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Resenha: Ramones - Brain Drain (1989)

Por: Fábio Arthur

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Punk Rock na veia
5
22/10/2018

Brain Drain, de 1989, mostra toda força de uma banda que já estava na estrada há muito tempo. A qualidade do grupo e integridade não deixaram de existir, simplesmente alguns anos e discos lançados anteriormente não obtinham a força voraz desse álbum. Assim, seguindo em frente, os Ramones conseguiram bater o recorde de vendas com esse long play e, foi nesse período também, em que o grupo incluiria sua vinda ao Brasil após cada lançamento. 

Uma banda de punk rock chegar ao décimo primeiro disco não é tarefa fácil. O Ramones passou por cima do grunge, metal e até mesmo das bandas pós-punks. Com Brain Drain, chegamos a números estupendos em vendas ao redor do mundo e não somente nos EUA. 

O grupo vivia nessa fase muitos problemas de ordem pessoais e também com uma estafa entediante, além logicamente dos problemas relacionados aos químicos e álcool; todos no grupo pesavam sobre algum distúrbio de certa forma. Acima de tudo, conseguiram manter-se focados nas gravações, mesmo que não estivessem totalmente concentrados, e então o golpe certeiro para alavancar e sair dessa fonte de desgosto foi uma canção baseada na obra de Stephen King - escritor - o livro Cemitério Maldito; a música “Pet Sematary” obteve alto nível de aceitação, junto a seu vídeo na MTV. 

Bill Laswell cuidou dos detalhes de produção e a empreitada foi jogada ao mercado pela Sire Records, que executou um belíssimo trabalho em divulgações. A arte do disco remete a um estado de loucura, sombria e combina perfeitamente com a sacada musical do grupo; algo mais na linha de arte mesmo.

Do mais, em Brain Drain temos riffs perfeitos e cozinha muito bem elaborada, dando a tacada perfeita em cada som inserido no mesmo. “I Believe In Miracles” é uma faixa ambiciosa, forte e realmente empolgante e que abre o disco. No mais, “Zero Zero UFO”, “Don´t Bust My Chops” e “All Screwed Up” são realmente fulminantes. O disco então segue realmente calcado em uma vertente sólida sem deixar cair a essência e, mesmo estando perto dos anos 90, o grupo ainda seguia os passos de outrora, não deixam a mentir canções como “Learn to Listen”, “Can Get You Outta My Mind”, fantástica, e “Ignorance Is Bliss”. Enfim, um álbum sem fiascos e firme no propósito de se fazer música com qualidade e colocar a banda em seu local de merecimento. 

Esse vale o quanto pesa!

Punk Rock na veia
5
22/10/2018

Brain Drain, de 1989, mostra toda força de uma banda que já estava na estrada há muito tempo. A qualidade do grupo e integridade não deixaram de existir, simplesmente alguns anos e discos lançados anteriormente não obtinham a força voraz desse álbum. Assim, seguindo em frente, os Ramones conseguiram bater o recorde de vendas com esse long play e, foi nesse período também, em que o grupo incluiria sua vinda ao Brasil após cada lançamento. 

Uma banda de punk rock chegar ao décimo primeiro disco não é tarefa fácil. O Ramones passou por cima do grunge, metal e até mesmo das bandas pós-punks. Com Brain Drain, chegamos a números estupendos em vendas ao redor do mundo e não somente nos EUA. 

O grupo vivia nessa fase muitos problemas de ordem pessoais e também com uma estafa entediante, além logicamente dos problemas relacionados aos químicos e álcool; todos no grupo pesavam sobre algum distúrbio de certa forma. Acima de tudo, conseguiram manter-se focados nas gravações, mesmo que não estivessem totalmente concentrados, e então o golpe certeiro para alavancar e sair dessa fonte de desgosto foi uma canção baseada na obra de Stephen King - escritor - o livro Cemitério Maldito; a música “Pet Sematary” obteve alto nível de aceitação, junto a seu vídeo na MTV. 

Bill Laswell cuidou dos detalhes de produção e a empreitada foi jogada ao mercado pela Sire Records, que executou um belíssimo trabalho em divulgações. A arte do disco remete a um estado de loucura, sombria e combina perfeitamente com a sacada musical do grupo; algo mais na linha de arte mesmo.

Do mais, em Brain Drain temos riffs perfeitos e cozinha muito bem elaborada, dando a tacada perfeita em cada som inserido no mesmo. “I Believe In Miracles” é uma faixa ambiciosa, forte e realmente empolgante e que abre o disco. No mais, “Zero Zero UFO”, “Don´t Bust My Chops” e “All Screwed Up” são realmente fulminantes. O disco então segue realmente calcado em uma vertente sólida sem deixar cair a essência e, mesmo estando perto dos anos 90, o grupo ainda seguia os passos de outrora, não deixam a mentir canções como “Learn to Listen”, “Can Get You Outta My Mind”, fantástica, e “Ignorance Is Bliss”. Enfim, um álbum sem fiascos e firme no propósito de se fazer música com qualidade e colocar a banda em seu local de merecimento. 

Esse vale o quanto pesa!

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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