Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Paul McCartney - Flaming Pie (1997)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 220

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Inspirado pela antologia dos Beatles, Paul fez bonito!
4.5
24/10/2018

Após o enorme sucesso do projeto “Anthology”, o maior documentário já lançado sobre a história dos Beatles, Paul McCartney começou a plantar as sementes para o lançamento de mais um álbum solo. “Flaming Pie” foi lançado em 1997 e mostra toda a classe e estilo do ex-Beatle.

Com a turnê de “Off The Ground” concluída, Paul dedicou-se por completo ao trabalho com os demais Beatles ainda vivos no grande projeto da história do grupo. Quando finalizado, Paul aproveitou a aproximação com o grande Jeff Lynne (ELO) – produtor da faixa “Free As A Bird” - para recrutá-lo como produtor do seu novo disco. Juntos, começaram em 1995 a unir as peças para início das gravações. “Flaming Pie” foi gravado em um intervalo de dois anos e em várias localidades. O resultado? Um dos melhores álbuns solo da carreira de Macca.

O disco possui 14 faixas, o que acabou se tornando um certo padrão da indústria com a popularização do CD naquele período. Com esse fato em consideração, o lançamento de álbuns clássicos acabou se tornando algo raro, já que os discos começaram a possuir em seu tracklist as famosas “fillers”, para atender as demandas contratuais. Esse é o caso de “Flaming Pie”? De jeito nenhum! Aqui, nada se perde e o álbum se divide entre músicas com momentos singelos, melancólicos, animados e de máxima inspiração. Vamos falar um pouco sobre elas.

Paul e o violão é sempre um acerto. O dom de Macca para compôr baladas acústicas é algo delicioso de se constatar a cada nova canção. Aqui, você se encantará com a maravilhosa declaração de amor de Paul para Linda em “Somedays” e, em seguida, verá que “Little Willow” e “Great Day” mostram um nível altíssimo de inspiração, além do fato desta última contar com um lindo vocal de apoio de Linda McCartney. Por fim, “Calico Skies” fez bastante sucesso e ainda é tocada nas turnês atuais.
Das faixas que exaltam o lado rock do ex-Beatle, “Young Boy” é o hit do álbum e nos remete aos tempos da Beatlemania. A faixa conta com a participação de Steve Miller. Outra que segue o mesmo caminho é a excelente faixa-título, uma das minhas favoritas. Além disso, Paul se aventura com algumas músicas em momentos menos “felizes”, digamos assim, como nas ótimas “The World Tonight” e  “The Song We Were Singing”, esta última inspirada em John Lennon. Inclusive, o nome do álbum também é uma referência a ele. “If You Wanna”, que nos lembra o Wings, e “Souvenir”, seguem o mesmo caminho, dando diversidade ao trabalho.
Paul também passeia pelo Blues na excelente “Used to Be Bad”, em que divide os vocais com Steve Miller, e na interessante “Really Love You”, composta em parceria com Ringo Starr e que soa como uma jam.
Por fim, deixo os dois últimos destaques: “Heaven On A Sunday”, que conta com a participação de James McCartney – filho de Paul, parece não chamar a atenção de início, mas é de uma beleza ímpar, extremamente agradável aos ouvidos. Já “Beautiful Night” é o auge. Se você ainda não a conhece, trata-se de uma faixa no estilo Paul McCartney em inspiração máxima, que começa lenta e vai crescendo, transportando o ouvinte para o imprevisível, assim como fez em “Hey Jude”, “Live And Let Die”, “Band On The Run” e em “C’mon People”. Um dos maiores momentos da carreira de Macca. O segredo? George Martin! O quinto Beatle faz um trabalho orquestral fantástico. Ah, e Ringo também está por aqui.

O álbum foi um grande sucesso. Em conjunto, foi lançado um documentário que mostra um pouco mais sobre a produção do trabalho. “The World Tonight” é bem legal e extremamente recomendado para os fãs.

O único incidente lamentável ocorrido neste período foi a triste e precoce partida de Linda McCartney, no ano seguinte. Deixou saudades.

Inspirado pela antologia dos Beatles, Paul fez bonito!
4.5
24/10/2018

Após o enorme sucesso do projeto “Anthology”, o maior documentário já lançado sobre a história dos Beatles, Paul McCartney começou a plantar as sementes para o lançamento de mais um álbum solo. “Flaming Pie” foi lançado em 1997 e mostra toda a classe e estilo do ex-Beatle.

Com a turnê de “Off The Ground” concluída, Paul dedicou-se por completo ao trabalho com os demais Beatles ainda vivos no grande projeto da história do grupo. Quando finalizado, Paul aproveitou a aproximação com o grande Jeff Lynne (ELO) – produtor da faixa “Free As A Bird” - para recrutá-lo como produtor do seu novo disco. Juntos, começaram em 1995 a unir as peças para início das gravações. “Flaming Pie” foi gravado em um intervalo de dois anos e em várias localidades. O resultado? Um dos melhores álbuns solo da carreira de Macca.

O disco possui 14 faixas, o que acabou se tornando um certo padrão da indústria com a popularização do CD naquele período. Com esse fato em consideração, o lançamento de álbuns clássicos acabou se tornando algo raro, já que os discos começaram a possuir em seu tracklist as famosas “fillers”, para atender as demandas contratuais. Esse é o caso de “Flaming Pie”? De jeito nenhum! Aqui, nada se perde e o álbum se divide entre músicas com momentos singelos, melancólicos, animados e de máxima inspiração. Vamos falar um pouco sobre elas.

Paul e o violão é sempre um acerto. O dom de Macca para compôr baladas acústicas é algo delicioso de se constatar a cada nova canção. Aqui, você se encantará com a maravilhosa declaração de amor de Paul para Linda em “Somedays” e, em seguida, verá que “Little Willow” e “Great Day” mostram um nível altíssimo de inspiração, além do fato desta última contar com um lindo vocal de apoio de Linda McCartney. Por fim, “Calico Skies” fez bastante sucesso e ainda é tocada nas turnês atuais.
Das faixas que exaltam o lado rock do ex-Beatle, “Young Boy” é o hit do álbum e nos remete aos tempos da Beatlemania. A faixa conta com a participação de Steve Miller. Outra que segue o mesmo caminho é a excelente faixa-título, uma das minhas favoritas. Além disso, Paul se aventura com algumas músicas em momentos menos “felizes”, digamos assim, como nas ótimas “The World Tonight” e  “The Song We Were Singing”, esta última inspirada em John Lennon. Inclusive, o nome do álbum também é uma referência a ele. “If You Wanna”, que nos lembra o Wings, e “Souvenir”, seguem o mesmo caminho, dando diversidade ao trabalho.
Paul também passeia pelo Blues na excelente “Used to Be Bad”, em que divide os vocais com Steve Miller, e na interessante “Really Love You”, composta em parceria com Ringo Starr e que soa como uma jam.
Por fim, deixo os dois últimos destaques: “Heaven On A Sunday”, que conta com a participação de James McCartney – filho de Paul, parece não chamar a atenção de início, mas é de uma beleza ímpar, extremamente agradável aos ouvidos. Já “Beautiful Night” é o auge. Se você ainda não a conhece, trata-se de uma faixa no estilo Paul McCartney em inspiração máxima, que começa lenta e vai crescendo, transportando o ouvinte para o imprevisível, assim como fez em “Hey Jude”, “Live And Let Die”, “Band On The Run” e em “C’mon People”. Um dos maiores momentos da carreira de Macca. O segredo? George Martin! O quinto Beatle faz um trabalho orquestral fantástico. Ah, e Ringo também está por aqui.

O álbum foi um grande sucesso. Em conjunto, foi lançado um documentário que mostra um pouco mais sobre a produção do trabalho. “The World Tonight” é bem legal e extremamente recomendado para os fãs.

O único incidente lamentável ocorrido neste período foi a triste e precoce partida de Linda McCartney, no ano seguinte. Deixou saudades.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Paul McCartney

Album Cover

Paul McCartney - Driving Rain (2001)

Surge um novo Paul McCartney
3.5
Por: André Luiz Paiz
05/01/2019
Album Cover

Paul McCartney - Ram (1971)

O grandioso RAM
4.5
Por: André Luiz Paiz
14/09/2017
Album Cover

Paul McCartney - McCartney (1970)

O álbum que decretou o fim dos Beatles
3.5
Por: André Luiz Paiz
21/08/2017

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Titãs - Nheengatu (2014)

Nheengatu e a volta dos cinquentões da pesada
3
Por: Roberto Rillo Bíscaro
17/11/2018
Album Cover

Marillion - Misplaced Childhood (1985)

Uma música de fluxo natural e coesiva
5
Por: Tiago Meneses
11/11/2017
Album Cover

Rick Springfield - The Snake King (2018)

Tentando superar os obstáculos da vida
4.5
Por: André Luiz Paiz
03/04/2018