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  • Últimas Notas de You Can't Do That On Stage Anymore, Vol. 2
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Resenha: Frank Zappa - You Can't Do That On Stage Anymore, Vol. 2 (1988)

Por: Márcio Chagas

Acessos: 82

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Album Cover
Zappa ao vivo: Helsinque a 40 graus!
4.5
10/11/2018

No final dos anos 80 Frank Zappa colocou no mercado a série “you Can´t do that on Stage Anymore”. Os lançamentos em CD duplo registram apresentações ao vivo de várias fazes do guitarrista. Porém o volume 2 possui o diferencial de mostrar uma única apresentação gravada em Helsinque no ano de 1974. Aqui o destaque fica pela banda do guitarrista, formada por Napoleon Murphy Brock nos sax e flautas, George Duke nos teclados, Ruth Underwood no vibraphone e percussão, Tomn Fowler no baixo e Chester Thompson na bateria.  Como se percebe, é uma banda pequena em se tratando de Zappa que já chegou a ter formações com até 12 músicos. Além pouco numerosa, essa formação contava apenas com Zappa no comando das guitarras, ou seja:  Tudo que vc escutar no álbum duplo é o mestre em ação, respondendo pelos solos e bases do instrumento. Aqui você tem a guitarra de Zappa mais presente do que em formações em que ele divide o instrumento com outros.

Uma rápida apresentação com “Tush, tush, tush”, e Zappa começa o show com a rápida “Srinkfood” onde o guitarrista mostra a que veio, com sua guitarra pungente tomando conta do tema;

Segue o show “Inca Roads” um de seus temas mais conhecidos, amparado pela voz melódica de Napoleon e pelo vibrafone exótico de underwood. O tema tem quase 10 minutos e a guitarra de Frank se mostra presente durante toda a parte instrumental da canção, com destaque para a condução atrabiliária de Thompson. Na parte final Duke Brinca com os teclados e a canção ganha ares de improviso jazzístico. Essa é uma das melhores versões da canção;

O intrincado tema instrumental “RDNZL” com a adição do sax de Napoleon começa mais lenta, privilegiando o vibrafone. O tema vai crescendo a medida vai entrando outros instrumentos. Zappa toma conta da canção mais uma vez ao entrar com sua guitarra singular; 

O lado pop do músico vem a “Village of the Sun”, que aqui aparece em uma arranjo muito mais acelerado e bem mais interessante. Emendam no complexo tema "Echidna's Arf (Of You)", cheios sincopes e mudanças de andamento, tendo a frente o sax de Brock. Essa faixa é seguida por "Don't You Ever Wash That Thing?", um tema similar que, se você piscar nem percebe que o tema anterior se encerrou. Porém, aqui a guitarra de Zappa se faz mais presente, aparecendo no meio da canção;
	
“Pygmy Twylyte” está ligeiramente diferente do que ficou imortalizado em “Roxy e Elsewhere”. A guitarra de Zappa soa mais pesada  e o vocal mais rasgado. É uma das poucas versões que estão menos rápidas e digamos, mais pensada. Tem um dos melhores solos de guitarra do show, e a canção ficou bem maior, chegando aos oito minutos;

“Room Service” possui uma groove contagiante em seu andamento, certamente influenciado pelo vocal soul de Brock que improvisa bem a vontade ao lado do líder;

O grupo resgata “The Idiot Bastard Son”, da época dos Mothers, que serve de vinheta para “Cheepins”, que ficou mais rápida e pesada sem os vocais de apoio feminino. Apesar de mais sincopada, está igualmente debochada, com Frank disparando sua metralhadora verbal no meio da canção

O segundo disco do show abre com a inédita “Aproximate”, tema instrumental em que a guitarra de Zappa e a Marimba de Ruth dividem as atenções, sobrando ainda espaço pra Duke e Thompson;

“Dupree´s Paradise”, é a suíte do disco com seus vinte minutos de duração. Esta é uma peça clássica composta por Frank para  um trabalho gravado ao lado do maestro Pierre Boulez, que aqui foi adaptado para sua banda. Se os arranjos ficaram mais pobres pela falta da orquestra, por outro lado os músicos subverteram o tema e o ampliaram, uma vez que a versão original possui apenas sete minutos. Destaque para o baixo pulsante de Fowler e o monstruoso solo de bateria de Chester;

 “Satumaa” e “T Mershi Duween”são outros dois temas inéditos: enquanto o primeiro é uma valsa debochada, capitaneada pelo vibrafone, a segunda é um curto tema complexo tendo a frente a bateria de Thompson;

“The  Dog Breath Variations”, ‘Uncle Meat” e a inédita “Building a Girl” são temas relativamente curtos, com pouco mais de um minuto, que, além de servirem como vinheta, ainda evidenciam individualmente o talento de cada integrante do grupo;

Na faixa “Montana” acontece algo curioso: Antes de começarem a tocar a canção, um fã afoito grita incessantemente para tocarem “whipping post”, clássica composição do The Allman Brothers Band, fazendo Zappa brincar com a plateia arrancando risos de todos. Curiosamente ele gravaria a canção em “Them or Us” um de seus futuros trabalhos. Falando desta versão, Frank executa um solo de guitarra digno de figurar em seus trabalhos instrumentais como ‘Hot Rats”

O trecho curto de “Big Swifty encerra o álbum de maneira soberba, demonstrando quão grande era integração do grupo.

Embora pouco conhecido da maioria dos apreciadores da obra de 
Zappa, o volume 2 desta série merece ser conferido por trazer ao palco uma banda dinâmica, subvertendo os temas mais conhecidos com novos arranjos e a guitarra do mestre  onipresente no palco. Um registro essencial.  

Zappa ao vivo: Helsinque a 40 graus!
4.5
10/11/2018

No final dos anos 80 Frank Zappa colocou no mercado a série “you Can´t do that on Stage Anymore”. Os lançamentos em CD duplo registram apresentações ao vivo de várias fazes do guitarrista. Porém o volume 2 possui o diferencial de mostrar uma única apresentação gravada em Helsinque no ano de 1974. Aqui o destaque fica pela banda do guitarrista, formada por Napoleon Murphy Brock nos sax e flautas, George Duke nos teclados, Ruth Underwood no vibraphone e percussão, Tomn Fowler no baixo e Chester Thompson na bateria.  Como se percebe, é uma banda pequena em se tratando de Zappa que já chegou a ter formações com até 12 músicos. Além pouco numerosa, essa formação contava apenas com Zappa no comando das guitarras, ou seja:  Tudo que vc escutar no álbum duplo é o mestre em ação, respondendo pelos solos e bases do instrumento. Aqui você tem a guitarra de Zappa mais presente do que em formações em que ele divide o instrumento com outros.

Uma rápida apresentação com “Tush, tush, tush”, e Zappa começa o show com a rápida “Srinkfood” onde o guitarrista mostra a que veio, com sua guitarra pungente tomando conta do tema;

Segue o show “Inca Roads” um de seus temas mais conhecidos, amparado pela voz melódica de Napoleon e pelo vibrafone exótico de underwood. O tema tem quase 10 minutos e a guitarra de Frank se mostra presente durante toda a parte instrumental da canção, com destaque para a condução atrabiliária de Thompson. Na parte final Duke Brinca com os teclados e a canção ganha ares de improviso jazzístico. Essa é uma das melhores versões da canção;

O intrincado tema instrumental “RDNZL” com a adição do sax de Napoleon começa mais lenta, privilegiando o vibrafone. O tema vai crescendo a medida vai entrando outros instrumentos. Zappa toma conta da canção mais uma vez ao entrar com sua guitarra singular; 

O lado pop do músico vem a “Village of the Sun”, que aqui aparece em uma arranjo muito mais acelerado e bem mais interessante. Emendam no complexo tema "Echidna's Arf (Of You)", cheios sincopes e mudanças de andamento, tendo a frente o sax de Brock. Essa faixa é seguida por "Don't You Ever Wash That Thing?", um tema similar que, se você piscar nem percebe que o tema anterior se encerrou. Porém, aqui a guitarra de Zappa se faz mais presente, aparecendo no meio da canção;
	
“Pygmy Twylyte” está ligeiramente diferente do que ficou imortalizado em “Roxy e Elsewhere”. A guitarra de Zappa soa mais pesada  e o vocal mais rasgado. É uma das poucas versões que estão menos rápidas e digamos, mais pensada. Tem um dos melhores solos de guitarra do show, e a canção ficou bem maior, chegando aos oito minutos;

“Room Service” possui uma groove contagiante em seu andamento, certamente influenciado pelo vocal soul de Brock que improvisa bem a vontade ao lado do líder;

O grupo resgata “The Idiot Bastard Son”, da época dos Mothers, que serve de vinheta para “Cheepins”, que ficou mais rápida e pesada sem os vocais de apoio feminino. Apesar de mais sincopada, está igualmente debochada, com Frank disparando sua metralhadora verbal no meio da canção

O segundo disco do show abre com a inédita “Aproximate”, tema instrumental em que a guitarra de Zappa e a Marimba de Ruth dividem as atenções, sobrando ainda espaço pra Duke e Thompson;

“Dupree´s Paradise”, é a suíte do disco com seus vinte minutos de duração. Esta é uma peça clássica composta por Frank para  um trabalho gravado ao lado do maestro Pierre Boulez, que aqui foi adaptado para sua banda. Se os arranjos ficaram mais pobres pela falta da orquestra, por outro lado os músicos subverteram o tema e o ampliaram, uma vez que a versão original possui apenas sete minutos. Destaque para o baixo pulsante de Fowler e o monstruoso solo de bateria de Chester;

 “Satumaa” e “T Mershi Duween”são outros dois temas inéditos: enquanto o primeiro é uma valsa debochada, capitaneada pelo vibrafone, a segunda é um curto tema complexo tendo a frente a bateria de Thompson;

“The  Dog Breath Variations”, ‘Uncle Meat” e a inédita “Building a Girl” são temas relativamente curtos, com pouco mais de um minuto, que, além de servirem como vinheta, ainda evidenciam individualmente o talento de cada integrante do grupo;

Na faixa “Montana” acontece algo curioso: Antes de começarem a tocar a canção, um fã afoito grita incessantemente para tocarem “whipping post”, clássica composição do The Allman Brothers Band, fazendo Zappa brincar com a plateia arrancando risos de todos. Curiosamente ele gravaria a canção em “Them or Us” um de seus futuros trabalhos. Falando desta versão, Frank executa um solo de guitarra digno de figurar em seus trabalhos instrumentais como ‘Hot Rats”

O trecho curto de “Big Swifty encerra o álbum de maneira soberba, demonstrando quão grande era integração do grupo.

Embora pouco conhecido da maioria dos apreciadores da obra de 
Zappa, o volume 2 desta série merece ser conferido por trazer ao palco uma banda dinâmica, subvertendo os temas mais conhecidos com novos arranjos e a guitarra do mestre  onipresente no palco. Um registro essencial.  

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