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Resenha: Bon Jovi - Slippery When Wet (1986)

Por: Márcio Chagas

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Um clássico absoluto do hard rock.
5
02/11/2018

No meio da década de 80 o Bon Jovi era um grupo com dois discos gravados e alguma experiência no cenário musical. Porém, a banda não tinha um hit, e não fazia parte do primeiro escalão da musica americana, sendo relegados a segundo time. A verdade é que além de não terem um grande sucesso, o grupo ainda não havia se profissionalizado completamente, com seus músicos deixando a desejar em suas performances.

Dispostos a mudar essa situação, o Bon Jovi começou a levar a sério seu trabalho e seguindo o conselho de Gene Simmons (Kiss), contrataram o hitmaker Desmond Child para ajudar nas composições. Para a produção veio Bruce Fairbain, que havia impressionado o vocalista Jon em trabalhos anteriores e cada membro da banda começou a se dedicar mais em seu respectivo instrumento.

Jon Bon Jovi aprendeu a desenvolver melhor suas habilidades vocais, deixando seu vocal mais forte e com maior alcance, Richie Sambora aprimorou suas habilidades na guitarra utilizando inclusive de novos recursos como o tolbox e o violão de 12 cordas, David Bryan aprendeu a ter uma maior percepção de seu instrumento dentro do universo do hard rock, excluindo os excessos e aperfeiçoando sua técnica. Alec John Such tinha consciência de que não há super baixistas neste estilo e Tico Torres mantinha sua pegada energética e entusiasmada em cada faixa. 

O grupo e seus colaboradores compuseram cerca de 30 músicas que foram testadas em apresentações locais visando a receptividade do público com o intuito de trabalharem as mais bem aceitas. Selecionaram 10 faixas e finalmente entraram em estúdio para as gravações.

Lançado em agosto de 1986, o disco abre com “Let it Rock”, onde Bryan ferve os teclados e hammonds amparado pela guitarra de Sambora em um clima perfeito para o que viria a seguir, um rock energético e contagiante, onde a banda convida todos a deixar rolar e se divertir. Mais hard rock impossível. E isso é só o começo;

A faixa seguinte, “You Give Love A Bad Name” foi concebida para ser um hit com todos os clichês possíveis. Uma excelente composição de Desmond Child que teria composto originalmente para Bonnie Tyler.  Foi retrabalhada para o grupo com sua entrada apoteótica e riff de guitarra certeiro;

Outra paulada vem a seguir, o megahit “Livin On A Prayer. Uma curiosidade é que Jon não queria que a música entrasse no álbum, sendo convencido posteriormente por Sambora que rearranjou a canção, utilizando inclusive efeitos do citado talbox. A faixa começa mais lenta e vai crescendo paulatinamente até estourar no refrão. Não tem como ficar indiferente a ela, você canta sem perceber;

“Social Dicease” vem em sequência, é completamente calcada no riff de guitarra de Sambora sempre “na cara”. Na letra, jon compara o amor a uma doença social. É tola mas contagiante. E realmente merece aplausos o trabalho de Richie na música;

A balada emblemática “Wanted Dead Or Alive”, mostra o grupo se enveredando por novos caminhos e extravasando sua veia country. Outro destaque para Sambora, que trabalhou harmoniosamente violões de 6 e 12 cordas com a guitarra elétrica. Ainda hoje é uma das músicas obrigatórias nos shows do grupo;

O lado “B” do antigo vinil começa com ‘Rayse Your Hands”, talvez a mais pesada do disco, com um riff cavalgante de Sambora e os vocais rasgados de Jon, além de um grande trabalho de vocais durante o coro;

“Without Love” é excessivamente pop e a que menos gosto em todo o disco. Todo o conceito ali soa datado. Anos 80 total. Mas não faz feio se olharmos o conjunto da obra;

A seguir vem mais um hit, ‘I Die for You”. Uma composição essencialmente hard rock com um pezinho no AOR, principalmente pelos timbre utilizado por David nos teclados, sendo que alguns remetem até mesmo ao Journey. Uma boa canção;

 Nos anos 80, ninguém compunha balada tão bem como as bandas de hard rock, e o Bon Jovi apresentou em ‘Never Say goodbye”, uma canção passional e arrastada como toda boa balada que se preze. A música foi importante porque deixou o grupo conhecido fora da esfera do rock;

“Wild In The Streets” encerra o petardo em ritmo de festa. Mais um tema contagiante com influencia de AOR e um bom trabalho de Tico torres nos tambores.
Após o lançamento “Slyppery When Wet” estourou  mundialmente tendo conseguido o primeiro lugar em vários países.  O grupo subiu de relativamente conhecido dentro do cenário americano para o status de mega banda mundial,  com clips passando direto na MTV e alçando seu vocalista como o maior galã do Hard rock.

No Brasil a musica “You Give Love A Bad Name” fez parte da trilha sonora de um famoso comercial de cigarros. Naquela época, ter uma canção vinculada neste tipo de comercial era o equivalente a ter um hit tocando nas novelas. E falando em novela, “Never Say Goodbye” fez parte da trilha de “Mandala”, folhetim global do horário nobre. Ou seja: o grupo se tornou conhecido nas principais mídias da época em um curto espaço de tempo. 

Vale mencionar que o titulo do álbum ‘escorregadio quando molhado”, foi inspirado nas stripers de um clube frequentado pelo grupo. As modelos passavam uma mistura de água e óleo no corpo para se desvencilhar facilmente dos clientes mais afoitos. Inclusive a capa mostrava uma modelo com uma camisa molhada com a inscrição do titulo do álbum, vetada pela gravadora na maioria dos países.

O disco se encontra hoje entre os 200 albuns definitivos de hard rock no rock and Roll Off Fame, se tornando essencial para qualquer fã do estilo.

Com 12 milhões de cópias vendias, videoclips e incessantes turnês, o grupo alcançou a estrelato e nunca mais parou.   O álbum seguinte “New Jersey”, serviu apenas para corroborar a popularidade do grupo. Mas isso já é assunto para outro post. 

Um clássico absoluto do hard rock.
5
02/11/2018

No meio da década de 80 o Bon Jovi era um grupo com dois discos gravados e alguma experiência no cenário musical. Porém, a banda não tinha um hit, e não fazia parte do primeiro escalão da musica americana, sendo relegados a segundo time. A verdade é que além de não terem um grande sucesso, o grupo ainda não havia se profissionalizado completamente, com seus músicos deixando a desejar em suas performances.

Dispostos a mudar essa situação, o Bon Jovi começou a levar a sério seu trabalho e seguindo o conselho de Gene Simmons (Kiss), contrataram o hitmaker Desmond Child para ajudar nas composições. Para a produção veio Bruce Fairbain, que havia impressionado o vocalista Jon em trabalhos anteriores e cada membro da banda começou a se dedicar mais em seu respectivo instrumento.

Jon Bon Jovi aprendeu a desenvolver melhor suas habilidades vocais, deixando seu vocal mais forte e com maior alcance, Richie Sambora aprimorou suas habilidades na guitarra utilizando inclusive de novos recursos como o tolbox e o violão de 12 cordas, David Bryan aprendeu a ter uma maior percepção de seu instrumento dentro do universo do hard rock, excluindo os excessos e aperfeiçoando sua técnica. Alec John Such tinha consciência de que não há super baixistas neste estilo e Tico Torres mantinha sua pegada energética e entusiasmada em cada faixa. 

O grupo e seus colaboradores compuseram cerca de 30 músicas que foram testadas em apresentações locais visando a receptividade do público com o intuito de trabalharem as mais bem aceitas. Selecionaram 10 faixas e finalmente entraram em estúdio para as gravações.

Lançado em agosto de 1986, o disco abre com “Let it Rock”, onde Bryan ferve os teclados e hammonds amparado pela guitarra de Sambora em um clima perfeito para o que viria a seguir, um rock energético e contagiante, onde a banda convida todos a deixar rolar e se divertir. Mais hard rock impossível. E isso é só o começo;

A faixa seguinte, “You Give Love A Bad Name” foi concebida para ser um hit com todos os clichês possíveis. Uma excelente composição de Desmond Child que teria composto originalmente para Bonnie Tyler.  Foi retrabalhada para o grupo com sua entrada apoteótica e riff de guitarra certeiro;

Outra paulada vem a seguir, o megahit “Livin On A Prayer. Uma curiosidade é que Jon não queria que a música entrasse no álbum, sendo convencido posteriormente por Sambora que rearranjou a canção, utilizando inclusive efeitos do citado talbox. A faixa começa mais lenta e vai crescendo paulatinamente até estourar no refrão. Não tem como ficar indiferente a ela, você canta sem perceber;

“Social Dicease” vem em sequência, é completamente calcada no riff de guitarra de Sambora sempre “na cara”. Na letra, jon compara o amor a uma doença social. É tola mas contagiante. E realmente merece aplausos o trabalho de Richie na música;

A balada emblemática “Wanted Dead Or Alive”, mostra o grupo se enveredando por novos caminhos e extravasando sua veia country. Outro destaque para Sambora, que trabalhou harmoniosamente violões de 6 e 12 cordas com a guitarra elétrica. Ainda hoje é uma das músicas obrigatórias nos shows do grupo;

O lado “B” do antigo vinil começa com ‘Rayse Your Hands”, talvez a mais pesada do disco, com um riff cavalgante de Sambora e os vocais rasgados de Jon, além de um grande trabalho de vocais durante o coro;

“Without Love” é excessivamente pop e a que menos gosto em todo o disco. Todo o conceito ali soa datado. Anos 80 total. Mas não faz feio se olharmos o conjunto da obra;

A seguir vem mais um hit, ‘I Die for You”. Uma composição essencialmente hard rock com um pezinho no AOR, principalmente pelos timbre utilizado por David nos teclados, sendo que alguns remetem até mesmo ao Journey. Uma boa canção;

 Nos anos 80, ninguém compunha balada tão bem como as bandas de hard rock, e o Bon Jovi apresentou em ‘Never Say goodbye”, uma canção passional e arrastada como toda boa balada que se preze. A música foi importante porque deixou o grupo conhecido fora da esfera do rock;

“Wild In The Streets” encerra o petardo em ritmo de festa. Mais um tema contagiante com influencia de AOR e um bom trabalho de Tico torres nos tambores.
Após o lançamento “Slyppery When Wet” estourou  mundialmente tendo conseguido o primeiro lugar em vários países.  O grupo subiu de relativamente conhecido dentro do cenário americano para o status de mega banda mundial,  com clips passando direto na MTV e alçando seu vocalista como o maior galã do Hard rock.

No Brasil a musica “You Give Love A Bad Name” fez parte da trilha sonora de um famoso comercial de cigarros. Naquela época, ter uma canção vinculada neste tipo de comercial era o equivalente a ter um hit tocando nas novelas. E falando em novela, “Never Say Goodbye” fez parte da trilha de “Mandala”, folhetim global do horário nobre. Ou seja: o grupo se tornou conhecido nas principais mídias da época em um curto espaço de tempo. 

Vale mencionar que o titulo do álbum ‘escorregadio quando molhado”, foi inspirado nas stripers de um clube frequentado pelo grupo. As modelos passavam uma mistura de água e óleo no corpo para se desvencilhar facilmente dos clientes mais afoitos. Inclusive a capa mostrava uma modelo com uma camisa molhada com a inscrição do titulo do álbum, vetada pela gravadora na maioria dos países.

O disco se encontra hoje entre os 200 albuns definitivos de hard rock no rock and Roll Off Fame, se tornando essencial para qualquer fã do estilo.

Com 12 milhões de cópias vendias, videoclips e incessantes turnês, o grupo alcançou a estrelato e nunca mais parou.   O álbum seguinte “New Jersey”, serviu apenas para corroborar a popularidade do grupo. Mas isso já é assunto para outro post. 

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