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Resenha: Sepultura - Chaos A.D. (1993)

Por: Fábio Arthur

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Amadurecimento e identidade própria
5
26/10/2018

Vindo de uma sequência de discos consistentes e de turnês, o Sepultura abriu fronteiras dentro do cenário musical calcado na vertente Heavy Metal. O grupo em meados de 1992 estava em um momento glorioso, sendo que o metal nessa fase andava lado a lado confrontando com o novo estilo inserido pelos americanos, chamado de Grunge; mesmo assim, os grupos de metal ainda eram uma fonte de boa música e o Sepultura seria uma dessas bandas.

Com uma melhor estrutura e tocando em festivais lá fora e aqui, como o Rock in Rio II ao lado de Judas Priest e Megadeth, eles seriam alvo da mídia e fãs, como grande banda, apesar de ainda serem comparados a Slayer e/ou Metallica. 

Para o quinto disco o Sepultura traria um diferencial exuberante e notado de uma veia muito concisa e acrescida de nuances muito além do que haviam feito em seu passado não tão distante e também um passo em frente a outras bandas; eles teriam agora a identidade própria.

“Chaos A.D.” começou a ser desenvolvido em 1992, mas ganhou o espaço nas prateleiras do mundo todo em setembro de 1993, mais precisamente no dia 2 do mesmo. O groove agora era intenso nas canções e batidas tribais com adicionais de uma brasilidade invadia a sonoridade do grupo, assim também como uma veia bem próxima do Black Sabbath faria parte do repertório; os riffs em sua parte denotavam essa vertente nas composições. 

A concepção de arte do disco é divina em “Chaos A.D.” a mesma remete em uma obra bem definida e que enche os olhos por ser belíssima e ao mesmo tempo combinar com o som da banda, daquele momento por assim dizer.

No álbum, as letras abordam mais sobre as questões pessoais, trazendo um conteúdo bem apurado e calcado em uma realidade mundial, mas pontuando que não somente haviam amadurecido como músicos e sim como compositores também. “Chaos A.D.” é tido como um dos melhores trabalhos do Sepultura entre fãs e crítica especializada. 

Com vendas superiores a 1 milhão e com videoclipes vinculados na MTV, além de serem respeitados por grandes personalidades do metal, o Sepultura se tornaria uma das bandas mais importantes da história da música pesada. 

Andy Wallace produziu o álbum e trouxe um nível apurado e muito coeso, em que se obtém a audição perfeita entre a voz e os instrumentos, sendo assim um diferencial para com os discos antecessores do grupo. Na versão original, o disco compreende em seu total 46:56 minutos, em que uma cover do New Model Army, intitulada de “The Hunt” é apresentada. Já versão alongada de 1996 do álbum traz “Polícia” dos titãs, com uma letra mais escancarada e um som pesado em potencial. 

Falar das faixas de  “Chaos A.D.” é muito difícil, pois o disco todo soa muito bem, sendo que se ouve o mesmo por inteiro, mas em caso de algumas faixas como preferenciais, podemos citar “Refuse/Resist” que abre o álbum, “Territory”, clássica inclusive por seu vídeo realizado no Oriente Médio, “Slave New World”, muito poderosa em riffs, “Amen”, que mantém uma atmosfera simplesmente perfeita e é uma experiência quase religiosa por assim dizer, “Kaiowas”, instrumental perfeita com sua vertente ritmada em estilos regionais brasileiros; “Propaganda”, pesada e certeira, “Biotech Is Godzilla”, com a letra e participação de Jello Biafra (ex-Dead Kennedy´s) e que nos brinda com uma veia Thrash Metal de outrora; “Nomad”, uma das melhores músicas do disco, e a cadenciada com refrão que fica na mente “We Who Are Not as Others”. Enfim, uma obra clássica e que nos brinda com o melhor em termos de qualidade musical e assim se coloca por si só, entre os melhores discos de metal já idealizados por uma banda. 

Podemos dizer a nos deparar com esse disco, com todo orgulho... Sepultura do Brasil! 

Amadurecimento e identidade própria
5
26/10/2018

Vindo de uma sequência de discos consistentes e de turnês, o Sepultura abriu fronteiras dentro do cenário musical calcado na vertente Heavy Metal. O grupo em meados de 1992 estava em um momento glorioso, sendo que o metal nessa fase andava lado a lado confrontando com o novo estilo inserido pelos americanos, chamado de Grunge; mesmo assim, os grupos de metal ainda eram uma fonte de boa música e o Sepultura seria uma dessas bandas.

Com uma melhor estrutura e tocando em festivais lá fora e aqui, como o Rock in Rio II ao lado de Judas Priest e Megadeth, eles seriam alvo da mídia e fãs, como grande banda, apesar de ainda serem comparados a Slayer e/ou Metallica. 

Para o quinto disco o Sepultura traria um diferencial exuberante e notado de uma veia muito concisa e acrescida de nuances muito além do que haviam feito em seu passado não tão distante e também um passo em frente a outras bandas; eles teriam agora a identidade própria.

“Chaos A.D.” começou a ser desenvolvido em 1992, mas ganhou o espaço nas prateleiras do mundo todo em setembro de 1993, mais precisamente no dia 2 do mesmo. O groove agora era intenso nas canções e batidas tribais com adicionais de uma brasilidade invadia a sonoridade do grupo, assim também como uma veia bem próxima do Black Sabbath faria parte do repertório; os riffs em sua parte denotavam essa vertente nas composições. 

A concepção de arte do disco é divina em “Chaos A.D.” a mesma remete em uma obra bem definida e que enche os olhos por ser belíssima e ao mesmo tempo combinar com o som da banda, daquele momento por assim dizer.

No álbum, as letras abordam mais sobre as questões pessoais, trazendo um conteúdo bem apurado e calcado em uma realidade mundial, mas pontuando que não somente haviam amadurecido como músicos e sim como compositores também. “Chaos A.D.” é tido como um dos melhores trabalhos do Sepultura entre fãs e crítica especializada. 

Com vendas superiores a 1 milhão e com videoclipes vinculados na MTV, além de serem respeitados por grandes personalidades do metal, o Sepultura se tornaria uma das bandas mais importantes da história da música pesada. 

Andy Wallace produziu o álbum e trouxe um nível apurado e muito coeso, em que se obtém a audição perfeita entre a voz e os instrumentos, sendo assim um diferencial para com os discos antecessores do grupo. Na versão original, o disco compreende em seu total 46:56 minutos, em que uma cover do New Model Army, intitulada de “The Hunt” é apresentada. Já versão alongada de 1996 do álbum traz “Polícia” dos titãs, com uma letra mais escancarada e um som pesado em potencial. 

Falar das faixas de  “Chaos A.D.” é muito difícil, pois o disco todo soa muito bem, sendo que se ouve o mesmo por inteiro, mas em caso de algumas faixas como preferenciais, podemos citar “Refuse/Resist” que abre o álbum, “Territory”, clássica inclusive por seu vídeo realizado no Oriente Médio, “Slave New World”, muito poderosa em riffs, “Amen”, que mantém uma atmosfera simplesmente perfeita e é uma experiência quase religiosa por assim dizer, “Kaiowas”, instrumental perfeita com sua vertente ritmada em estilos regionais brasileiros; “Propaganda”, pesada e certeira, “Biotech Is Godzilla”, com a letra e participação de Jello Biafra (ex-Dead Kennedy´s) e que nos brinda com uma veia Thrash Metal de outrora; “Nomad”, uma das melhores músicas do disco, e a cadenciada com refrão que fica na mente “We Who Are Not as Others”. Enfim, uma obra clássica e que nos brinda com o melhor em termos de qualidade musical e assim se coloca por si só, entre os melhores discos de metal já idealizados por uma banda. 

Podemos dizer a nos deparar com esse disco, com todo orgulho... Sepultura do Brasil! 

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