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Resenha: King Diamond - The Graveyard (1996)

Por: André Luiz Paiz

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O mestre King em mais uma grande trama
4
15/10/2018

O personagem King agora trabalha como funcionário do prefeito. Tudo vai bem até que, acidentalmente, King vê o seu chefe molestando a própria filha, Lucy, que é ainda criança. Sem conseguir guardar para si o que viu, isso se volta contra ele, que é declarado louco pelo prefeito e acaba em um sanatório. Um bom tempo depois, King vê uma chance de escapar dali matando a enfermeira que possui as chaves para a sua liberdade. Assim, foge e se refugia em um cemitério para enfim planejar a sua vingança.
Tentando manter o seu plano e o seu esconderijo em segredo, King mata qualquer um que adentra ao cemitério. Logo depois, fica obcecado pela lenda urbana que diz que, se uma pessoa é morta em um cemitério com a cabeça decepada, a alma não consegue se libertar, vivendo eternamente dentro do cérebro. Mais obcecado ainda está em sequestrar Lucy, até que consegue, levando-a para o cemitério. Em seguida, cava sete tumbas com lápides contendo os dizeres: “Lucy Forever”. Com o seu plano pronto, King liga para o prefeito encontrá-lo à meia-noite no cemitério ou Lucy morrerá. Enquanto isso, a menina é colocada em um caixão e enterrada viva em uma das tumbas.
É hora de brincar! Com a chegada do prefeito, King diz que ele terá três chances para encontrar a filha, cavando nas covas que escolher com os olhos vendados. Na última tentativa, o prefeito consegue encontrar e salvar Lucy, porém King não deixa barato e o leva aprisionado para uma espécie de tribunal, para julgá-lo e condená-lo à morte por molestar a criança. O que King não contava, é que Lucy puxaria uma corda e liberaria o vidro de uma janela quebrada, que atingiria diretamente o pescoço de King, separando a sua cabeça do corpo.
Na primeira luz do dia, King ainda estava vivo, preso dentro de sua cabeça, como dizia a lenda. Após observar Lucy libertando o pai, King implora para que ela não o deixe ali. Lucy vai até ele e, em segredo, coloca a cabeça dentro de sua mochila, para que ela e King possam ficar juntos para sempre.

Apesar dos spoilers, é impressionante, não é? Para esta resenha, resolvi começar pela história, pois é o que mais lhe chamará a atenção em “The Graveyard”. Após um respiro com a mudança de direcionamento em “The Spider's Lullabye”, King retornou inspirado neste álbum, disposto a produzir mais um registro marcante em sua carreira. Deu certo, já que se tornou um sucesso de vendas. Musicalmente falando, não pode ser comparado com os clássicos do mestre King Diamond, mas há muito o que se aproveitar aqui. 

Do lado positivo, muitas faixas nos remetem aos clássicos “Abigail” e “Them”, como é o caso de “I Am”, a melhor do álbum. “Black Hill Sanitarium” e “Waiting” também são excelentes, embora a segunda nos faça sentir saudades de Mikkey Dee segurando as baquetas. Recomendo também a macabra balada “Heads On The Wall” e as cadenciadas “I'm Not A Stranger” e “Sleep Tight Little Baby”.
Em contrapartida, temos aqui mais um álbum da carreira da King em que a produção é um peso negativo. O remaster de 2009 feito por Andy La Rocque traz um resultado bem melhor. Para aqueles que sentem dificuldade em aceitar o jeito de King Diamond cantar, este álbum pode também não ser um bom ponto de partida, já que temos uma ótima interpretação dos personagens, porém em alguns momentos acabam soando excessivas.

Mesmo não sendo considerado um clássico na carreira de King Diamond, “The Graveyard” possui o seu valor e merece a sua conferência.

O mestre King em mais uma grande trama
4
15/10/2018

O personagem King agora trabalha como funcionário do prefeito. Tudo vai bem até que, acidentalmente, King vê o seu chefe molestando a própria filha, Lucy, que é ainda criança. Sem conseguir guardar para si o que viu, isso se volta contra ele, que é declarado louco pelo prefeito e acaba em um sanatório. Um bom tempo depois, King vê uma chance de escapar dali matando a enfermeira que possui as chaves para a sua liberdade. Assim, foge e se refugia em um cemitério para enfim planejar a sua vingança.
Tentando manter o seu plano e o seu esconderijo em segredo, King mata qualquer um que adentra ao cemitério. Logo depois, fica obcecado pela lenda urbana que diz que, se uma pessoa é morta em um cemitério com a cabeça decepada, a alma não consegue se libertar, vivendo eternamente dentro do cérebro. Mais obcecado ainda está em sequestrar Lucy, até que consegue, levando-a para o cemitério. Em seguida, cava sete tumbas com lápides contendo os dizeres: “Lucy Forever”. Com o seu plano pronto, King liga para o prefeito encontrá-lo à meia-noite no cemitério ou Lucy morrerá. Enquanto isso, a menina é colocada em um caixão e enterrada viva em uma das tumbas.
É hora de brincar! Com a chegada do prefeito, King diz que ele terá três chances para encontrar a filha, cavando nas covas que escolher com os olhos vendados. Na última tentativa, o prefeito consegue encontrar e salvar Lucy, porém King não deixa barato e o leva aprisionado para uma espécie de tribunal, para julgá-lo e condená-lo à morte por molestar a criança. O que King não contava, é que Lucy puxaria uma corda e liberaria o vidro de uma janela quebrada, que atingiria diretamente o pescoço de King, separando a sua cabeça do corpo.
Na primeira luz do dia, King ainda estava vivo, preso dentro de sua cabeça, como dizia a lenda. Após observar Lucy libertando o pai, King implora para que ela não o deixe ali. Lucy vai até ele e, em segredo, coloca a cabeça dentro de sua mochila, para que ela e King possam ficar juntos para sempre.

Apesar dos spoilers, é impressionante, não é? Para esta resenha, resolvi começar pela história, pois é o que mais lhe chamará a atenção em “The Graveyard”. Após um respiro com a mudança de direcionamento em “The Spider's Lullabye”, King retornou inspirado neste álbum, disposto a produzir mais um registro marcante em sua carreira. Deu certo, já que se tornou um sucesso de vendas. Musicalmente falando, não pode ser comparado com os clássicos do mestre King Diamond, mas há muito o que se aproveitar aqui. 

Do lado positivo, muitas faixas nos remetem aos clássicos “Abigail” e “Them”, como é o caso de “I Am”, a melhor do álbum. “Black Hill Sanitarium” e “Waiting” também são excelentes, embora a segunda nos faça sentir saudades de Mikkey Dee segurando as baquetas. Recomendo também a macabra balada “Heads On The Wall” e as cadenciadas “I'm Not A Stranger” e “Sleep Tight Little Baby”.
Em contrapartida, temos aqui mais um álbum da carreira da King em que a produção é um peso negativo. O remaster de 2009 feito por Andy La Rocque traz um resultado bem melhor. Para aqueles que sentem dificuldade em aceitar o jeito de King Diamond cantar, este álbum pode também não ser um bom ponto de partida, já que temos uma ótima interpretação dos personagens, porém em alguns momentos acabam soando excessivas.

Mesmo não sendo considerado um clássico na carreira de King Diamond, “The Graveyard” possui o seu valor e merece a sua conferência.

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