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Resenha: Destruction - Eternal Devastation (1986)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
Masterpiece
5
11/10/2018

Nos anos 80, a maioria dos grupos de heavy metal teve os seus trabalhos divulgados - no caso da maioria - em fitas K7 demo através de troca entre elas; esse foi um ponto relevante na época.

O Destruction, com seu speed/trhash, não seria diferente e, no início, propagou a demo intitulada de “Bestial Invasion” e, assim como outras bandas da Europa, mantinham-se na busca de uma gravadora e um suporte para os concertos. 

A Steamhammer apareceu um bom tempo depois e assim o grupo conseguiria um contrato para um EP e depois discos completos. Esse álbum “Eternal Devastation” é uma prova da qualidade e da competência do Destruction, sendo ele o segundo disco do grupo, trouxe um diferencial muito bem elaborado. O álbum traz uma atmosfera sombria, por vezes crua e a vertente speed fica mais latente com guitarras que aparecem em um som seco entre a bateria pesada, porém que acompanha dentro do limite dos riffs, sem se sobressair, mas que traz uma diferença enorme para as composições. Um novo padrão se segue nesse álbum, que é justamente o das mudanças de andamento durante as canções e as guitarras cortantes de Mike, tem aqui um Q de clássico, com melodias entre as palhetadas muito bem encaixadas e que culminam com solos mais apurados. 

O Destruction trouxe desta feita uma arte de capa em que o Power Trio se transforma em um tornado que arrasa e nos dá a visão de que estamos sendo arrastados para dentro dessa fúria, no caso desse som do grupo.

Em “Eternal Devastation”, é preciso dizer que esse é mais um dos álbuns que devem que ser ouvidos por inteiro, no entanto, existem as faixas em destaques e “Curse The Gods”, com sua introdução melancólica e sombria, é um exemplo do diferencial em metal europeu. Um som muito bem elaborado com o vocal de Schmier rasgado entre grunhidos e gritos agudos que formam uma espécie de agonia musical; essa um das melhores faixas da banda. “Life Without Sense” e “United By Hatred” soam perfeitas em sua composição thrash e “Eternal Ban” é um hino do metal pesado, com refrão marcante. Ao fim do álbum, a faixa “Confused Mind” nos brinda com velocidade inicial, para cair em um andamento cadenciado em que passos são ouvidos, misturados a gritos histéricos de uma mulher sendo assassinada, tudo isso envolto entre respirações ofegantes e linhas pulsantes dentro do instrumental.

O disco não soa clichê, por mais que tantos comparem com thrash americano, a evolução aqui é notada desde o começo do álbum, que segue como um dos mais poderosos discos de metal dentro da história. Marcou a banda como auge e suas canções são tocadas até hoje pelo grupo, mesmo depois de décadas, as mesmas ainda são esperadas pelos fãs ao vivo. 

Clássico!

Masterpiece
5
11/10/2018

Nos anos 80, a maioria dos grupos de heavy metal teve os seus trabalhos divulgados - no caso da maioria - em fitas K7 demo através de troca entre elas; esse foi um ponto relevante na época.

O Destruction, com seu speed/trhash, não seria diferente e, no início, propagou a demo intitulada de “Bestial Invasion” e, assim como outras bandas da Europa, mantinham-se na busca de uma gravadora e um suporte para os concertos. 

A Steamhammer apareceu um bom tempo depois e assim o grupo conseguiria um contrato para um EP e depois discos completos. Esse álbum “Eternal Devastation” é uma prova da qualidade e da competência do Destruction, sendo ele o segundo disco do grupo, trouxe um diferencial muito bem elaborado. O álbum traz uma atmosfera sombria, por vezes crua e a vertente speed fica mais latente com guitarras que aparecem em um som seco entre a bateria pesada, porém que acompanha dentro do limite dos riffs, sem se sobressair, mas que traz uma diferença enorme para as composições. Um novo padrão se segue nesse álbum, que é justamente o das mudanças de andamento durante as canções e as guitarras cortantes de Mike, tem aqui um Q de clássico, com melodias entre as palhetadas muito bem encaixadas e que culminam com solos mais apurados. 

O Destruction trouxe desta feita uma arte de capa em que o Power Trio se transforma em um tornado que arrasa e nos dá a visão de que estamos sendo arrastados para dentro dessa fúria, no caso desse som do grupo.

Em “Eternal Devastation”, é preciso dizer que esse é mais um dos álbuns que devem que ser ouvidos por inteiro, no entanto, existem as faixas em destaques e “Curse The Gods”, com sua introdução melancólica e sombria, é um exemplo do diferencial em metal europeu. Um som muito bem elaborado com o vocal de Schmier rasgado entre grunhidos e gritos agudos que formam uma espécie de agonia musical; essa um das melhores faixas da banda. “Life Without Sense” e “United By Hatred” soam perfeitas em sua composição thrash e “Eternal Ban” é um hino do metal pesado, com refrão marcante. Ao fim do álbum, a faixa “Confused Mind” nos brinda com velocidade inicial, para cair em um andamento cadenciado em que passos são ouvidos, misturados a gritos histéricos de uma mulher sendo assassinada, tudo isso envolto entre respirações ofegantes e linhas pulsantes dentro do instrumental.

O disco não soa clichê, por mais que tantos comparem com thrash americano, a evolução aqui é notada desde o começo do álbum, que segue como um dos mais poderosos discos de metal dentro da história. Marcou a banda como auge e suas canções são tocadas até hoje pelo grupo, mesmo depois de décadas, as mesmas ainda são esperadas pelos fãs ao vivo. 

Clássico!

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