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Resenha: Mercyful Fate - Melissa (1983)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
O conceito da arte
5
30/10/2018

Essencial, essa é a palavra que define esse álbum do Mercyful Fate, tanto pela sua competência e quanto por sua importância. “Melissa” já foi eleito como o segundo maior disco de Heavy Metal da história e, para definirmos o que é realmente essa obra de King Diamond e sua banda significa, é preciso ressaltar o quanto a vertente Black Metal, em parceria com as melodias difundidas aos riffs incisivos e alternâncias de tempos, denotam o estilo único de ser do grupo; esse é o diferencial na obra exercida pelo Mercyful Fate.

O grupo foi formado na Dinamarca em meados de 1981, durante a exposição da “Nova Onda do Heavy Metal Britânico” e de início haviam Michael Denner (guitarrista), Hank Sherman (guitarrista) e King Diamond como idealizadores e fundadores da banda. A característica forte e denotada de speed, thrash, black e metal tradicional vinha sendo elaborada pelo trio, chegando de fato a conceber o que estaríamos ouvindo em “Melissa” e que gerariam estruturas musicais complexas, além de instrumentação virtuosa. 

King Diamond como vocalista, prima por usar dos falsetes em alta notas - o que realmente não é fácil de desempenhar, contradizendo o que muitos imaginam -, e com drives bem acentuados, assim, partindo também para as notas médias alternando as vozes nas frases musicais. Algo genial e espantoso. Fora a parte musical, King Diamond começou em se valer de pintura facial (Corpse Paint) que tantos outros já haviam utilizado - KISS, Alice Cooper entre outros - e dessa forma deu vida ao personagem, macabro, sinistro e que remete a um coveiro. 

O título do debut “Melissa” veio de um crânio (verdadeiro, diga-se) em que King Diamond usava nas apresentações ao vivo, e então o mesmo foi apelidado pelo vocalista com o nome  e mediante ao mesmo o artista Thomas Holm - um sueco - elaborou a arte para o disco; foram mais de cinco delas, ao qual o Thomas, atravessou o canal mar adentro e veio se encontrar com o grupo e apresentar o que ficaria como a capa oficial do primeiro lançamento. 

As letras apresentam um lado diabólico, que se moldam entre vertentes pontuadas sobre bruxas, rituais e conotações macabras. Kind Diamond, um estudioso convicto de culturas antigas entre seitas e o satanismo, remete todo o conteúdo e elaborações minuciosas e de forte apelo. Durante a gravação do disco, ele ficou em meia-luz e com um pentagrama e algumas velas ao seu redor, dando assim o tom necessário para sua criação. 

O álbum nos brinda com o metal que influenciou inúmeras bandas - caso do Metallica - que se prontificou em realçar seu thrash metal, trazendo em seus primeiros discos, as mudanças de andamentos e melodias ao qual se valia o Mercyful Fate. Fora isso, a produção de Henrik Lund veio certeira, deixando assim transparecer os instrumentos aliados com a voz em absoluta harmonia. 

“Melissa” chegou ao mercado em 1983 e pela gravadora Megaforce/Roadrunner mas, antes disso, eles fariam uma demo tape com canções que agradaram ao público que as obtiveram. Isso deu impulso para agilizar em aceitação o debut. 

Timi Hansen no baixo e Rick Ruzz na bateria completariam o time de músicos excelentes para a gravação do disco. E assim, King Diamond obteria um dos maiores clássicos do heavy metal em sua carreira. 

A faixa de abertura “Evil” é simplesmente uma obra-prima, trazendo uma interpretação sublime e riffs incisivos e que denotam uma elaboração brilhante. Como um todo e em 39:09m de canções, o disco todo remete a um elemento coeso e firmado nos alicerces da música pesada com melodia, com os elementos que compõem o metal de todas as formas e gêneros. “Curse of the Pharaohs”, que havia sido lançada em um mini-lp e em demo também - isso lá mais atrás com produção duvidosa -, agora seguia no disco como uma das faixas preferidas e mais empenhadas do álbum. O correto para audição dessa obra de arte é realmente seguir faixa a faixa como a um todo, o que remete ao conteúdo sombrio e musical da obra em si. E no quesito letra, se o ouvinte se valer de fones e prestar atenção realmente, vai se deparar com a mistura de uma certa poesia misturada ao horror e que de certa forma traz até um calafrio na espinha. Toda essa vertente, nos faz sentir o trabalho como a uma obra-prima e não somente como mais um disco no mundo metálico. “Into the Coven”, com maestria digna, se faz outra pérola na sequência do material. E assim, o long play segue sem deixar dúvidas de que realmente o disco é imponente, seguro e se faz obrigatório em uma coleção. Do mais, as partes mais “progressivas” do petardo se voltam para faixas como “Satan´s Fall”, com seus 11 minutos, e “Melissa”, que finaliza o disco. Mas, ainda assim, antes temos que passar pelas clássicas “At The Sound of the Demon Bell” e “Black Funeral”, com sua letra muito bem elaborada. 

Um álbum como esse, “Melissa” é realmente difícil de se idealizar de poder acentuar o quanto perfeito e direcionado ficou. Nem sempre se tem o prazer de um álbum de estreia ser tão conciso e de vertente firme e que nos remete em um padrão absoluto e audível de maneira suficiente, em que nos sentimos agraciados por tal realização. O Mercyful Fate é uma das bandas que chegaram nos anos 80 com fundamentos e perspectivas diferentes, acima de tudo, traz aquele metal com segurança, em que não é uma cópia do que já foi feito e sim uma inovação musical muito além do previsto. 

O conceito da arte
5
30/10/2018

Essencial, essa é a palavra que define esse álbum do Mercyful Fate, tanto pela sua competência e quanto por sua importância. “Melissa” já foi eleito como o segundo maior disco de Heavy Metal da história e, para definirmos o que é realmente essa obra de King Diamond e sua banda significa, é preciso ressaltar o quanto a vertente Black Metal, em parceria com as melodias difundidas aos riffs incisivos e alternâncias de tempos, denotam o estilo único de ser do grupo; esse é o diferencial na obra exercida pelo Mercyful Fate.

O grupo foi formado na Dinamarca em meados de 1981, durante a exposição da “Nova Onda do Heavy Metal Britânico” e de início haviam Michael Denner (guitarrista), Hank Sherman (guitarrista) e King Diamond como idealizadores e fundadores da banda. A característica forte e denotada de speed, thrash, black e metal tradicional vinha sendo elaborada pelo trio, chegando de fato a conceber o que estaríamos ouvindo em “Melissa” e que gerariam estruturas musicais complexas, além de instrumentação virtuosa. 

King Diamond como vocalista, prima por usar dos falsetes em alta notas - o que realmente não é fácil de desempenhar, contradizendo o que muitos imaginam -, e com drives bem acentuados, assim, partindo também para as notas médias alternando as vozes nas frases musicais. Algo genial e espantoso. Fora a parte musical, King Diamond começou em se valer de pintura facial (Corpse Paint) que tantos outros já haviam utilizado - KISS, Alice Cooper entre outros - e dessa forma deu vida ao personagem, macabro, sinistro e que remete a um coveiro. 

O título do debut “Melissa” veio de um crânio (verdadeiro, diga-se) em que King Diamond usava nas apresentações ao vivo, e então o mesmo foi apelidado pelo vocalista com o nome  e mediante ao mesmo o artista Thomas Holm - um sueco - elaborou a arte para o disco; foram mais de cinco delas, ao qual o Thomas, atravessou o canal mar adentro e veio se encontrar com o grupo e apresentar o que ficaria como a capa oficial do primeiro lançamento. 

As letras apresentam um lado diabólico, que se moldam entre vertentes pontuadas sobre bruxas, rituais e conotações macabras. Kind Diamond, um estudioso convicto de culturas antigas entre seitas e o satanismo, remete todo o conteúdo e elaborações minuciosas e de forte apelo. Durante a gravação do disco, ele ficou em meia-luz e com um pentagrama e algumas velas ao seu redor, dando assim o tom necessário para sua criação. 

O álbum nos brinda com o metal que influenciou inúmeras bandas - caso do Metallica - que se prontificou em realçar seu thrash metal, trazendo em seus primeiros discos, as mudanças de andamentos e melodias ao qual se valia o Mercyful Fate. Fora isso, a produção de Henrik Lund veio certeira, deixando assim transparecer os instrumentos aliados com a voz em absoluta harmonia. 

“Melissa” chegou ao mercado em 1983 e pela gravadora Megaforce/Roadrunner mas, antes disso, eles fariam uma demo tape com canções que agradaram ao público que as obtiveram. Isso deu impulso para agilizar em aceitação o debut. 

Timi Hansen no baixo e Rick Ruzz na bateria completariam o time de músicos excelentes para a gravação do disco. E assim, King Diamond obteria um dos maiores clássicos do heavy metal em sua carreira. 

A faixa de abertura “Evil” é simplesmente uma obra-prima, trazendo uma interpretação sublime e riffs incisivos e que denotam uma elaboração brilhante. Como um todo e em 39:09m de canções, o disco todo remete a um elemento coeso e firmado nos alicerces da música pesada com melodia, com os elementos que compõem o metal de todas as formas e gêneros. “Curse of the Pharaohs”, que havia sido lançada em um mini-lp e em demo também - isso lá mais atrás com produção duvidosa -, agora seguia no disco como uma das faixas preferidas e mais empenhadas do álbum. O correto para audição dessa obra de arte é realmente seguir faixa a faixa como a um todo, o que remete ao conteúdo sombrio e musical da obra em si. E no quesito letra, se o ouvinte se valer de fones e prestar atenção realmente, vai se deparar com a mistura de uma certa poesia misturada ao horror e que de certa forma traz até um calafrio na espinha. Toda essa vertente, nos faz sentir o trabalho como a uma obra-prima e não somente como mais um disco no mundo metálico. “Into the Coven”, com maestria digna, se faz outra pérola na sequência do material. E assim, o long play segue sem deixar dúvidas de que realmente o disco é imponente, seguro e se faz obrigatório em uma coleção. Do mais, as partes mais “progressivas” do petardo se voltam para faixas como “Satan´s Fall”, com seus 11 minutos, e “Melissa”, que finaliza o disco. Mas, ainda assim, antes temos que passar pelas clássicas “At The Sound of the Demon Bell” e “Black Funeral”, com sua letra muito bem elaborada. 

Um álbum como esse, “Melissa” é realmente difícil de se idealizar de poder acentuar o quanto perfeito e direcionado ficou. Nem sempre se tem o prazer de um álbum de estreia ser tão conciso e de vertente firme e que nos remete em um padrão absoluto e audível de maneira suficiente, em que nos sentimos agraciados por tal realização. O Mercyful Fate é uma das bandas que chegaram nos anos 80 com fundamentos e perspectivas diferentes, acima de tudo, traz aquele metal com segurança, em que não é uma cópia do que já foi feito e sim uma inovação musical muito além do previsto. 

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