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Resenha: Black Sabbath - Headless Cross (1989)

Por: Márcio Chagas

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O melhor da fase com Tony Martin
3.5
03/11/2018

A situação não andava bem para ao Black Sabbath no ano de 1988, uma vez que o grupo se resumia a Iommy e o tecladista Geoff Nicholls. Tony Martin havia deixado o grupo para se dedicar a outros projetos, e o guitarrista que havia acabado de assinar contrato com o mediano selo I.R.S. e tentava mais uma vez reformular o grupo.
Para a bateria, o músico conseguiu trazer o lendário Cozy Powell, para os vocais, houve o retorno de Tony Martin, e para o baixo Iommy tentou trazer seu antigo colega Geezer Butler, conversando inclusive com sua esposa Glória, mas na época seu antigo parceiro não queria abrir mão de sua carreira solo. O jeito então foi começar as gravações com um músico contratado. A escolha recaiu sobre Laurence Cottle, e com este line –up começaram as gravações. 
Em abril de 1989 o disco foi lançado no mercado com oito faixas, e de certo modo redefiniu a sonoridade do grupo.

O álbum se inicia com “The Gates Of Hell", um curto tema usado por Nicholls para suas introduções. Rapidamente entra a faixa título, com a bateria de Powell “na cara”, mostrando certa reestruturação nas canções do grupo, pois a bateria vinha com maior evidência, tocando em cima do riff de Iommy. É inegável que Martin está mais a vontade em seu segundo trabalho de estúdio, mais solto e com um vocal mais potente. Também é perceptível que o baixo assumiu um papel de mero coadjuvante, não mostrando nem de longe as passagens intrincadas criadas outrora por Butler;

Na faixa seguinte ‘Devil and Daughter”’, a mudança de sonoridade continua, com uma entrada de teclados amparando a canção, que somente vê a guitarra de Iommy em evidência quando Tony começa a cantar. É uma composição dinâmica, com um bom refrão;

“When Dead Calls” é pesada, soturna e cadenciada, uma canção típica do Sabbath. Aqui temos um convidado especial: o guitarrista Brian May do grupo Queen, mostrando seu lado mais sombrio e se encarregando inclusive do solo principal. Ao lado da faixa título, esse é um dos melhores temas do álbum;

"Kill in the Spirit World”, é um bom tema, mas não pra o Black Sabbath. Eu explico: sua introdução e andamento sofre influência direta de grupos como Journey e Survivor, que estavam em alta na metade da década de 80. Um tema que ficaria excelente em um disco solo de  Martin que está cantando como nunca ou de Iommy, inclusive este ultimo executa um belo solo em seu instrumento, mas repito: não tem absolutamente NADA a ver com a sonoridade Sabbáthica, apesar de guitarra inconfundível do mestre Iommy;

A faixa seguinte "Call of the Wild", tem o mesmo sentimento da canção anterior, ou seja: mais um tema excelente, com um dos melhores trabalhos vocais de Martin, mas  demasiadamente influenciado pelo AOR, descaracterizando o som do grupo;

“Black Moon”, com seu riff certeiro de guitarra e a bateria pesada de Powell, já traz o grupo de volta a uma sonoridade mais pesada, com um refrão marcante e dinâmico e um solo pungente de Iommy que parece ter saído de uma Fender Stratocaster;

Encerrando o álbum, vem “Nightwing”, uma canção que começa lenta, com dedilhados, e vai crescendo em seu desenvolvimento. Curiosamente se parece muito com os primeiros trabalhos do Dio, antigo vocalista do grupo.

De saldo final, Headless Cross, é um bom disco, com uma sonoridade diferente, e que seria ainda melhor se alguns temas não fossem tão influenciados pelo AOR. Claro que essa mudança se refletiu nas vendas, uma vez que o disco não conseguiu boas colocações nos EUA e Reino Unido. 

Apesar de todas as restrições este álbum pode ser considerado um dos pontos altos da fase do Black Sabbath com Tony Martin nos vocais.

O melhor da fase com Tony Martin
3.5
03/11/2018

A situação não andava bem para ao Black Sabbath no ano de 1988, uma vez que o grupo se resumia a Iommy e o tecladista Geoff Nicholls. Tony Martin havia deixado o grupo para se dedicar a outros projetos, e o guitarrista que havia acabado de assinar contrato com o mediano selo I.R.S. e tentava mais uma vez reformular o grupo.
Para a bateria, o músico conseguiu trazer o lendário Cozy Powell, para os vocais, houve o retorno de Tony Martin, e para o baixo Iommy tentou trazer seu antigo colega Geezer Butler, conversando inclusive com sua esposa Glória, mas na época seu antigo parceiro não queria abrir mão de sua carreira solo. O jeito então foi começar as gravações com um músico contratado. A escolha recaiu sobre Laurence Cottle, e com este line –up começaram as gravações. 
Em abril de 1989 o disco foi lançado no mercado com oito faixas, e de certo modo redefiniu a sonoridade do grupo.

O álbum se inicia com “The Gates Of Hell", um curto tema usado por Nicholls para suas introduções. Rapidamente entra a faixa título, com a bateria de Powell “na cara”, mostrando certa reestruturação nas canções do grupo, pois a bateria vinha com maior evidência, tocando em cima do riff de Iommy. É inegável que Martin está mais a vontade em seu segundo trabalho de estúdio, mais solto e com um vocal mais potente. Também é perceptível que o baixo assumiu um papel de mero coadjuvante, não mostrando nem de longe as passagens intrincadas criadas outrora por Butler;

Na faixa seguinte ‘Devil and Daughter”’, a mudança de sonoridade continua, com uma entrada de teclados amparando a canção, que somente vê a guitarra de Iommy em evidência quando Tony começa a cantar. É uma composição dinâmica, com um bom refrão;

“When Dead Calls” é pesada, soturna e cadenciada, uma canção típica do Sabbath. Aqui temos um convidado especial: o guitarrista Brian May do grupo Queen, mostrando seu lado mais sombrio e se encarregando inclusive do solo principal. Ao lado da faixa título, esse é um dos melhores temas do álbum;

"Kill in the Spirit World”, é um bom tema, mas não pra o Black Sabbath. Eu explico: sua introdução e andamento sofre influência direta de grupos como Journey e Survivor, que estavam em alta na metade da década de 80. Um tema que ficaria excelente em um disco solo de  Martin que está cantando como nunca ou de Iommy, inclusive este ultimo executa um belo solo em seu instrumento, mas repito: não tem absolutamente NADA a ver com a sonoridade Sabbáthica, apesar de guitarra inconfundível do mestre Iommy;

A faixa seguinte "Call of the Wild", tem o mesmo sentimento da canção anterior, ou seja: mais um tema excelente, com um dos melhores trabalhos vocais de Martin, mas  demasiadamente influenciado pelo AOR, descaracterizando o som do grupo;

“Black Moon”, com seu riff certeiro de guitarra e a bateria pesada de Powell, já traz o grupo de volta a uma sonoridade mais pesada, com um refrão marcante e dinâmico e um solo pungente de Iommy que parece ter saído de uma Fender Stratocaster;

Encerrando o álbum, vem “Nightwing”, uma canção que começa lenta, com dedilhados, e vai crescendo em seu desenvolvimento. Curiosamente se parece muito com os primeiros trabalhos do Dio, antigo vocalista do grupo.

De saldo final, Headless Cross, é um bom disco, com uma sonoridade diferente, e que seria ainda melhor se alguns temas não fossem tão influenciados pelo AOR. Claro que essa mudança se refletiu nas vendas, uma vez que o disco não conseguiu boas colocações nos EUA e Reino Unido. 

Apesar de todas as restrições este álbum pode ser considerado um dos pontos altos da fase do Black Sabbath com Tony Martin nos vocais.

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