. Seria interessante ouvir uma segunda parte, em um futuro disco.

O debut dos mineiros, agradará em cheio os simpatizantes do Rock Blues com a adição de acentos progressivos.

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