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    Welcome To The Real World

    4 Por: Vitor Sobreira

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    Welcome To The Real World

    4.5 Por: Marcel Z. Dio

Resenha: Mr. Mister - Welcome To The Real World (1985)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 247

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O casamento perfeito entre o pop e o rock
4.5
20/10/2018

Se engana quem acha o Mr Mister é uma one-hit wonder ancorada pelo sucesso de Broken Wings. É claro que o grupo nunca foi estouro radiofônico, mas a qualidade musical era acima da média, independente do nível de exposição.
O começo com o Wear The Faces não empolgou, deixando os executivos da RCA com a pulga atrás da orelha. E mesmo sendo um trabalho sem rumo, via-se talento nos músicos e no alicerce das canções de apelo pop/ new wave - uma espécie de Level 42 de segunda linhagem. A segunda chance, que poderia ser a última, acabou sendo o grande marco da carreira.

Apesar do preconceito roqueiro com a balada "Broken Wings", o restante não destoa por esse caminho açucarado, enquadrando melodias sofisticadas, que batiam de maneira simples.
O principio com "Black/White" impressiona pela estética arrojada, com o teclado fazendo parte da melódia central, e um vocal potente de Richard Page, dividindo também a função de baixista.

"Uniform of Youth" tem um peso fora dos padrões pop, abrindo brechas para um riff repetitivo. Pat Mastelotto (futuro membro do King Crimson) tinha uma pegada energética, e descia o braço sem dó.

O techno pop aparece em "Don't Slow Down", com destaque para as vozes dobradas sobre sutis modulações e o linear baixo sintetizado.
Como o sintetizador estava em alta, as notas progressivas de Steve George em "Into My Own Hands" guarneciam a vigorosa melodia. E os solos de Steve Farris mergulhavam na linha Rush e Marillion.

Como é bom ouvirmos o suingue de "Is It Love" !, tipo de som que passa tão rápido por nossos ouvidos, que a vontade de repetir é inevitável.

Impossível escapar dela né ? ... a tal "Broken Wings", tida por muitos radicais como uma baba radiofônica. Mas quer saber? danem-se os radicais !. Tirando a cafonérrima letra, temos momentos memoráveis, especialmente na parte final, com a contra melodia de sinth bass sobre um riff bem bolado, e esse "grave" é um dos trechos mais criativos feitos no pop oitentista. Basta ouvir uma mísera vez e carregar como um mantra.

Fecho com a faixa homônima - boa mescla da carga roqueira com o aprimoramento pop. Pela minha compreensão, a letra dá as boas vindas a uma criança recém chegada ao mundo ...

"Bem-vinda pequenina, nesse lugar de terra e pedra
Bem-vinda pequenina e todos os olhos azuis e
Inocentes, o mundo é muito mais frio que o seu olhar

"Ei, essa é uma corrida humana
Ei, agora você está no portão
Bem-vindo ao mundo real, há muito o que aprender, bem-vindo ao mundo real
Bem-vindo ao mundo real, há muito o que aprender, bem-vindo ao mundo real"

É uma pena que o Mr Mister tenha ficado preso a Welcome ... O posterior Go On... (1987) foi decepcionante em todos os sentidos. Tanto que em 1989, eles tentaram outra cartada com um álbum mais complexo e foram categoricamente vetados pela RCA, culminando com o fim das atividades. A volta se deu com Pull (2010) esse, tão ruim quanto Go On...

O casamento perfeito entre o pop e o rock
4.5
20/10/2018

Se engana quem acha o Mr Mister é uma one-hit wonder ancorada pelo sucesso de Broken Wings. É claro que o grupo nunca foi estouro radiofônico, mas a qualidade musical era acima da média, independente do nível de exposição.
O começo com o Wear The Faces não empolgou, deixando os executivos da RCA com a pulga atrás da orelha. E mesmo sendo um trabalho sem rumo, via-se talento nos músicos e no alicerce das canções de apelo pop/ new wave - uma espécie de Level 42 de segunda linhagem. A segunda chance, que poderia ser a última, acabou sendo o grande marco da carreira.

Apesar do preconceito roqueiro com a balada "Broken Wings", o restante não destoa por esse caminho açucarado, enquadrando melodias sofisticadas, que batiam de maneira simples.
O principio com "Black/White" impressiona pela estética arrojada, com o teclado fazendo parte da melódia central, e um vocal potente de Richard Page, dividindo também a função de baixista.

"Uniform of Youth" tem um peso fora dos padrões pop, abrindo brechas para um riff repetitivo. Pat Mastelotto (futuro membro do King Crimson) tinha uma pegada energética, e descia o braço sem dó.

O techno pop aparece em "Don't Slow Down", com destaque para as vozes dobradas sobre sutis modulações e o linear baixo sintetizado.
Como o sintetizador estava em alta, as notas progressivas de Steve George em "Into My Own Hands" guarneciam a vigorosa melodia. E os solos de Steve Farris mergulhavam na linha Rush e Marillion.

Como é bom ouvirmos o suingue de "Is It Love" !, tipo de som que passa tão rápido por nossos ouvidos, que a vontade de repetir é inevitável.

Impossível escapar dela né ? ... a tal "Broken Wings", tida por muitos radicais como uma baba radiofônica. Mas quer saber? danem-se os radicais !. Tirando a cafonérrima letra, temos momentos memoráveis, especialmente na parte final, com a contra melodia de sinth bass sobre um riff bem bolado, e esse "grave" é um dos trechos mais criativos feitos no pop oitentista. Basta ouvir uma mísera vez e carregar como um mantra.

Fecho com a faixa homônima - boa mescla da carga roqueira com o aprimoramento pop. Pela minha compreensão, a letra dá as boas vindas a uma criança recém chegada ao mundo ...

"Bem-vinda pequenina, nesse lugar de terra e pedra
Bem-vinda pequenina e todos os olhos azuis e
Inocentes, o mundo é muito mais frio que o seu olhar

"Ei, essa é uma corrida humana
Ei, agora você está no portão
Bem-vindo ao mundo real, há muito o que aprender, bem-vindo ao mundo real
Bem-vindo ao mundo real, há muito o que aprender, bem-vindo ao mundo real"

É uma pena que o Mr Mister tenha ficado preso a Welcome ... O posterior Go On... (1987) foi decepcionante em todos os sentidos. Tanto que em 1989, eles tentaram outra cartada com um álbum mais complexo e foram categoricamente vetados pela RCA, culminando com o fim das atividades. A volta se deu com Pull (2010) esse, tão ruim quanto Go On...

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