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Resenha: Kiss - Hot In The Shade (1989)

Por: André Luiz Paiz

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Atirando para todos os lados
4
01/11/2018

Após o lançamento de “Crazy Nights”, da primeira turnê solo de Paul Stanley e da coletânea “Smashes, Trashes & Hits”, era o momento do Kiss pensar em qual rumo seguir para o próximo álbum. Tinham começado os anos 80 com um tropeço denominado “Music From The Elder”. Depois, fizeram metal em “Creatures Of The Night”, metal, hard rock e glam na próxima trinca: “Lick It Up”, “Animalyze” e “Asylum”, até que chegaram em “Crazy Nights”, com somente Paul Stanley dedicado quase que integralmente às composições da banda, o que puxou demais o disco para um lado mais leve do hard rock, quase como um Bon Jovi. Então, a pergunta que surgiu foi: o que iríamos encontrar em “Hot In The Shade”?

Gosto de dizer que este é o álbum mais diversificado do Kiss, em que é possível encontrar momentos de toda a carreira da banda. Pra mim, um fator positivo. Outro detalhe interessante, é que Gene Simmons levou um puxão de orelha que deu certo, contribuindo com mais canções, algumas delas com bastante qualidade. Temos também a estreia de Eric Carr como vocalista, pena ter ocorrido apenas no seu álbum derradeiro com o grupo. Nas composições, a participação de vários coautores, como: Tommy Thayer, Vini Poncia, Michael Bolton e o ótimo Desmond Child.

Falando um pouco sobre as faixas, temos ótimos momentos de hard rock com: “Rise to It”, “Betrayed”, “Silver Spoon”, “King of Hearts” e na ótima “Little Caesar”, esta última cantada por Carr. “Boomerang”, que flerta com o metal, também me agrada bastante.
O glam ainda se faz presente, com as contribuições de Paul: “Hide Your Heart”, remanescente das composições de “Crazy Nights”, e “Read My Body”. As duas são boas faixas, mas “Ready My Body” tem um lance meio rap que pode causar estranheza.
O Kiss também retorna um pouco ao rock clássico do início de carreira com as ótimas: “Prisoner of Love” e “Love's a Slap in the Face”. Gosto também de “Cadillac Dreams”, mas achei que o uso de metais não combinou com a faixa.
Por fim, é impossível não falar de “Forever”, uma das maiores baladas do rock de todos os tempos. Acho espetacular.
Por se tratar de um álbum com 15 faixas (comum no início da era CD), as demais acabam não se destacando tanto quando as já citadas. Se o álbum tivesse sido fechado com 10 músicas, talvez teria maior aceitação.

Um fato que também é notável neste período, é o entrosamento da banda. Uma das melhores fases. Bruce Kulick e Eric Carr novamente merecem elogios.

E assim, o Kiss encerraria a década de oitenta, com muita história pra contar em cada lançamento. Brigas, troca de integrantes e mudanças de direcionamento mancharam um pouco essa trajetória. Mas, é inegável que o grupo se esforçou e conseguiu se manter no topo.

Atirando para todos os lados
4
01/11/2018

Após o lançamento de “Crazy Nights”, da primeira turnê solo de Paul Stanley e da coletânea “Smashes, Trashes & Hits”, era o momento do Kiss pensar em qual rumo seguir para o próximo álbum. Tinham começado os anos 80 com um tropeço denominado “Music From The Elder”. Depois, fizeram metal em “Creatures Of The Night”, metal, hard rock e glam na próxima trinca: “Lick It Up”, “Animalyze” e “Asylum”, até que chegaram em “Crazy Nights”, com somente Paul Stanley dedicado quase que integralmente às composições da banda, o que puxou demais o disco para um lado mais leve do hard rock, quase como um Bon Jovi. Então, a pergunta que surgiu foi: o que iríamos encontrar em “Hot In The Shade”?

Gosto de dizer que este é o álbum mais diversificado do Kiss, em que é possível encontrar momentos de toda a carreira da banda. Pra mim, um fator positivo. Outro detalhe interessante, é que Gene Simmons levou um puxão de orelha que deu certo, contribuindo com mais canções, algumas delas com bastante qualidade. Temos também a estreia de Eric Carr como vocalista, pena ter ocorrido apenas no seu álbum derradeiro com o grupo. Nas composições, a participação de vários coautores, como: Tommy Thayer, Vini Poncia, Michael Bolton e o ótimo Desmond Child.

Falando um pouco sobre as faixas, temos ótimos momentos de hard rock com: “Rise to It”, “Betrayed”, “Silver Spoon”, “King of Hearts” e na ótima “Little Caesar”, esta última cantada por Carr. “Boomerang”, que flerta com o metal, também me agrada bastante.
O glam ainda se faz presente, com as contribuições de Paul: “Hide Your Heart”, remanescente das composições de “Crazy Nights”, e “Read My Body”. As duas são boas faixas, mas “Ready My Body” tem um lance meio rap que pode causar estranheza.
O Kiss também retorna um pouco ao rock clássico do início de carreira com as ótimas: “Prisoner of Love” e “Love's a Slap in the Face”. Gosto também de “Cadillac Dreams”, mas achei que o uso de metais não combinou com a faixa.
Por fim, é impossível não falar de “Forever”, uma das maiores baladas do rock de todos os tempos. Acho espetacular.
Por se tratar de um álbum com 15 faixas (comum no início da era CD), as demais acabam não se destacando tanto quando as já citadas. Se o álbum tivesse sido fechado com 10 músicas, talvez teria maior aceitação.

Um fato que também é notável neste período, é o entrosamento da banda. Uma das melhores fases. Bruce Kulick e Eric Carr novamente merecem elogios.

E assim, o Kiss encerraria a década de oitenta, com muita história pra contar em cada lançamento. Brigas, troca de integrantes e mudanças de direcionamento mancharam um pouco essa trajetória. Mas, é inegável que o grupo se esforçou e conseguiu se manter no topo.

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