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Resenha: Metallica - Ride The Lightning (1984)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Grande agressividade, técnica e gama de expressão musical
5
06/11/2018

Se Kill 'Em All havia sido um baque quando lançado, o que a banda mostrou um ano depois através de Ride the Lightning foi muito mais impressionante. Um crescimento musical e coragem em polir a sua sonoridade sem a necessidade de deixar de ser “sujo”. Um disco com grande agressividade, técnica e gama de expressão musical. Cada faixa traz algo novo e as próprias letras empurram a banda pra um novo território.

Tem início com “Fight Fire With Fire” mostrando logo de cara algumas inovações musicais da banda através de uma introdução pseudo-clássica, porém, logo em seguida a banda também mostra-se fiel ao que foi apresentado em sua estreia, ou seja, um som agressivo, rápido, vicioso e intransigente. 

O disco segue através da faixa título, “Ride the Lightning”, uma música que carrega toda a essência do Metallica daquela época, riffs simples e brutais, melódicos e agressivos, com bastante peso e velocidade, um solo de guitarra memorável, além de um toque muito interessante e pesado do baixo. Com letras sobre a execução em uma cadeira elétrica, é mais um dos exemplos que carrega o tema de morte no disco. Um clássico da banda. 

“For Whom The Bell Tolls” eu considero a música do Metallica com a melhor introdução entre todas do seu catálogo, também é cheia de linhas pesadas de guitarra e os vocais de James estão excelentes. A faixa é a descrição de uma das cenas do romance de mesmo nome e escrito por Ernest Hemingway. 

“Fade to Black” foi a primeira tentativa do Metallica de fazer uma balada e, mais do que somente tentar, pra mim eles chegaram num resultado jamais atingido em outra futura criação desse gênero. A introdução em seus primeiros segundos lembra um pouco a “Goodbye Blue Sky” do disco The Wall do Pink Floyd. Começa silenciosamente e emotivamente, cantando e mudando as assinaturas do tempo para um grande final, com guitarras trituradas e solos barulhentos. Os anos 80 nunca haviam encontrado nada parecido, creio que até os críticos mais chatos tiveram que sentar e prestar atenção nela. 

“Trapped Under Ice” é uma das músicas menos populares do Metallica, sendo tocada ao vivo poucas vezes durante a longa estrada percorrida pelo grupo. Apesar de ser bastante rápida e direta, ainda consegue ter três solos, riffs interessantes e vocais de arrepiar. Uma pena a banda aproveitá-la tão pouco em seus concertos. 

“Escape” é o momento menos expressivo do disco e também a única música em que o tema morte não se encaixa. Também não possui a mesma ferocidade encontrada nas faixas anteriores e carrega um toque definitivo da nova ordem do metal britânico. Embora seja o ponto mais fraco do álbum, ainda assim é uma faixa bastante sólida e de um final muito cativante. 

“Creeping Death” não pode ser definida com algo inferior a brilhante. Possui um padrão métrico bastante complexo e que quebra em várias direções. Excelentes letras muito bem executadas por James e riffs simplesmente implacáveis. Em poucas palavras, uma música de tirar o fôlego. 

“The Call of Ktulu” com seus quase nove minutos de duração é extremamente rica em conteúdo e estrutura, movendo-se em muitas direções diferentes sempre com um senso de direção preciso. Bom lembrar também que funciona lindamente com uma orquestra sinfônica, fato que pode ser visto em S&M. Um épico instrumental sombrio, excitante e cuidadosamente bem elaborado que passa por uma série de desenvolvimento de temas e finaliza o álbum de forma grandiosa. 

Apesar do meu comentário menos animador em relação a “Escape”, ele jamais seria motivo suficiente pra não classificar esse álbum com a maior nota possível.  Ride the Lightning  é um desfile de versatilidade musical emergindo sensações múltiplas no ouvinte que se deixa levar. Sendo sempre muito bem construído e direcionado, onde suas músicas sabem exatamente de onde vêm e pra onde vão.

Grande agressividade, técnica e gama de expressão musical
5
06/11/2018

Se Kill 'Em All havia sido um baque quando lançado, o que a banda mostrou um ano depois através de Ride the Lightning foi muito mais impressionante. Um crescimento musical e coragem em polir a sua sonoridade sem a necessidade de deixar de ser “sujo”. Um disco com grande agressividade, técnica e gama de expressão musical. Cada faixa traz algo novo e as próprias letras empurram a banda pra um novo território.

Tem início com “Fight Fire With Fire” mostrando logo de cara algumas inovações musicais da banda através de uma introdução pseudo-clássica, porém, logo em seguida a banda também mostra-se fiel ao que foi apresentado em sua estreia, ou seja, um som agressivo, rápido, vicioso e intransigente. 

O disco segue através da faixa título, “Ride the Lightning”, uma música que carrega toda a essência do Metallica daquela época, riffs simples e brutais, melódicos e agressivos, com bastante peso e velocidade, um solo de guitarra memorável, além de um toque muito interessante e pesado do baixo. Com letras sobre a execução em uma cadeira elétrica, é mais um dos exemplos que carrega o tema de morte no disco. Um clássico da banda. 

“For Whom The Bell Tolls” eu considero a música do Metallica com a melhor introdução entre todas do seu catálogo, também é cheia de linhas pesadas de guitarra e os vocais de James estão excelentes. A faixa é a descrição de uma das cenas do romance de mesmo nome e escrito por Ernest Hemingway. 

“Fade to Black” foi a primeira tentativa do Metallica de fazer uma balada e, mais do que somente tentar, pra mim eles chegaram num resultado jamais atingido em outra futura criação desse gênero. A introdução em seus primeiros segundos lembra um pouco a “Goodbye Blue Sky” do disco The Wall do Pink Floyd. Começa silenciosamente e emotivamente, cantando e mudando as assinaturas do tempo para um grande final, com guitarras trituradas e solos barulhentos. Os anos 80 nunca haviam encontrado nada parecido, creio que até os críticos mais chatos tiveram que sentar e prestar atenção nela. 

“Trapped Under Ice” é uma das músicas menos populares do Metallica, sendo tocada ao vivo poucas vezes durante a longa estrada percorrida pelo grupo. Apesar de ser bastante rápida e direta, ainda consegue ter três solos, riffs interessantes e vocais de arrepiar. Uma pena a banda aproveitá-la tão pouco em seus concertos. 

“Escape” é o momento menos expressivo do disco e também a única música em que o tema morte não se encaixa. Também não possui a mesma ferocidade encontrada nas faixas anteriores e carrega um toque definitivo da nova ordem do metal britânico. Embora seja o ponto mais fraco do álbum, ainda assim é uma faixa bastante sólida e de um final muito cativante. 

“Creeping Death” não pode ser definida com algo inferior a brilhante. Possui um padrão métrico bastante complexo e que quebra em várias direções. Excelentes letras muito bem executadas por James e riffs simplesmente implacáveis. Em poucas palavras, uma música de tirar o fôlego. 

“The Call of Ktulu” com seus quase nove minutos de duração é extremamente rica em conteúdo e estrutura, movendo-se em muitas direções diferentes sempre com um senso de direção preciso. Bom lembrar também que funciona lindamente com uma orquestra sinfônica, fato que pode ser visto em S&M. Um épico instrumental sombrio, excitante e cuidadosamente bem elaborado que passa por uma série de desenvolvimento de temas e finaliza o álbum de forma grandiosa. 

Apesar do meu comentário menos animador em relação a “Escape”, ele jamais seria motivo suficiente pra não classificar esse álbum com a maior nota possível.  Ride the Lightning  é um desfile de versatilidade musical emergindo sensações múltiplas no ouvinte que se deixa levar. Sendo sempre muito bem construído e direcionado, onde suas músicas sabem exatamente de onde vêm e pra onde vão.

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