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Resenha: The Rolling Stones - Dirty Work (1986)

Por: Fábio Arthur

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Momento conturbado
5
31/10/2018

Atravessar décadas de sucesso não é uma tarefa para qualquer banda. O Rolling Stones provou, acima de tudo, que era um grupo auto suficiente e dotado de uma discografia exemplar. 

Em 1985 a banda assinou um contrato com a CBS Records. Naquele momento, Mick Jagger e seu parceiro musical, Keith Richards estavam passando por momentos delicados entre ambos. Era o disco de número vinte do grupo e, nessa longa caminhada, eles resolveram gravar em Paris, na França. Para o mesmo, foi chamado o guitarrista fenomenal do Led Zeppelin, Jimmy Page, que atuou em arranjos e solos, mais precisamente na faixa "One Hit (To the Body)".
Com a produção de Steve Lillywhite, as canções foram estruturadas para que ficassem com boa execução quando tocadas ao vivo. Em outro momento, Mick afirmava que não faria a tour do disco, o que deixou Richards plenamente desolado. A relação conturbada dos dois havia começado antes mesmo das gravações e Mick teria sua carreira solo enaltecida por esse momento, e assim, deixando a desejar na carreira dos Stones. 

Foram filmados alguns vídeos para a MTV naquela fase e, dessa feita, surgiu para o diretor a ideia de imagens de combates entre Mick e Keith; o que acabou resultando em algo promissor durante as cenas da canção "One Hit". Dentro desse momento delicado, o disco de Jagger, "She The Boss" estava nas prateleiras do mundo todo; confrontando espaços com os Rolling Stones, mas esse era um sonho antigo de Jagger, ter seu disco solo lançado e produzido por ele mesmo.
Mick se ausentaria em demasia durante as gravações do que viria em ser "Dirty Work". Assim, os vocais foram adicionados bem mais tarde em sua maioria. Tamanho desinteresse, Jagger no long play não toca nenhum instrumento de cordas e isso ocorre pela primeira vez desde 1971. Para o desespero da banda, ainda assim o vocalista faria parte de um filme que seria lançado em 1987, mais um motivo entre a disfunção do grupo no período. 

Durante as gravações, o baterista Charles Watts faria parte do processo do disco, mas bem limitado pois, naquele momento, ele sofria com problemas relacionados ao álcool; era mais um empecilho no caminho do grupo.
Contudo, "Dirty Work" ainda assim remete em boas composições e segue na direção vigorosa da banda, com algumas passagens na vertente anos oitenta. Mas, ainda assim, temos aqui um disco muito relevante e promissor. 

A faixa "Harlem Shuffle" é uma cover, que ajudou na divulgação do grupo e realmente foi imponente nas vendagens, inclusive por seu belo vídeo elaborado. "Fight" tem uma pegada firme e serve de destaque, inclusive pela força vocal de Mick. No mais, foi um disco feito sob pressão, mas com a força de uma banda experiente e respeitada. Tantas outras faixas trazem bons momentos, mas que diferenciam de certa forma do habitual em se tratando de Stones, como é o caso das canções "Too Rude" e "Hold Back".  Em "Sleep Tonight", Keith mostra sua habilidade vocal e instrumental, dando um tom seguro e gostoso de ouvir.
O fato interessante, foi que nessa fase o grupo ficou muito aclamado no Brasil, inclusive nas estações FM. Obviamente que, na Europa, a coisa toda seria diferente, mas não menos intensa, pois a banda conseguiu ficar em quarto lugar nas paradas. 

Esse seria um disco muito mais bem idealizado que seu antecessor, mas, por tantos problemas naquele momento, acabou sendo deixado um pouco de lado pela banda. Mesmo assim, ainda deve ser analisado com bons olhos. Stones Rules!

Momento conturbado
5
31/10/2018

Atravessar décadas de sucesso não é uma tarefa para qualquer banda. O Rolling Stones provou, acima de tudo, que era um grupo auto suficiente e dotado de uma discografia exemplar. 

Em 1985 a banda assinou um contrato com a CBS Records. Naquele momento, Mick Jagger e seu parceiro musical, Keith Richards estavam passando por momentos delicados entre ambos. Era o disco de número vinte do grupo e, nessa longa caminhada, eles resolveram gravar em Paris, na França. Para o mesmo, foi chamado o guitarrista fenomenal do Led Zeppelin, Jimmy Page, que atuou em arranjos e solos, mais precisamente na faixa "One Hit (To the Body)".
Com a produção de Steve Lillywhite, as canções foram estruturadas para que ficassem com boa execução quando tocadas ao vivo. Em outro momento, Mick afirmava que não faria a tour do disco, o que deixou Richards plenamente desolado. A relação conturbada dos dois havia começado antes mesmo das gravações e Mick teria sua carreira solo enaltecida por esse momento, e assim, deixando a desejar na carreira dos Stones. 

Foram filmados alguns vídeos para a MTV naquela fase e, dessa feita, surgiu para o diretor a ideia de imagens de combates entre Mick e Keith; o que acabou resultando em algo promissor durante as cenas da canção "One Hit". Dentro desse momento delicado, o disco de Jagger, "She The Boss" estava nas prateleiras do mundo todo; confrontando espaços com os Rolling Stones, mas esse era um sonho antigo de Jagger, ter seu disco solo lançado e produzido por ele mesmo.
Mick se ausentaria em demasia durante as gravações do que viria em ser "Dirty Work". Assim, os vocais foram adicionados bem mais tarde em sua maioria. Tamanho desinteresse, Jagger no long play não toca nenhum instrumento de cordas e isso ocorre pela primeira vez desde 1971. Para o desespero da banda, ainda assim o vocalista faria parte de um filme que seria lançado em 1987, mais um motivo entre a disfunção do grupo no período. 

Durante as gravações, o baterista Charles Watts faria parte do processo do disco, mas bem limitado pois, naquele momento, ele sofria com problemas relacionados ao álcool; era mais um empecilho no caminho do grupo.
Contudo, "Dirty Work" ainda assim remete em boas composições e segue na direção vigorosa da banda, com algumas passagens na vertente anos oitenta. Mas, ainda assim, temos aqui um disco muito relevante e promissor. 

A faixa "Harlem Shuffle" é uma cover, que ajudou na divulgação do grupo e realmente foi imponente nas vendagens, inclusive por seu belo vídeo elaborado. "Fight" tem uma pegada firme e serve de destaque, inclusive pela força vocal de Mick. No mais, foi um disco feito sob pressão, mas com a força de uma banda experiente e respeitada. Tantas outras faixas trazem bons momentos, mas que diferenciam de certa forma do habitual em se tratando de Stones, como é o caso das canções "Too Rude" e "Hold Back".  Em "Sleep Tonight", Keith mostra sua habilidade vocal e instrumental, dando um tom seguro e gostoso de ouvir.
O fato interessante, foi que nessa fase o grupo ficou muito aclamado no Brasil, inclusive nas estações FM. Obviamente que, na Europa, a coisa toda seria diferente, mas não menos intensa, pois a banda conseguiu ficar em quarto lugar nas paradas. 

Esse seria um disco muito mais bem idealizado que seu antecessor, mas, por tantos problemas naquele momento, acabou sendo deixado um pouco de lado pela banda. Mesmo assim, ainda deve ser analisado com bons olhos. Stones Rules!

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