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Resenha: Lucifer Was - Underground And Beyond (1997)

Por: Marcel Z. Dio

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A importância de uma demo tape ...
4.5
16/10/2018

Descobri tardiamente o Lucifer Was, precisamente em 2016, com o magnifico Underground And Beyond. Admito que passei o ano todo ouvindo o tal disco, a que eu chamava de o elo perdido entre Black Sabbath e Jethro Tull. E de veras, o cavernoso full length continha traços fortes dessas bandas, mas sem deixar a personalidade riponga de lado.
Na verdade o Lucifer Was já existia na primeira metade dos anos 70, e findou com a saída Jan Ødegård, esse, cansado pelo excesso de shows. Com isso, o grupo sumiu sem lançar um mísero disco. Até que em meados de 1995 o baixista Einar Bruu encontra uma fita demo de 1974, de um show feito na capital Oslo. A gravação surpreende Einar Bruu e o mesmo decide entrar em contato com os antigos membros para reavivar a "múmia do sarcófago".
Com os músicos reunidos (a exceção de Jan Ødegård) os jovens senhores começam a tocar em bares e pequenos palcos locais, acertando finalmente os detalhes para o debut Underground And Beyond. 
O interessante é que a nova gravação não tirou aquele clima "empoeirado" do rock setentista, enganando facilmente o ouvinte desatento a data de lançamento, embora o "esqueleto" das canções sejam da citada época.
Para quem gosta de flautas, levadas folk, riffs toscos e lúgubres, Underground And Beyond é o manjar dos deuses. E por falta de um, temos dois flautistas duelando com as guitarras e se revezando com os vocais.

Dessa vez não citarei destaques, até porque, todas as canções estão em níveis elevados. A impressão que se tem, é que estamos diante de um Jethro Tull Sabbathico feito por uma banda moderna de indie rock, indicação que vale também para quem gosta do ótimo Wolf People e grupos similares.

Boa audição, e cuidado para não viciar !!.

A importância de uma demo tape ...
4.5
16/10/2018

Descobri tardiamente o Lucifer Was, precisamente em 2016, com o magnifico Underground And Beyond. Admito que passei o ano todo ouvindo o tal disco, a que eu chamava de o elo perdido entre Black Sabbath e Jethro Tull. E de veras, o cavernoso full length continha traços fortes dessas bandas, mas sem deixar a personalidade riponga de lado.
Na verdade o Lucifer Was já existia na primeira metade dos anos 70, e findou com a saída Jan Ødegård, esse, cansado pelo excesso de shows. Com isso, o grupo sumiu sem lançar um mísero disco. Até que em meados de 1995 o baixista Einar Bruu encontra uma fita demo de 1974, de um show feito na capital Oslo. A gravação surpreende Einar Bruu e o mesmo decide entrar em contato com os antigos membros para reavivar a "múmia do sarcófago".
Com os músicos reunidos (a exceção de Jan Ødegård) os jovens senhores começam a tocar em bares e pequenos palcos locais, acertando finalmente os detalhes para o debut Underground And Beyond. 
O interessante é que a nova gravação não tirou aquele clima "empoeirado" do rock setentista, enganando facilmente o ouvinte desatento a data de lançamento, embora o "esqueleto" das canções sejam da citada época.
Para quem gosta de flautas, levadas folk, riffs toscos e lúgubres, Underground And Beyond é o manjar dos deuses. E por falta de um, temos dois flautistas duelando com as guitarras e se revezando com os vocais.

Dessa vez não citarei destaques, até porque, todas as canções estão em níveis elevados. A impressão que se tem, é que estamos diante de um Jethro Tull Sabbathico feito por uma banda moderna de indie rock, indicação que vale também para quem gosta do ótimo Wolf People e grupos similares.

Boa audição, e cuidado para não viciar !!.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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