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Resenha: John McLaughlin - Electric Guitarist (1978)

Por: Márcio Chagas

Acessos: 72

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Um clássico absoluto e irrepreensível do fusion
5
03/11/2018

Muitos são os guitarristas que tocam fusion, mas quantos podem dizer que criaram o estilo? Certamente John Mclaughlin pode! O guitarrista foi um dos destaques da banda do trompetista Miles Davis quando gravaram o seminal Bitche´s Brew, o disco que redefiniu os rumos da música instrumental fundindo homogeneamente rock com o jazz e criando o estilo denominado fusion.

Uma década após brilhar na banda de Miles, o guitarrista resolveu gravar uma verdadeira celebração do estilo que o consagrou, registrando um álbum com convidados diferentes em cada uma das faixas, sendo a maioria seus amigos e expoentes consagrados do fusion.

Pelo fato de haver muitos músicos, mencionarei a formação de cada faixa no fim da análise de cada canção.

O disco abre com “New York On My Mind”, um tema midi tempo, com a guitarra de Mclaughlin fazendo um contraponto com o violino de Jerry Goldman(seu antigo parceiro do Mahavischnu Orchestra) e tendo como base o piano elétrico de Stu Goldberg. O tema reflete o lado mais cool do guitarrista.
 John Mclaughlin – guitarra, Jerry Golman – violino, Stu Goldberg – piano, Fernando Saunders – baixo, Billy cobham – bateria.

“Friedship” vem a seguir, um tema composto para celebrar a amizade de Mclaughlin com o Guitarrista mexicano Carlos Santana, uma vez que na época, os músicos comungavam das mesmas crenças religiosas/hinduísta, tendo gravado inclusive um álbum completo. Na canção os guitarristas, com estilos completamente distintos, se completam harmonicamente, em um tema sincopado, tendo como destaques o órgão de Tom Coster que cria uma base perfeita para a desenvoltura do tema e o percussionista Alyrio Lima e sua cuíca. Um tema com várias nuances e mudanças de andamento, que evidencia as múltiplas influências do guitarrista. 
John Mcalughlin – guitarra, Carlos Santana – Guitarra, Narada Michael Waden – Bateria, Neil Jason – Baixo, Tom Coster – Orgão, Alyrio Lima e armando Peraza – Percussão.

Em “Every Tear From Every Eye”, Mclaughlin tem como convidado David Samborn, um dos principais nomes do soft jazz (ou pop jazz se você preferir). Porém, no tema apresentado o músico consegue se enveredar com desenvoltura pelo estilo fusion, fazendo um contraponto com a guitarra de Mclaughlin por vezes com notas profundas e outras com notas exparsas. Patrice Rushen é outra que brilha com seu piano dando corpo a canção. 
John Mclaughlin – Guitarra, David Samborn – Sax alto, Alphonson Johnson – baixo, Patrice Rushen – piano, Tony Smith – bateria.

Na faixa seguinte, "Do You Hear the Voices That You Left Behind?", o guitarrista reuniu a nata do fusion para compor um tema calcado no jazz, com um andamento dinâmico e energético, com espaço para cada um se sobressair em seu instrumento. Destaque para a bateria sincopada de Dejohnette. Seguramente este é um dos melhores temas do universo fusion. 
John mclaughlin – guitarra, Chick Corea – piano, Stanley Clarke – baixo, Jack Dejohnette – bateria.

Em "Are You the One? Are You the One?"	Mclaughlin recria o trio que tocava junto no Lifetime, combo comandado pelo baterista Tony Williams. O tema é grooveado, com um bom Swing, calcado no baixo de Jack Bruce, ele mesmo! O baixista que fez história no Cream. Mclaughlin deixa a cozinha brilhar no tema, fazendo incursões com sua guitarra encharcada de wah wah (pedal de guitarra popularizado por Hendrix), trabalho de gênio mesmo. 
John mclaughiln – guitarra, Jack Bruce – Baixo, Tony Williams – bateria.

O tema seguinte, "Phenomenon: Compulsion” é uma composição atrabiliária em que o guitarrista aparece improvisando acompanhado apenas pelo baterista panamenho Billy Cobhan, outro ex colega da Mahavischnu. Mclaughlin abusa da distorção e coloca pra fora sua veia roqueira. Merece aplausos também o trabalho de Cobhan com os tambores e na condução da caixa. Um tema forte e urgente. 
John mclaughlin – Guitarra, Billy Cobhan – bateria.

Encerrando o álbum temos Mclaughilin solitário com sua guitarra, tocando um standart do jazz "My Foolish Heart". O músico parece ter a intenção de dar uma folga ao ouvinte dos temas apresentados no álbum, tocando uma canção lenta, singela e harmonicamente simples. Um tema imprevisível dentro do contexto apresentado no disco, mas não menos genial.

De saldo final, temos um álbum irrepreensível que se tornou um clássico absoluto do estilo e ajudou a alavancar a carreira solo de Mclaughlin que até antão se resumia a apenas quatro obscuros álbuns. O disco chegou ao 6º lugar da para de jazz da Billboard, e até os dias de hoje é considerado o mais conhecido trabalho do guitarrista. 

Um disco essencial para os amantes do fusion. 

Um clássico absoluto e irrepreensível do fusion
5
03/11/2018

Muitos são os guitarristas que tocam fusion, mas quantos podem dizer que criaram o estilo? Certamente John Mclaughlin pode! O guitarrista foi um dos destaques da banda do trompetista Miles Davis quando gravaram o seminal Bitche´s Brew, o disco que redefiniu os rumos da música instrumental fundindo homogeneamente rock com o jazz e criando o estilo denominado fusion.

Uma década após brilhar na banda de Miles, o guitarrista resolveu gravar uma verdadeira celebração do estilo que o consagrou, registrando um álbum com convidados diferentes em cada uma das faixas, sendo a maioria seus amigos e expoentes consagrados do fusion.

Pelo fato de haver muitos músicos, mencionarei a formação de cada faixa no fim da análise de cada canção.

O disco abre com “New York On My Mind”, um tema midi tempo, com a guitarra de Mclaughlin fazendo um contraponto com o violino de Jerry Goldman(seu antigo parceiro do Mahavischnu Orchestra) e tendo como base o piano elétrico de Stu Goldberg. O tema reflete o lado mais cool do guitarrista.
 John Mclaughlin – guitarra, Jerry Golman – violino, Stu Goldberg – piano, Fernando Saunders – baixo, Billy cobham – bateria.

“Friedship” vem a seguir, um tema composto para celebrar a amizade de Mclaughlin com o Guitarrista mexicano Carlos Santana, uma vez que na época, os músicos comungavam das mesmas crenças religiosas/hinduísta, tendo gravado inclusive um álbum completo. Na canção os guitarristas, com estilos completamente distintos, se completam harmonicamente, em um tema sincopado, tendo como destaques o órgão de Tom Coster que cria uma base perfeita para a desenvoltura do tema e o percussionista Alyrio Lima e sua cuíca. Um tema com várias nuances e mudanças de andamento, que evidencia as múltiplas influências do guitarrista. 
John Mcalughlin – guitarra, Carlos Santana – Guitarra, Narada Michael Waden – Bateria, Neil Jason – Baixo, Tom Coster – Orgão, Alyrio Lima e armando Peraza – Percussão.

Em “Every Tear From Every Eye”, Mclaughlin tem como convidado David Samborn, um dos principais nomes do soft jazz (ou pop jazz se você preferir). Porém, no tema apresentado o músico consegue se enveredar com desenvoltura pelo estilo fusion, fazendo um contraponto com a guitarra de Mclaughlin por vezes com notas profundas e outras com notas exparsas. Patrice Rushen é outra que brilha com seu piano dando corpo a canção. 
John Mclaughlin – Guitarra, David Samborn – Sax alto, Alphonson Johnson – baixo, Patrice Rushen – piano, Tony Smith – bateria.

Na faixa seguinte, "Do You Hear the Voices That You Left Behind?", o guitarrista reuniu a nata do fusion para compor um tema calcado no jazz, com um andamento dinâmico e energético, com espaço para cada um se sobressair em seu instrumento. Destaque para a bateria sincopada de Dejohnette. Seguramente este é um dos melhores temas do universo fusion. 
John mclaughlin – guitarra, Chick Corea – piano, Stanley Clarke – baixo, Jack Dejohnette – bateria.

Em "Are You the One? Are You the One?"	Mclaughlin recria o trio que tocava junto no Lifetime, combo comandado pelo baterista Tony Williams. O tema é grooveado, com um bom Swing, calcado no baixo de Jack Bruce, ele mesmo! O baixista que fez história no Cream. Mclaughlin deixa a cozinha brilhar no tema, fazendo incursões com sua guitarra encharcada de wah wah (pedal de guitarra popularizado por Hendrix), trabalho de gênio mesmo. 
John mclaughiln – guitarra, Jack Bruce – Baixo, Tony Williams – bateria.

O tema seguinte, "Phenomenon: Compulsion” é uma composição atrabiliária em que o guitarrista aparece improvisando acompanhado apenas pelo baterista panamenho Billy Cobhan, outro ex colega da Mahavischnu. Mclaughlin abusa da distorção e coloca pra fora sua veia roqueira. Merece aplausos também o trabalho de Cobhan com os tambores e na condução da caixa. Um tema forte e urgente. 
John mclaughlin – Guitarra, Billy Cobhan – bateria.

Encerrando o álbum temos Mclaughilin solitário com sua guitarra, tocando um standart do jazz "My Foolish Heart". O músico parece ter a intenção de dar uma folga ao ouvinte dos temas apresentados no álbum, tocando uma canção lenta, singela e harmonicamente simples. Um tema imprevisível dentro do contexto apresentado no disco, mas não menos genial.

De saldo final, temos um álbum irrepreensível que se tornou um clássico absoluto do estilo e ajudou a alavancar a carreira solo de Mclaughlin que até antão se resumia a apenas quatro obscuros álbuns. O disco chegou ao 6º lugar da para de jazz da Billboard, e até os dias de hoje é considerado o mais conhecido trabalho do guitarrista. 

Um disco essencial para os amantes do fusion. 

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