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Resenha: Magenta - Seven (2004)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Ampla gama de ritmos, sentimentos e instrumentação que mantém o álbum unido
5
30/10/2018

Três anos após o lançamento do muito bem recebido, Revolutions, disco de estreia da Magenta, a banda retornou mostrando que não se tratava apenas de uma miragem, mas estava disposta a se mostrar como uma sólida banda de rock progressivo. Assim como Revolution,  Seven também é um disco conceitual, tendo dessa vez como fio condutor a temática sobre os sete pecados capitais onde cada uma das músicas representam um deles. 

Assim como no disco anterior, aqui ainda podemos notar claras referências de Yes, Genesis, Mike Oldfield entre outros, porém, soando de uma maneira claramente mais original. Vale ressaltar também que eles estão menos sinfônico e mais orientado para o neo progressivo, uma sonoridade mais moderna, produção impecável e a brilhante participação da Orquestra Sinfônica de Viena são apenas alguns dos ingredientes que deixam o resultado final da música encontrada aqui uma coisa deliciosa. 

A faixa de abertura, “Gluttony” (gula), começa com uma introdução vocal que ao menos em mim trouxe uma lembrança da faixa “Sound Chaser” do Yes devido ao seu coro, “cha cha cha”, mas deixo claro que apenas me lembrou, porém, não existe nada de cópia, a música é completamente diferente. Bastante sinfônica, mas com um som claro e único e que combina de maneira requintada ao neo progressivo. Os teclados são excelentes, as guitarras complexas e a voz única de Christina brilham de forma intensa, mas o que mais impressiona são os magníficos trabalhos polifônicos e o excelente trabalho da seção rítmica de Rob Reed (que é o baixista nesse álbum) e Tim Robinson na bateria. Excelente início de álbum. 

Lembro que ao ouvir, “Envy” (inveja), pela primeira vez, eu pensei imediatamente em “Entangled” do Genesis por causa da curta introdução e do som do mellotron (na verdade eu nem sei se eles usam de fato um ou apenas emulam, mas isso é o de menos, pois de qualquer forma fazem muito bem). Bem mais suave que a faixa anterior mesmo quando ela apresenta linhas mais enérgicas. Mas a beleza está mesmo em suas seções mais melancólicas e que lembram a era Genesis pós Peter Gabriel, mas ainda progressiva. A voz de Christina junto aos teclados de Rob soam durante toda a música de uma maneira extremamente bonita e a seção final de guitarra de Chris Fry é de tirar o fôlego. 

Apesar de a preferência minha mudar com o tempo, digo que ao menos nesse momento que faço essa resenha, certamente que “Lust" (luxúria) é minha música preferida do disco. Possui uma introdução bastante pomposa. A forma como a faixa flui de uma seção para outra é excelente, a banda cria uma seção de continuidade sensacional, possui mudanças dramáticas, mas de forma tão bem cadenciada que o ouvinte não percebe nenhum tipo de corte abrupto. Música simplesmente maravilhosa. 

“Greed” (ganância ou avareza) é a música mais longa do álbum, porém, também é a que menos empolga. Mas ainda assim consegue transmitir alguns trabalhos de guitarra e vocais que são excelentes, a banda no geral faz um bom trabalho e que remete inclusive ao seu disco de estreia. Mas eu confesso que não sei explicar, ainda com a música se desenvolvendo bem sempre acho que está faltando alguma coisa que nesses catorze anos desde o seu lançamento ainda não achei o que é. 

Em contrapartida a faixa anterior, “Anger” (Raiva ou Ira) é a mais curta do álbum e funciona como uma espécie de descanso e um momento para que o ouvinte possa respirar, afinal, nem tudo precisa ser de tirar o fôlego. A melodia extremamente belíssima junto dos vocais de Cristina são apaixonantes e casam perfeitamente. 

“Pride” (orgulho ou soberba) já começa de uma maneira extremamente poderosa em uma explosão instrumental muito bem desenvolvida. Os vocais de Cristina também ajudam a dar um ar bastante sinfônico à música, certamente uma introdução que se trata de um dos seus melhores e mais ricos trabalhos. Conforme a música vai avançando é possível também notar uma clara influência de Yes na guitarra, mas claro, sempre mantendo a sonoridade única. Outra das minhas músicas favoritas em Seven. 

“Sloth" (preguiça) traz o final do álbum de maneira misteriosa, melancólica, dramática, sombria e emocional. Tudo é tão suave, os vocais de Cristina estão teatrais e mais uma vez belíssimo e lembrando-me inclusive um pouco ao de Clare Torry, famosa por interpretar “The Great Gig in the Sky" do Pink Floyd (inclusive final da música parece ter se influenciado bastante nela). Destaque também para o trabalho de guitarra (principalmente para o solo maravilhoso), aqui, liderada por Martin Shellard. 

Seven carrega basicamente tudo que o ouvinte pode pedir a um disco de uma banda de rock progressivo sinfônico, como uma ampla gama de ritmos, sentimentos e instrumentação que mantém o álbum unido, sendo tudo muito bem equilibrado e de uma produção cristalina. Altamente recomendado. 

Ampla gama de ritmos, sentimentos e instrumentação que mantém o álbum unido
5
30/10/2018

Três anos após o lançamento do muito bem recebido, Revolutions, disco de estreia da Magenta, a banda retornou mostrando que não se tratava apenas de uma miragem, mas estava disposta a se mostrar como uma sólida banda de rock progressivo. Assim como Revolution,  Seven também é um disco conceitual, tendo dessa vez como fio condutor a temática sobre os sete pecados capitais onde cada uma das músicas representam um deles. 

Assim como no disco anterior, aqui ainda podemos notar claras referências de Yes, Genesis, Mike Oldfield entre outros, porém, soando de uma maneira claramente mais original. Vale ressaltar também que eles estão menos sinfônico e mais orientado para o neo progressivo, uma sonoridade mais moderna, produção impecável e a brilhante participação da Orquestra Sinfônica de Viena são apenas alguns dos ingredientes que deixam o resultado final da música encontrada aqui uma coisa deliciosa. 

A faixa de abertura, “Gluttony” (gula), começa com uma introdução vocal que ao menos em mim trouxe uma lembrança da faixa “Sound Chaser” do Yes devido ao seu coro, “cha cha cha”, mas deixo claro que apenas me lembrou, porém, não existe nada de cópia, a música é completamente diferente. Bastante sinfônica, mas com um som claro e único e que combina de maneira requintada ao neo progressivo. Os teclados são excelentes, as guitarras complexas e a voz única de Christina brilham de forma intensa, mas o que mais impressiona são os magníficos trabalhos polifônicos e o excelente trabalho da seção rítmica de Rob Reed (que é o baixista nesse álbum) e Tim Robinson na bateria. Excelente início de álbum. 

Lembro que ao ouvir, “Envy” (inveja), pela primeira vez, eu pensei imediatamente em “Entangled” do Genesis por causa da curta introdução e do som do mellotron (na verdade eu nem sei se eles usam de fato um ou apenas emulam, mas isso é o de menos, pois de qualquer forma fazem muito bem). Bem mais suave que a faixa anterior mesmo quando ela apresenta linhas mais enérgicas. Mas a beleza está mesmo em suas seções mais melancólicas e que lembram a era Genesis pós Peter Gabriel, mas ainda progressiva. A voz de Christina junto aos teclados de Rob soam durante toda a música de uma maneira extremamente bonita e a seção final de guitarra de Chris Fry é de tirar o fôlego. 

Apesar de a preferência minha mudar com o tempo, digo que ao menos nesse momento que faço essa resenha, certamente que “Lust" (luxúria) é minha música preferida do disco. Possui uma introdução bastante pomposa. A forma como a faixa flui de uma seção para outra é excelente, a banda cria uma seção de continuidade sensacional, possui mudanças dramáticas, mas de forma tão bem cadenciada que o ouvinte não percebe nenhum tipo de corte abrupto. Música simplesmente maravilhosa. 

“Greed” (ganância ou avareza) é a música mais longa do álbum, porém, também é a que menos empolga. Mas ainda assim consegue transmitir alguns trabalhos de guitarra e vocais que são excelentes, a banda no geral faz um bom trabalho e que remete inclusive ao seu disco de estreia. Mas eu confesso que não sei explicar, ainda com a música se desenvolvendo bem sempre acho que está faltando alguma coisa que nesses catorze anos desde o seu lançamento ainda não achei o que é. 

Em contrapartida a faixa anterior, “Anger” (Raiva ou Ira) é a mais curta do álbum e funciona como uma espécie de descanso e um momento para que o ouvinte possa respirar, afinal, nem tudo precisa ser de tirar o fôlego. A melodia extremamente belíssima junto dos vocais de Cristina são apaixonantes e casam perfeitamente. 

“Pride” (orgulho ou soberba) já começa de uma maneira extremamente poderosa em uma explosão instrumental muito bem desenvolvida. Os vocais de Cristina também ajudam a dar um ar bastante sinfônico à música, certamente uma introdução que se trata de um dos seus melhores e mais ricos trabalhos. Conforme a música vai avançando é possível também notar uma clara influência de Yes na guitarra, mas claro, sempre mantendo a sonoridade única. Outra das minhas músicas favoritas em Seven. 

“Sloth" (preguiça) traz o final do álbum de maneira misteriosa, melancólica, dramática, sombria e emocional. Tudo é tão suave, os vocais de Cristina estão teatrais e mais uma vez belíssimo e lembrando-me inclusive um pouco ao de Clare Torry, famosa por interpretar “The Great Gig in the Sky" do Pink Floyd (inclusive final da música parece ter se influenciado bastante nela). Destaque também para o trabalho de guitarra (principalmente para o solo maravilhoso), aqui, liderada por Martin Shellard. 

Seven carrega basicamente tudo que o ouvinte pode pedir a um disco de uma banda de rock progressivo sinfônico, como uma ampla gama de ritmos, sentimentos e instrumentação que mantém o álbum unido, sendo tudo muito bem equilibrado e de uma produção cristalina. Altamente recomendado. 

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