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    Metal Fatigue (1985)

    4.5 Por: Tiago Meneses

Resenha: Allan Holdsworth - Metal Fatigue (1985)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 178

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Uma parada obrigatória para qualquer fã de Fusion
4.5
23/10/2018

Certamente um dos músicos que tem seu nome cravado como um dos grandes da história do Jazz-Rock/Fusion. Metal Fatigue foi lançado em 1985 e ainda soa maravilhoso depois de todos esses anos. Grandes técnicas de guitarra, solos de muito bom gosto sempre apoiados por excelentes trabalhos de instrumentação do baterista Chad Wackerman e do baixista Gary Willis, isso para citar apenas alguns. Um álbum muito melancólico, com uma sensação geral leve e alegre, embora a música também seja séria e complexa ao mesmo tempo. As composições são sólidas e criativas, com ótima reprodução. A guitarra de Holdsworth não é muito dominante, mas os seus solos são especialmente notáveis e os teclados apresentados neste álbum adicionam uma atmosfera colorida e sonhadora que combina muito bem com a música sempre bastante elegante. A produção é clara e oferece todos esses detalhes de uma maneira perfeita. 

A faixa-título mostra uma maneira bastante edificante de começar um disco, apresentando um ritmo alucinante que sustentará a totalidade do álbum. Com um riff sonoro único que entra e sai por toda a música, mostra um trabalho de guitarra onde a sonoridade é muito prazerosa. As seções mais limpas que compõe a grande maioria do registro também são muito boas. As progressões e movimentos de acordes espaciais geralmente dão lugar a linhas de guitarras mais profundas e desafiadoras. Logo no começo do disco, Holdsworth não hesita em despejar uma fúria de notas de maneira sempre muito inteligente e imprevisível. 

“Home” é belíssima e um dos raros momentos em que Holdsworth mostra as suas habilidades dentro de uma sonoridade acústica. Apesar de começar com algumas vozes, trata-se mesmo é de uma música instrumental encantadora em que o músico pega todos os tipos de harmônicos utilizados na primeira faixa e retira os seus efeitos, deixando assim, o resultado uma música ainda mais bonita. 

“Devil Take the Hindmost” é mais uma daquelas faixas em que Holdsworth mostra o porquê sempre vai está colocado no panteão dos guitarristas de Fusion. Mais uma faixa instrumental de cinco minutos e meio que leva o ouvinte a outra dimensão através de uma série de progressões de acordes cativantes e complicados que também inclui performances com solos que “derretem” nosso cérebro. Sem a menor sombra de dúvida é uma das maiores demonstrações da destreza técnica de Holdsworth em toda a sua carreira. 

“Panic Station” não é uma música que consegue manter no ar a bandeira do Fusion que as faixas anteriores estavam carregando, mas mesmo assim, o Synth-Pop apresentado aqui é algo na linha dos criados pelo Rush em determinada fase, ou seja, também carrega uma complexidade e sonoridade bastante agradável. Destaque também para o solo de Holdsworth que é matador. Resumindo, não possui a mesma qualidade das faixas anteriores, mas também não deixa a “peteca” do álbum cair. 

“The Un-Merry-Go-Round” é uma música que apesar de muito boa, creio ser um pouco gordurosa, não acho que era necessário pouco mais de catorze minutos neste caso (isso porque eu amo épicos, quem conhece minhas resenhas aqui no site deve saber disso). De qualquer forma, o seu conjunto de três partes possui alguns momentos que são de tirar o fôlego. Tem floreios de teclados, melodias belíssimas e absurdamente complexas de guitarra, um solo de bateria matador e um trabalho de baixo bastante sólido. Um dos pináculos no que se diz respeito a uma composição de Fusion. 

“In The Mystery” infelizmente fecha o disco de maneira bastante pobre. Se “Panic Station” apesar dos pontos negativos citados também tinha seus méritos e manteve a qualidade do álbum em alta, aqui as coisas não acontecem da mesma maneira. Até mesmo o solo de guitarra não parece conseguir brilhar dentro de uma melodia que não emociona nem mesmo por um segundo. Infelizmente um final bastante aquém de tudo o que foi mostrado no disco. 

Mesmo com um final até mesmo decepcionante, Metal Fatigue não deixa de ser uma parada obrigatória para qualquer fã de Fusion e de uma guitarra bem tocada. Metal Fatigue é um disco incrivelmente focado, original e imaginativo de um dos mais incríveis guitarristas de todos os tempos. Altamente recomendado. 

Uma parada obrigatória para qualquer fã de Fusion
4.5
23/10/2018

Certamente um dos músicos que tem seu nome cravado como um dos grandes da história do Jazz-Rock/Fusion. Metal Fatigue foi lançado em 1985 e ainda soa maravilhoso depois de todos esses anos. Grandes técnicas de guitarra, solos de muito bom gosto sempre apoiados por excelentes trabalhos de instrumentação do baterista Chad Wackerman e do baixista Gary Willis, isso para citar apenas alguns. Um álbum muito melancólico, com uma sensação geral leve e alegre, embora a música também seja séria e complexa ao mesmo tempo. As composições são sólidas e criativas, com ótima reprodução. A guitarra de Holdsworth não é muito dominante, mas os seus solos são especialmente notáveis e os teclados apresentados neste álbum adicionam uma atmosfera colorida e sonhadora que combina muito bem com a música sempre bastante elegante. A produção é clara e oferece todos esses detalhes de uma maneira perfeita. 

A faixa-título mostra uma maneira bastante edificante de começar um disco, apresentando um ritmo alucinante que sustentará a totalidade do álbum. Com um riff sonoro único que entra e sai por toda a música, mostra um trabalho de guitarra onde a sonoridade é muito prazerosa. As seções mais limpas que compõe a grande maioria do registro também são muito boas. As progressões e movimentos de acordes espaciais geralmente dão lugar a linhas de guitarras mais profundas e desafiadoras. Logo no começo do disco, Holdsworth não hesita em despejar uma fúria de notas de maneira sempre muito inteligente e imprevisível. 

“Home” é belíssima e um dos raros momentos em que Holdsworth mostra as suas habilidades dentro de uma sonoridade acústica. Apesar de começar com algumas vozes, trata-se mesmo é de uma música instrumental encantadora em que o músico pega todos os tipos de harmônicos utilizados na primeira faixa e retira os seus efeitos, deixando assim, o resultado uma música ainda mais bonita. 

“Devil Take the Hindmost” é mais uma daquelas faixas em que Holdsworth mostra o porquê sempre vai está colocado no panteão dos guitarristas de Fusion. Mais uma faixa instrumental de cinco minutos e meio que leva o ouvinte a outra dimensão através de uma série de progressões de acordes cativantes e complicados que também inclui performances com solos que “derretem” nosso cérebro. Sem a menor sombra de dúvida é uma das maiores demonstrações da destreza técnica de Holdsworth em toda a sua carreira. 

“Panic Station” não é uma música que consegue manter no ar a bandeira do Fusion que as faixas anteriores estavam carregando, mas mesmo assim, o Synth-Pop apresentado aqui é algo na linha dos criados pelo Rush em determinada fase, ou seja, também carrega uma complexidade e sonoridade bastante agradável. Destaque também para o solo de Holdsworth que é matador. Resumindo, não possui a mesma qualidade das faixas anteriores, mas também não deixa a “peteca” do álbum cair. 

“The Un-Merry-Go-Round” é uma música que apesar de muito boa, creio ser um pouco gordurosa, não acho que era necessário pouco mais de catorze minutos neste caso (isso porque eu amo épicos, quem conhece minhas resenhas aqui no site deve saber disso). De qualquer forma, o seu conjunto de três partes possui alguns momentos que são de tirar o fôlego. Tem floreios de teclados, melodias belíssimas e absurdamente complexas de guitarra, um solo de bateria matador e um trabalho de baixo bastante sólido. Um dos pináculos no que se diz respeito a uma composição de Fusion. 

“In The Mystery” infelizmente fecha o disco de maneira bastante pobre. Se “Panic Station” apesar dos pontos negativos citados também tinha seus méritos e manteve a qualidade do álbum em alta, aqui as coisas não acontecem da mesma maneira. Até mesmo o solo de guitarra não parece conseguir brilhar dentro de uma melodia que não emociona nem mesmo por um segundo. Infelizmente um final bastante aquém de tudo o que foi mostrado no disco. 

Mesmo com um final até mesmo decepcionante, Metal Fatigue não deixa de ser uma parada obrigatória para qualquer fã de Fusion e de uma guitarra bem tocada. Metal Fatigue é um disco incrivelmente focado, original e imaginativo de um dos mais incríveis guitarristas de todos os tempos. Altamente recomendado. 

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