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Resenha: Riverside - Wasteland (2018)

Por: André Luiz Paiz

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Descarregando as emoções para seguir adiante
4
16/10/2018

Mariusz Duda, líder, vocalista e principal compositor do Riverside, disse que “Wasteland” e os dois últimos lançamentos do seu projeto solo Lunatic Soul, foram extremamente dolorosos se serem feitos. Havia uma atmosfera nebulosa ao redor de tudo o que fazia relacionado à música, já que a dolorosa perda do guitarrista Piotr Grudziński, em 2016, foi extremamente difícil de ser aceita e superada. “Wasteland” é um álbum denso e triste, que retrata sobre um mundo pós-apocalíptico, além de fazer referências aos sentimentos gerados pela perda do amigo. Há também uma proximidade com o conceito do álbum "Second Life Syndrome".

A primeira coisa que o fã sentirá falta, é das variações de temas e andamentos característicos das músicas do grupo. Uma das grandes qualidades do Riverside é exatamente esta, a de não sabermos o que virá adiante. Aqui, em “Wasteland”, o grupo opta por seguir um direcionamento mais dedutível, digamos assim. O álbum também se distancia bastante das faixas mais pesadas, com músicas mais suaves e melódicas. Se você gosta dessa parcela heavy oferecida pela banda, apenas as ótimas “Acid Rain” e “Vale Of Tears” irão talvez satisfazê-lo. Considerando isso, em alguns momentos é possível sentir uma supervalorização de alguns temas, deixando algumas faixas um pouco cansativas, como é o caso das faixas “Wasteland” e a instrumental “The Struggle For Survival”.
Falando agora sobre o aspecto positivo, mudar também é bom. A produção soa de maneira cristalina e todas as faixas que ainda não citei são belíssimas. Temas melódicos acessíveis, cantados com emoção extrema por Mariusz e executadas com maestria pelos demais músicos. “Guardian Angel” e “River Down Below” são lindas e emocionantes, assim como “Lament”, que possui certo peso na guitarra em uma tentativa de deixá-la mais pesada. Vale também destacar a performance de Mariusz nas faixas de abertura e encerramento, “The Day After”, que é à capela, e “The Night Before”, acompanhada pelo piano. Emoções transbordando aqui.

Se você é fã iniciante do grupo, não comece por aqui. Sugiro ouvir a discografia cronologicamente, até entender os motivos que proporcionaram a criação de “Wasteland”. Agora, se você já acompanha a carreira da banda, verá que este álbum se tornará um marco na carreira do grupo, por representar um grito de motivação para seguir adiante.

Wasteland está disponível no site da InsideOut.

Tracklist:

1. The Day After (01:48)
2. Acid Rain (06:03)
3. Vale Of Tears (04:49)
4. Guardian Angel (04:24)
5. Lament (06:09)
6. The Struggle For Survival (09:32)
7. River Down Below (05:41)
8. Wasteland (08:25)
9. The Night Before (03:59)

Banda: 

Mariusz Duda – Vocais, Guitarra e Baixo
Piotr Kozieradzki – Bateria
Michal Lapaj - Teclados e órgão
Participação de Mateusz Owczarek em alguns solos de guitarra.

Descarregando as emoções para seguir adiante
4
16/10/2018

Mariusz Duda, líder, vocalista e principal compositor do Riverside, disse que “Wasteland” e os dois últimos lançamentos do seu projeto solo Lunatic Soul, foram extremamente dolorosos se serem feitos. Havia uma atmosfera nebulosa ao redor de tudo o que fazia relacionado à música, já que a dolorosa perda do guitarrista Piotr Grudziński, em 2016, foi extremamente difícil de ser aceita e superada. “Wasteland” é um álbum denso e triste, que retrata sobre um mundo pós-apocalíptico, além de fazer referências aos sentimentos gerados pela perda do amigo. Há também uma proximidade com o conceito do álbum "Second Life Syndrome".

A primeira coisa que o fã sentirá falta, é das variações de temas e andamentos característicos das músicas do grupo. Uma das grandes qualidades do Riverside é exatamente esta, a de não sabermos o que virá adiante. Aqui, em “Wasteland”, o grupo opta por seguir um direcionamento mais dedutível, digamos assim. O álbum também se distancia bastante das faixas mais pesadas, com músicas mais suaves e melódicas. Se você gosta dessa parcela heavy oferecida pela banda, apenas as ótimas “Acid Rain” e “Vale Of Tears” irão talvez satisfazê-lo. Considerando isso, em alguns momentos é possível sentir uma supervalorização de alguns temas, deixando algumas faixas um pouco cansativas, como é o caso das faixas “Wasteland” e a instrumental “The Struggle For Survival”.
Falando agora sobre o aspecto positivo, mudar também é bom. A produção soa de maneira cristalina e todas as faixas que ainda não citei são belíssimas. Temas melódicos acessíveis, cantados com emoção extrema por Mariusz e executadas com maestria pelos demais músicos. “Guardian Angel” e “River Down Below” são lindas e emocionantes, assim como “Lament”, que possui certo peso na guitarra em uma tentativa de deixá-la mais pesada. Vale também destacar a performance de Mariusz nas faixas de abertura e encerramento, “The Day After”, que é à capela, e “The Night Before”, acompanhada pelo piano. Emoções transbordando aqui.

Se você é fã iniciante do grupo, não comece por aqui. Sugiro ouvir a discografia cronologicamente, até entender os motivos que proporcionaram a criação de “Wasteland”. Agora, se você já acompanha a carreira da banda, verá que este álbum se tornará um marco na carreira do grupo, por representar um grito de motivação para seguir adiante.

Wasteland está disponível no site da InsideOut.

Tracklist:

1. The Day After (01:48)
2. Acid Rain (06:03)
3. Vale Of Tears (04:49)
4. Guardian Angel (04:24)
5. Lament (06:09)
6. The Struggle For Survival (09:32)
7. River Down Below (05:41)
8. Wasteland (08:25)
9. The Night Before (03:59)

Banda: 

Mariusz Duda – Vocais, Guitarra e Baixo
Piotr Kozieradzki – Bateria
Michal Lapaj - Teclados e órgão
Participação de Mateusz Owczarek em alguns solos de guitarra.

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